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Educação

Unemat realizará seleção de analistas para atuação no Cadastro Ambiental Rural

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Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (FAESPE), instituição vinculada à Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), foi selecionada para realizar o processo seletivo de 50 analistas temporários que irão trabalhar na análise e validação do Cadastro Ambiental Rural (CAR). O extrato do contrato firmado entre a instituição e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) foi publicado no Diário Oficial desta segunda-feira (29).

Todo o procedimento do Processo Seletivo Simplificado (PSS) será realizado pela instituição de ensino: desde a elaboração do edital, inscrições e publicação do resultado final do certame. A seleção será realizada por provas de títulos e são buscados profissionais das áreas de Engenharia Agronômica, Ambiental ou Florestal, Biologia ou Geografia com experiência em sistemas de informações geográficas.  A avaliação dos títulos e experiências será realizada por meio de pesos e classificações que estarão descritos em edital que deve ser publicado pela Unemat ainda esta semana.

Conforme explica a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, a pasta vive um momento atípico e esse reforço na mão de obra é necessário para dar vazão aos 59 mil cadastros que hoje aguardam a validação dentro do Sistema Mato-Grossense de Cadastro Ambiental Rural (Simcar), sendo que a estimativa é que outros 40 mil imóveis rurais ainda necessitam de cadastro para cumprir as normatizações estabelecidas no Código Florestal Brasileiro. Atualmente, apenas doze analistas atuam no setor de análise e validação Simcar.

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“Dentre os acordos feitos com o Ministério Público para sanar as inconsistências no CAR, tanto para diminuir a pressão pela análise, quanto para melhorar a qualidade dos procedimentos, também vamos estabelecer procedimentos de operação padrão, treinar os novos profissionais, executar melhorias no sistema e adquirir novas imagens de satélite melhorando a nossa base de dados. Um trabalho coordenado para resgatar a confiança e credibilidade da Sema junto aos seus diversos públicos”, enumera a gestora.

Os analistas serão contratados diretamente pela Sema por um ano, sendo que o contrato pode ser prorrogado por mais um período de doze meses. Em Termo de Compromisso Ambiental (TCA) firmado entre o Governo de Mato Grosso, por meio da Sema e Secretaria de Segurança Pública (SESP), e MPE, foi estabelecido um cronograma que prevê a análise dos cadastros até 2023.

Sobre o Simcar

O Simcar é um sistema de cadastro ambiental rural implantado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) em substituição ao Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (Sicar). O sistema foi instituído pela Lei Complementar nº 592, de 26 de maio de 2017 e é considerado uma ferramenta primordial para mapear as propriedades do Estado, assegurando uma visão assertiva dos ativos e passivos ambientais do Estado.

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Mato Grosso é o primeiro estado no Brasileiro a efetivamente lançar o sistema com a possibilidade de adesão ao PRA, atendendo os preceitos do novo Código Florestal que visa a conservação e a regularização ambiental. Após a análise do cadastro no Simcar, as propriedades que possuírem passivo ambiental poderão realizar os procedimentos para a regularização ambiental que é acordada com a Sema por meio de Termos de Ajustamento de Conduta (TAC).

Fonte: GOV MT
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Educação

Professores aprovam greve a partir do dia 27 exigem RGA e aumento em MT

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Os professores e servidores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) aprovaram a greve  da categoria numa Assembleia Geral realizada em Cuiabá nesta segunda-feira (20). Os servidores exigem que o governador Mauro Mendes (DEM) promova ações de infraestrutura nas escolas estaduais bem como realize a convocação de todos os aprovados e classificados no concurso público da Seduc-MT, realizado em 2017, e que oferecia 5.748 vagas. A paralisação deve iniciar na próxima segunda-feira (27).

Também consta da pauta dos servidores o cumprimento da chamada “Lei da Dobra do Poder de Compra” (nº 510/2013), que equipara os vencimentos dos servidores da educação aos dos demais profissionais de mesmo nível que atuam no Poder Executivo de Mato Grosso.

Após a deflagração da greve, os servidores ligados ao Sintep-MT realizaram um ato público em Cuiabá na tarde desta segunda-feira, e saíram em caminhada da escola estadual Presidente Médici, onde foi realizada a assembleia geral, até a Praça Alencastro, na Capital.

Em vídeos que vem sendo postados na página do Facebook do Sintep-MT, o presidente do Sindicato, Valdir Pereira, esclarece que os servidores não irão aceitar a “pauta de retiradas de direitos”, tanto em nível estadual quanto Federal. Ele também falou a jornalistas após a deliberação da greve que mais da metade das 400 escolas estaduais de Mato Grosso estariam com as instalações físicas irregulares e que seriam “fechadas pelo Corpo de Bombeiros”.

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“Nós não aceitaremos a retirada de direitos enquanto essa for a pauta dos Governos tanto do Estado de Mato Grosso quanto Federal. Infelizmente a educação é muito boa no período eleitoral. A primeira plataforma dos governadores: educação e saúde. Aí não precisamos adentrar porque são mais de 400 escolas só no Estado de Mato Grosso que, se tivesse efetivamente uma vistoria do Corpo de Bombeiros e órgãos fiscalizadores, já estariam fechadas. Mais da metade”, disse ele.

Apesar do anúncio da greve, o presidente do Sintep-MT não descartou a possibilidade de negociação com o Governo do Estado, revelando que uma nova Assembleia deve ser realizada no dia 10 de junho de 2019 para acompanhar os avanços das negociações e decidir pela manutenção da paralisação.

“Nós estamos abertos a negociação a qualquer momento. Tanto que nós aprovamos a Assembleia permanente. Antes da data do dia 10, que tá prevista uma nova Assembleia, nós possamos nos reunir caso tenha um documento do Governo que avance nas pautas que estão aí apresentadas, como o concurso público, da lei nº 510, da melhoria da infraestrutura das unidades escolares e um calendário de agenda permanente de discussão com o governo”, ponderou o sindicalista.

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Na assembleia geral desta segunda-feira, uma das servidoras que tomaram a palavra foi a Coordenadora do Fórum Sindical e dirigente da Seção Sindical dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Adunemat), Edna Sampaio. Na mesma linha do presidente do Sintep-MT, ela também destacou que há um “projeto” em Mato Grosso, e também no Brasil, para retirar direitos dos trabalhadores, bem como recursos da educação, sob uma alegada “crise” de falta de recursos.

“A educação é a mola propulsora da nossa sociedade. Ela move os desejos das pessoas. Neste momento em que há um Governo Federal e um Governo Estadual alinhados a um projeto de destruição de exclusão ainda maior dos direitos da classe trabalhadora, não é a toa que é a justamente a área da educação que se ergue contra esse projeto”, ressaltou ela.

Esta a primeira greve de uma categoria específica da gestão do governador Mauro Mendes, que assumiu o comando do Poder Executivo de Mato Grosso em janeiro deste ano.

Por: Folhamax

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