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Política

Um ano após exonerar 460, Câmara de Cuiabá aumenta gastos com servidores

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Um ano após exonerar 460 comissionados alegando incapacidade de manter a folha de pagamento sem suplementação orçamentária, a Câmara Municipal de Cuiabá manteve a folha, aparentemente, E não conseguiu se adaptar ao quadro reduzido. Em 2017, entre janeiro e outubro, a Casa gastou o montante de R$ 24,2 milhões, já este ano, no mesmo período, o Poder Legislativo gastou R$ 26,3 milhões com a folha de pagamento.

Os dados foram extraídos no Portal de Transparência da Câmara Municipal. O ano de 2017, de janeiro a dezembro, a folha de pagamento do Poder Legislativo custou aos cofres públicos o montante de R$ 28.360.859,47 milhões, uma média de R$ 2.363.404,96 milhões mensais.

Apesar da média anual, o valor não representa de forma adequada o gasto mensal porque ela é influenciada por valores extremos contidos no decorrer do ano. Em janeiro do ano passado, a Câmara gastou um valor inferior à média em mais de R$ 400 mil.

O mesmo aconteceu no mês de novembro, quando o custo mensal foi em mais de R$ 1 milhão a menos que a média mensal. Já no mês de outubro, devido à exoneração em massa e o pagamento de rescisão, a folha de pagamento foi superior em quase R$ 1 milhão à média calculada.

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Em 2018, por enquanto, a Câmara já gastou o montante de R$ 28.953.234,06 milhões com a folha de pagamento, sendo os dados extraídos até o pagamento do mês de novembro. Ao final do ano, com o pagamento da folha e mais o 13º, a Câmara deve fechar o ano com mais de R$ 33 milhões.

No dia 9 de outubro do ano passado, a Câmara Municipal publicou a exoneração de 460 servidores comissionados alegando não ter dinheiro para cumprir com a folha de pagamento. Para justificar o “facão”, o presidente da Casa, vereador Justino Malheiros (PV) alegou que a medida era necessária para atender à decisão judicial que suspendeu uma suplementação orçamentária de R$ 6,7 milhões no dia 31 de agosto.

Porém, o imbróglio começou bem antes. A decisão judicial foi fruto de uma ação ajuizada pelo advogado Valfran Miguel dos Anjos.

 

Por: FolhaMax

 

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Política

Secretário vê risco em reabrir escolas e afirma que neta estudante foi infectada

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Andhressa Barboza/ rdnews

O retorno das aulas presenciais em Mato Grosso não deve ocorrer em breve. Com risco alto de contaminação pela Covid-19, as escolas são locais críticos para espalhar o vírus e preocupa autoridades como o secretário chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho. Ele relata ter visto toda sua família ser infectada após sua neta de apenas 4 anos, que estava frequentando a escola, ficar doente e acabar contaminado parentes próximos.

Na minha família, até dias atrás, estavam todos contaminados e quem trouxe o vírus para casa foi minha neta de 4 anos que estuda em uma escola privada

Chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho

Ele contou o caso, que é recente, após ser questionado sobre um Projeto de Lei que tramita na Assembleia que prevê a inclusão das instituições de ensino públicas e privadas na lista de serviços essenciais.

“Eu tenho muita dúvida com relação a isso. Na minha família, até dias atrás, estavam todos contaminados e quem trouxe o vírus para casa foi minha neta de 4 anos que estuda em uma escola privada. Então, tenho muita dúvida com relação ao retorno das aulas”, alertou.

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Na última semana, o governador Mauro Mendes (DEM) sinalizou que não deve sancionar o projeto que já passou em primeira votação pela AL. Ele também alertou, sem citar o caso de Carvalho, que crianças podem ser infectadas e contaminar parentes.

“Você pega uma escola estadual como a presidente Médici, tem 2 ou 3 mil alunos uma escola dessa. Como vamos fazer? Temos que avaliar cientificamente e eu não gostaria de dar a minha opinião, até pelo que aconteceu com a minha família, mas é uma situação que vamos avaliar com muito carinho”, ponderou Mauro Carvalho.

Em relação ao PL, o secretário preferiu não ser direto em defender uma postura contrária. Mas quis deixar evidente o risco de abrir escolas em um momento crítico para a saúde pública que está em colapso há mais de um mês. Já são mais de 8,4 mil mortos pela doença no Estado e, diariamente, a fila de espera de pessoas graves que aguardam vaga em UTI passa de 100 pessoas.

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“Eu não conversei com o governador sobre essa situação (do PL), mas isso merece um estudo bem aprofundado para que a gente não cometa nenhum ato que vá prejudicar as pessoas. Os critérios precisam ser pensados com muito equilíbrio”, concluiu.

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