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“Vídeo Show” chega ao fim e causa comoção entre os famosos nas redes sociais

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Nesta sexta-feira (11), o público se despediu do “Vídeo Show”, programa que estava na programação da Globo há 30 anos. Durante essas décadas, a atração ganhou muitos rostos diferentes entre apresentadores e convidados e, consequentemente, com o seu fim está causando comoção em muitas dessas personalidades.

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Joaquim Lopes e Sophia Abrahão foram os últimos apresentadores do
Reprodução/ Globo

Joaquim Lopes e Sophia Abrahão foram os últimos apresentadores do “Vídeo Show”

Tristes com o fim do ” Vídeo Show “, muitos famosos estão usando as redes sociais para relembrar momentos marcantes na atração, agradecer e lamentar o seu final. Veja o que os globais estão falando sobre o assunto:

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  • Otaviano Costa

Foto postada por Otaviano Costa
Reprodução/ Instagram

Foto postada por Otaviano Costa

Otaviano Costa foi um dos apresentadores do programa e não poupou palavras para falar sobre o final da atração. “E foi assim!!! Uma linda história, uma incrível família, um inesquecível programa! GRATIDÃO & ORGULHO por ter tido a chance de fazer parte desta maravilhosa história da televisão brasileira”, escreveu ele na legenda de uma foto da equipe.

  • Sophia Abrahão

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fechando hoje um dos ciclos mais lindos e especias que vivi até hoje! apresentar o #VídeoShowAoVivo foi um presente, um desafio diário e um aprendizado constante. quero agradecer a toda equipe incrível, figurino, redação, produção de elenco, condutor, caracterização, cenografia, gshow, câmera, direção, produção. que time! foi uma honra dividir isso com vocês. obrigada a todo mundo que passou pela bancada desse programa durante os 35 anos, a toda equipe que se dedicou a ele nesse tempo todo. o Vídeo Show sempre fez parte da minha vida e fazer parte dessa história me enche de gratidão 💗 aos meus parceiros @otaviano @lopesjoca @omarcosveras @rafaelcortez @amorimvivian @fernandakeulla @marcela_mont @anaclaraac e tantos outros nomes incríveis que me ajudaram nesses quase 2 anos no programa, muito obrigada! vou sentir saudades, mas me despeço do vídeo show com o coração leve e feliz! não poderia esquecer de agradecer ao público, a todas aquelas pessoas que sempre acompanharam e acompanham o programa, vcs fizeram a diferença. aos meus fãs que nunca me decepcionam, que estavam ali comigo todos os dias, eu amo vocês ❤️ Vídeo Show, obrigada por tudo!

Uma publicação compartilhada por Sophia Abrahão (@sophiaabrahao) em 11 de Jan, 2019 às 9:12 PST

Sophia Abrahão, a última apresentadora do programa, caprichou no textão e nas fotos.

  • Joaquim Lopes

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Então. Vamos lá…. “Revirando o baú” de fotos, memórias, momentos, pessoas, dias, resenhas, noites sem dormir, dias sem acordar, eu me peguei anestesiado! Esses últimos três dias foi tudo meio que no automático. No profissionalismo mesmo. Aquele que faz a gente sorrir quando na verdade só quer chorar. Que faz a gente falar quando a gente só quer ficar quieto. Pensando aqui em tudo isso, eu só tenho um sentimento que se sobrepõe a todos os outros: GRATIDÃO! Que honra que foi fazer parte desse programa amado por tantos. O vídeo show é aquele programa que mesmo que você não goste, ele insiste, porque ele só quer te fazer companhia naquela hora em que ele vai ao ar. Seja na hora do seu almoço. Seja numa sala de hospital. Seja na sala de espera de algum lugar. Seja na sala da sua casa. A gente “invadia” a casa de vocês diariamente. Mas de um jeito doce. Sem ofender ninguém. Muito pelo contrário, a gente só levantava a bola de TODOS que passavam por lá. O Vídeo Show é aquela pessoa que tá doida pra ser o seu melhor amigo e aguarda pacientemente todo dia até que vc a aceite. Chapa branca!! Sim, chapa branca. O intuito do Vídeo Show não é provocar, tomar partido, polemizar. O intuito do vídeo show é ENTRETER. Diminuir ainda mais a ponte entre a televisão e o que acontece dentro dela, e o telespectador. Apresentar um arquivo inestimável da nossa cultura televisiva, e quem sabe arrancar alguma gargalhada aqui ou lá… O Vídeo Show, como essa foto aí mostra, é maior que eu, maior do que qualquer pessoa que passou por ali. Sabe por que? Porque ele é do povo!! Sem nenhuma distinção!!! O vídeo show mudou a minha vida! E eu nunca vou esquecer disso. Minha gratidão a todos os profissionais (que não são poucos) que diariamente se esforçavam pra levar o MELHOR conteúdo que estivesse ao alcance deles. Somos uma família! De varias gerações já. 35 anos…. um idoso em anos de televisão. Obrigado!!! E buscando ajuda do nosso Guru maior Miguel Falabella: Por tudo o que foi dito e apresentado, por mim e por todos os que passaram por esse lugar de amor, não dá pra ficar triste com o final de algo que permanecerá pra sempre gravado na “Memória Nacional”! 💙🙏🏽🏹⚡️🌪🍃🔥

Uma publicação compartilhada por Joaquim Lopes (@lopesjoca) em 11 de Jan, 2019 às 7:01 PST

Ao lado de Sophia, Joaquim também foi o último apresentador e aproveitou o momento para agradecer a oportunidade.

  • Marcela Monteiro

Foto postada por Marcela Monteiro
Reprodução/ Instagram

Foto postada por Marcela Monteiro

A repórter da atração, Marcela Monteiro, posou ao lado dos apresentadores e declarou: “Que história linda escrevemos! Orgulho imenso de ter vivido tudo isso com vocês”

  • Fernanda Keulla

Fernanda Keulla, que já fez parte do time do programa, demonstrou carinho no Twitter: “Me deliciando com os últimos momentos do nosso #VideoShowAoVivo! Quanto orgulho fazer parte dessa família! #saudade #parasempreVideoShow”.

  • Flavia Alessandra

Esposa de Otaviano, Flavia Alessandra já esteve algumas vezes no programa e já foi homenageada na atração.

  • Geovanna Tominaga

Uma das primeiras apresentadoras na atraçã, Geovanna Tominaga também usou o Twitter para falar sobre o assunto.

  • Luis Lobianco

Luis Lobianco apresentou a atração por alguns dias ao lado de Sophia e usou a rede social para declarar carinho.

  • Juliana Alves

A atriz Juliana Alves, que já foi uma das covidadas do programa, decidiu desabafar sobre a notícia.

  • Claudia Leitte

Claudia Leitte postou um vídeo que o programa fez dela e seguiu dizendo: “Essa equipe do Vídeo Show sempre foi muito massa, véi! Pense num programa que vai deixar #saudade. Um beijo em todos que fizeram parte dessa história massa”.

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Apesar de toda a sensibilidade dessas personalidades com o fim do ” Vídeo Show ” e a história da atração na programação da emissora, o programa já vinha dá um bom tempo registrando déficit na audiência e mesmo com as tentativas da Globo de o reinventar, não conseguiu se sustentar.

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Direitos autorais no audiovisual ganha regulamentação e pode afetar Globo

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Antes de se tornar uma Secretaria dentro do Ministério da Cidadania, o Ministério da Cultura, em uma de suas últimas determinações, estabeleceu uma  nova habilitação dentro da lei de direitos autorais.


Glória Pires, ao lado de Victor Drummond e Cássia Kiss, é um dos nomes mais vocais na defesa da habilitação de instituições
Reprodução/Twitter

Glória Pires, ao lado de Victor Drummond e Cássia Kiss, é um dos nomes mais vocais na defesa da habilitação de instituições

A partir de 03 de dezembro de 2018, três instituições artísticas foram autorizadas a arrecadar direitos autorais . São elas a Gedar (Gestão de Direitos de Autores Roteiristas), a Interartis (Associação de Gestão Coletiva de Artistas Intérpretes do Audiovisual do Brasil), e a DBCA (Direitos Brasileiros do Cinema e Audiovisual).

A reivindicação da classe era antiga, e a própria lei de direitos é de 2013. “A luta por direitos autorais pela exibição pública de suas obras esteve no radar de associações de roteiristas organizadas a partir da década de oitenta”, explica Paula Vergueiro, advogada e diretora jurídica da Gedar.

Paula conta que só a partir dos anos 2000 a classe começou a se organizar, com a criação da Associação dos Roteiristas. A lei de 2013, porém, determina uma série de pré-requisitos para que associações fossem habilitadas por um órgão de administração pública – no caso, a Secretaria do Direito Autoral e Propriedade Intelectual.

Essas instituições farão a gestão coletiva nas três áreas do audiovisual : roteiro, direção e interpretação. A ideia é que, cada vez que uma obra seja exibida, os artistas por trás dela recebam uma remuneração compensatória.

“Esta concessão permite que as associações que foram habilitadas possam cobrar e distribuir direitos de autor e conexos no território brasileiro, nos termos da nossa legislação”, esclarece Victor Drummond, advogado e diretor geral da Interartis .

Antes dessa nova determinação, não existia uma instituição específica para fazer esse recolhimento, que era feito, se chegasse a isso, individualmente. “Em tese, tinha que colher direto do exibidor”, explica a advogada Tânia Aoki, da Mariangelo & Aoki Advogados.

Ela comenta que a nova habilitação é um ganho para os artistas, já que muitas vezes o recolhimento nem acontecia. Apesar de ser uma obra coletiva, a produção audiovisual costuma ter apenas um dono dos direitos da obra, que normalmente é o produtor.

Na prática


Drica Moraes e Sophie Charlotte estão entre os artistas que defenderam habilitação de instituições
Reprodução/Instagram

Drica Moraes e Sophie Charlotte estão entre os artistas que defenderam habilitação de instituições

“Havia de tudo um pouco” comenta Victor sobre como a arrecadação era feita antes. Por conta dessas instituições não serem habilitadas para isso, não existia uma regra específica, e o valor era entregue – quando havia pagamento – de acordo com cada caso.

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“Algumas empresas que atuam no setor promoviam o pagamento de direitos autorais diretamente aos artistas, outras o faziam de forma muito incipiente e não reconhecida pelos artistas e ainda havia outras que não pagavam nada e também não reconheciam os direitos”, conta Victor.

De acordo com a Secretaria Especial da Cultura, o licenciamento para a utilização das obras era mais comumente realizado diretamente com o produtor. Agora a concessão da habilitação permite, em tese, que a cobrança junto aos exibidores possa ser realizada diretamente pelos titulares, por meio de suas associações, de modo que possam ter um aproveitamento econômico proporcional ao sucesso que a obra alcança.

Para que os artistas de cada categoria recebam direitos autorais a partir de agora eles devem ser vinculados a alguma das três instituições. No caso da Gedar, o ato de filiação ocorre com a assinatura de três documentos: a declaração de associação, a autorização para o cadastro de obras audiovisuais em um sistema de dados utilizados pelas associações de gestão coletiva em todo mundo e uma declaração de autoria da obra. Qualquer roteirista que atue em meios de comunicação do audiovisual pode se associar.

Já na Interartis a única exigência é que o intérprete tenha participado de pelo menos uma obra audiovisual. “Quanto mais artistas forem associados mais representatividade se alcança”, explica Victor.

“Os artistas brasileiros alcançaram, com a Interartis, um enorme grau de comprometimento coletivo, excluindo definitivamente do imaginário a ideia de que são desunidos. Nunca estivemos tão fortes”, completa Gloria Pires, que assumiu um papel de destaque no debate e é Presidente da instituição.

De fato, muitos artistas se uniram no final de 2018 pedindo que o então Ministro Sérgio Sá Leitão habilitasse as instituições. Nomes como Drica Moraes, Sophie Charlotte, Dira Paes, Alessandra Negrini e Antônio Fagundes se pronunciaram entre setembro e outubro, meses antes da habilitação ser anunciada.

Agora confirmada, ela não é retroativa, ou seja, as instituições requerem direitos apenas de obras criadas a partir de 3 de dezembro, quando foi publicado no Diário Oficial da União. E, a partir de agora, essas instituições serão avaliadas anualmente para garantir que seguem cumprindo os critérios estabelecidos pela normativa.

“As associações devem apresentar ao respectivo órgão da Administração Pública Federal uma série de documentos e informações, com a finalidade de permitirem a atividade fiscalizatória e a aplicação de eventuais sanções”, explica a advogada do Gedar Paula Vergueiro.

Do contra


Antônio Fagundes também pediu que o então Ministério liberasse a habilitação. Sua participação em
Reprodução/Globo

Antônio Fagundes também pediu que o então Ministério liberasse a habilitação. Sua participação em “Por Amor” será reprisada novamente na TV

De acordo com informações da Secretaria Especial da Cultura, houve recurso da decisão, sem efeito suspensivo, mas que encontra-se para apreciação do Secretário de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual.

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Victor explica algumas pessoas são contra alegando que o consumidor final vai “pagar” a conta, ou seja, as produções audiovisuais ficarão mais caras para consumo. A seu ver, porém, isso não deve acontecer e esse pensamento precisa ser desconstruído.

“Em nenhum país em que a gestão coletiva foi implementada houve qualquer aumento de custos para o consumidor”, comentou. Para ele, é compreensível que empresários queiram diminuir custos, “o que não pode ocorrer é a supressão ou desconsideração de direitos em nome de lucros exorbitantes”, acredita o advogado.

Seus dados, inclusive, apontam para o oposto: considerando do exemplo de outros países que tem habilitações similares, houve um aumento na produção nacional, já que a possibilidade de remuneração adequada incentiva os criadores. E ele crê que o mesmo deve acontecer no Brasil. Inclusive, a esperança da Interartis é criar um novo cenário artístico contributivo entre os artistas e as empresas que deverão pagar os direitos.

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Efeito no audiovisual


Sônia Braga em
Reprodução

Sônia Braga em “Dancin’ Days”: ela chegou a processar a Globo pelos direitos de reexibição

A nova legislação pode ou não afetar programas que são reexibidos na televisão? Pode, pois agora se uma produção for reexibida na televisão os artistas tem uma instituição para apoiá-los nessa cobrança, mas não pode por conta de cada contrato que o artista assinou relacionado à obra.

Nem Globo nem Record responderam pedidos para comentar sobre a nova determinação do Ministério, mas essa habilitação pode interferir em um hábito comum aos dois canais: a reexibição de novelas antigas.  

 O caso mais conhecido em relação a isso é o de Sônia Braga, que em 2014  processou a Globo por conta da reexibição de “Dancin’ Days” no Canal Viva . Ela pedia direitos de imagem por seu trabalho como a protagonista Júlia. Na época a emissora comunicou que os artistas recebiam os direitos de imagem, e Braga acabou perdendo o processo em 2018.

De acordo com Tânia, esse caso não sofreria alterações agora, pois quando foi julgado, não havia entidades habilitadas. Mas o novo cenário pode tornar mais favorável para os artistas exigirem suas compensações financeiras.

Em sua fase inicial, a nova habilitação de direitos autorais ainda deve passar por muitos entraves e acertos, mas em geral a determinação é considerada uma vitória para a classe artística. “O Direito é uma construção. E deve ser uma construção de elementos justos e equilibrados. Quando um grupo de pessoas luta por direitos e os alcança, todo o esforço valeu a pena”, concluiu Gloria Pires.

Fonte: IG Delas
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