conecte-se conosco


Esportes

Valdiram, ex-atacante do Vasco, é encontrado morto com sinais de espancamento

Publicado


Valdiram treinando pelo Vasco em 2006
Divulgação/wscom

Valdiram, que brilhou pelo Vasco em 2006, foi encontrado morto nas ruas de São Paulo

O ex-jogador do Vasco Valdiram, de 36 anos, foi encontrado morto, nesta sexta-feira, em São Paulo. O corpo do ex-atacante foi localizado com sinais de espancamento na região de Santana, na Zona Norte da capital paulista.

Leia também: Cruzeiro empata com Atlético-MG e é bicampeão mineiro de forma invicta

Valdiram foi vice-campeão e artilheiro da Copa do Brasil de 2006 pelo Vasco. O ex-atacante lutava contr o alcoolismo e dependência química. Ele estava morando nas ruas e apareceu pedindo dinheiro em um vídeo que circulou na Internet no fim do ano passado (assista abaixo).

Na época, Edmundo, que foi citado por Valdiram no vídeo, lamentou a situação, mas disse que não tinha muito o que fazer: “Os clubes preparam os atletas e esquecem o homem. Esse vídeo do Valdiram é mais uma certeza disso que estou dizendo. Os clubes só pensam em produzir o atleta, em vender. Os dirigentes não têm responsabilidade social. O Valdiram não é o único, não. Mais de 80% dos ex-jogadores passam por dificuldade porque não foram preparados para seguir depois do futebol”, opiniou o ídolo.

Leia mais:  Marta tem lesão confirmada e pode perder a estreia da Copa do Mundo feminina

Antes de ir para São Paulo, o ex-jogador chegou a ser encontrado em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, vivendo sob uma marquise. Na época, recebeu apoio do Vasco e do Olaria. Mas acabou indo para São Paulo alegando que iria procurar uma irmã.

Leia também: Juventus confirma título italiano e Cristiano Ronaldo garante permanência

Revelado nas categorias de base do CRB, Valdiram chegou ao Vasco em 2006, após se destacar no Campeonato Gaúcho jogando pelo esportivo. Foi destaque na campanha do Cruzmaltino na Copa do Brasil daquele ano e acabou sendo o artilheiro da competição, com sete gols. No entanto, após constantes casos de indisciplina, acabou dispensado no início de 2007. O atacante jamais repetiu o sucesso que obteve no Vasco e acabou perambulando pelo futebol brasileiro.

Fonte: IG Esportes
Comentários Facebook
publicidade

Esportes

Por que a camisa número 24 é “proibida” no futebol brasileiro?

Publicado

por

Jovem goleiro Brenno é o camisa número 24 do Grêmio arrow-options
Instagram

Jovem goleiro Brenno é o camisa número 24 do Grêmio

Você sabia que, dos 20 clubes que estão disputando a Série A do Campeonato Brasileiro, apenas um deles possui jogador usando a camisa número 24? É o Grêmio. E quem utiliza é o jovem goleiro Brenno Fraga .

Leia também: Oito em cada 10 pessoas apoiam atitude contra homofobia nos estádios

O número 24 é praticamente proibido para os jogadores do futebol brasileiro. E também na sociedade brasileira num âmbito geral. A explicação mais provável e mais plausível para isso é folclórica, cultural e com referência bastante antiga, de mais de 100 anos.

No popular ” Jogo do Bicho “, bolsa ilegal de apostas criada no Rio de Janeiro em 1892 por João Baptista Viana Drummond, a quadra estipulada ao animal veado é a 24ª, contendo os números 93, 94, 95 e 96. Ou seja, o 24, no ambiente machista do futebol, é relacionado a homossexualidade.

Conversamos com o goleiro Brenno sobre o número de sua camisa. “Não foi uma escolha minha de ter esse número, mas também não chegaram em mim e falaram para eu usar. Não vejo problema nenhum, não tenho esse pensamento. O importante é ir para os jogos e ajudar a equipe”, disse o jovem de 20 anos ao iG Esporte .

“Foi o meu número de estreia (no Campeonato Gaúcho deste ano). Estreei em um Gre-Nal, então vai ficar marcado na minha vida como uma coisa boa. Por isso não vejo problema nenhum, é super tranquilo, não tem mistério”, continuou Brenno.

Jovem goleiro Brenno é o camisa número 24 do Grêmio arrow-options
Instagram

Jovem goleiro Brenno é o camisa número 24 do Grêmio

O goleiro gremista disse ainda que nunca foi alvo de piadas ou brincadeiras preconceituosas por conta do seu número. “Nunca. Pelo menos diretamente para mim, não. Nem jogador e nem torcedor, de ninguém”, finalizou.

Obrigação pelo número 24

Entretanto, nos torneios sul-americanos, como Copa Libertadores e Copa Sul-Americana, a Conmebol obriga os clubes a terem um jogador com a camisa 24, já que a inscrição tem que ser sequencial, de 1 a 30. Essa é a única exceção à regra.

Diante dessa obrigação, os times do Brasil costumam colocar o terceiro goleiro com essa camisa, como no caso do Internacional, que teve o arqueiro Daniel com a camisa 24 na Libertadores. Seu número, porém, é o 42.

Leia mais:  Investigação mostra relação de jogador do Botafogo com traficantes no Chile

Já no Flamengo, o zagueiro espanhol Pablo Marí é o 24 na Libertadores, sendo que ele usa o 4 no Brasileirão, enquanto o Palmeiras teve o atacante Carlos Eduardo com essa numeração na competição – no Campeonato Brasileiro ele é o número 37.

Pablo Marí é o 24 do Flamengo na Libertadores%2C mas no Brasileirão usa a camisa 4 arrow-options
CONMEBOL/DIVULGAÇÃO

Pablo Marí é o 24 do Flamengo na Libertadores, mas no Brasileirão usa a camisa 4

Heterossexismo explícito

Na opinião de Gustavo Andrada Bandeira , doutor em educação pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e autor do livro “Uma História do Torcer no Presente: Elitização, Racismo e Heterossexismo no Currículo de Masculinidade dos Torcedores de Futebol”, os jogadores buscam se afastar de tudo que questiona a sua masculinidade afim de evitar qualquer desgaste com torcedores.

“Os times representam torcidas. O jogador é o representante do torcedor, ou do sócio, se a gente for pensar no clube. Ele dentro do campo tem que desempenhar o que o torcedor espera. E o que o torcedor espera não é só jogo de futebol, não é só qualidade técnica, gol, passe, drible… ele também quer uma representação de outros valores”, disse em contato com o iG Esporte .

Leia também: Vasco divulga nota de repúdio após gritos de homofobia em estádio

“Independentemente de estado ou país, a sexualidade é um conteúdo muito importante para esses torcedores. O atleta não pode apenas jogar bem, tem que jogar bem e representar uma masculinidade aceitável que, obviamente, é uma masculinidade não homossexual”, continuou Bandeira.

Para ele, qualquer referência mostra o limite e a fraqueza dessa masculinidade. “Imagina, um número nas costas. É realmente uma falta de confiança e uma masculinidade que tem ser provada o tempo todo, o tempo todo sob vigilância, sob controle e que qualquer coisa é perigosa”, disse.

“Se o jogador puder evitar problemas, e aí eu entendo o lado do jogador, esse é um a menos. Já que os torcedores acham importante que você não use o número que faça esse tipo de referência, então não usa. E isso chama bastante atenção”, completou Gustavo Andrada Bandeira.

Leia mais:  Juventus espera se tornar potência econômica após chegada de Cristiano Ronaldo

Tabu dentro do futebol

Homofobia no futebol arrow-options
Reprodução

Homofobia no futebol

Ainda de acordo com Gustavo Andrada Bandeira, a presença de jogadores homossexuais no futebol não é novidade. “E sim, todos estão dentro do armário, escondidos e performatizando como se homossexuais não fossem. O torcedor prefere não ser representado por um homossexual “, avaliou.

O doutor em educação pela UFRGS considera que tudo que puder ser usado como piada ou deboche será utilizado na provocação e, no contexto a masculinidade, é algo que se torna alvo dessas piadas e dessas brincadeiras. Até por isso, é melhor, conceitualmente para o torcedor, que ele não tenha um jogador que coloque em risco sua masculinidade.

“O ambiente do futebol para os jogadores profissionais é de mercado de trabalho, e um mercado extremamente competitivo e pouquíssimas vagas. Estamos acostumados a ver os jogadores famosos, mas a ampla maioria é de atletas que não conseguem jogar o ano todo e que até precisam trabalhar em outra coisa para compor salário”, lembrou.

“Se um jogador assumir a sua homossexualidade, talvez até pudesse jogar. Mas ele teria que ser muito melhor do que os outros. Caso contrário, em qualquer erro de passe, ele não erraria o passe por erro técnico, mas sim por ser homossexual. Então seria muito perigoso assumir e ele fecharia portas para um mercado restrito”, disse Bandeira.

Apesar desse tabu que ainda existe no futebol brasileiro em relação à homofobia, Gustavo Bandeira aposta em dias melhores no futuro. 

Leia também: Clubes poderão ser punidos com perda de pontos em caso de gritos homofóbicos

“A homofobia não é novidade no futebol brasileiro, é uma coisa antiga. O que é novidade é a gente perguntar se ela deveria estar aí, se não deveria ser feito outra coisa, se não está errado essa homofobia. Isso é novidade e nos faz permitir ser otimista”, disse.

“Os clubes estão abraçando as causas, fazem campanhas contra o preconceito, pelo dia de visibilidade, de lutas de sexualidades não normativas. Dá para ter uma pequena esperança de que dias melhores nesse conteúdo aparecerão no futebol brasileiro”, finalizou o especialista.

Fonte: IG Esportes
Comentários Facebook
Continue lendo

Deixe sua Opinião

Como você define o governo de Mauro Mendes, até agora ?

Polícia

Mato Grosso

Entretenimento

Esportes

Mais Lidas da Semana