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Último Bairro Integrado de 2018 leva serviços ao CPA 3

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Thalyta Amaral | Sesp-MT

A quinta e última edição de 2018 do projeto Bairro Integrado, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), será realizada na sexta-feira (30.11), na Escola Estadual Leovegildo de Melo, no bairro CPA 3 – setor 5, em Cuiabá, a partir das 9 horas. Lançada em junho deste ano, a iniciativa tem como objetivo a prevenção à violência, aproximando a comunidade e os estudantes dos agentes da Segurança Pública, com orientações, palestras e bate-papos com as crianças e adolescentes.

Este ano, o projeto atendeu 5.540 estudantes de 88 salas de aulas de escolas públicas com emissão de documentos pessoais, confecção de boletins de ocorrências, palestras sobre cidadania, estandes das forças de segurança e terapias alternativas. A iniciativa contemplou, até o momento, as Escolas Estaduais Mario de Castro e Maliki Didier, no bairro Pedra 90, em Cuiabá; Ana Maria do Couto, no bairro CPA II, também na Capital; e Nadir de Oliveira, no bairro Jardim Glória I, em Várzea Grande.

Os serviços prestados tanto aos estudantes quanto aos familiares totalizaram 1.034, sendo 28 da Polícia Judiciária Civil (PJC-MT), 718 da Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas-MT), 45 da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), 170 da Defensoria Pública, e 73 da Assembleia Legislativa (ALMT), por meio do Qualivida.

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Na última edição de 2018, participam ainda a Energisa, com caminhão educativo; o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), com orientações e também um simulador de direção; Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer); e as Polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Politec e o Grupo Especial de Especial de Fronteira (Gefron) montarão estandes para apresentar o trabalho que realizam, além de atividades interativas para os estudantes.

Além disso, o projeto promove um concurso de redação entre os estudantes, no qual os melhores colocados são contemplados com um sobrevoo em uma aeronave do Ciopaer. “Nós acreditamos que a prevenção à violência começa com as nossas crianças, para que possamos mostrar bons exemplos a serem seguidos. Temos tido um retorno muito positivo nas escolas em que realizamos o projeto, com o fortalecimento do vínculo entre famílias, escola e Segurança Pública, que trabalham juntos para garantir um futuro melhor para os estudantes”, ressalta o titular da Sesp-MT, Gustavo Garcia.

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Enfermeira é presa em flagrante por roubar kits para teste de covid da Santa Casa

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Com a profissional foram encontrados equipamentos de propriedade do hospital e testes da covid-19

Uma enfermeira de 44 anos foi presa em flagrante pela Polícia Civil na madrugada deste domingo (11.04) pelo crime de peculato cometido contra uma unidade hospitalar pública, na Capital. Com a profissional foram encontrados diversos kits utilizados para testagem da covid e também materiais de acesso venoso e nasal de uso estritamente médico-hospitalar.

A equipe plantonista da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) recebeu uma denúncia e seguiu na noite de sábado até o Hospital Estadual Santa Casa para checar as informações sobre uma servidora da unidade que estaria furtando testes de covid.

Na presença de uma recepcionista e de outras pessoas que estavam no local, os investigadores revistaram a bolsa da profissional e encontraram dentro de uma sacola plástica preta, diversos instrumentos e medicamentos utilizados para o teste de covid, sendo: 25 cotonetes em um envelope plástico lacrado; um frasco de reagente; 25 frascos para pipetagem; dois equipos macro gotas; dois equipos dupla via; quatro cateteres nasais tipo óculos de oxigênio e vários cateteres intravenosos de marcas diversas.

Os investigadores foram informados de que nenhum servidor do hospital tem autorização para retirar medicamentos ou instrumentos hospitalares da unidade.

A profissional foi encaminhada para a DHPP e alegou desconhecimento sobre a maioria dos objetos encontrados em sua bolsa, somente reconhecendo os cateteres nasais, que disse ter o costume de “manter em sua bolsa” para atender emergência de estabilização. Porém, em depoimento, ela respondeu que eram seus e que os utilizava em plantões particulares.

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Um profissional de enfermagem ouvido na delegacia confirmou que todos os materiais encontrados com a enfermeira são de propriedade do hospital e que os códigos que constam são de controle interno da farmácia da unidade, como forma de saber como está sendo utilizado. Ele informou ainda que a profissional detida tinha a função da triagem dos pacientes, o que não abrangia a realização de testes covid, que é realizada por enfermeiros próprios da unidade hospitalar. Ele destacou que servidor do hospital não tem autorização para sair com medicamentos ou instrumentos de trabalho.

A diretora do hospital compareceu à DHPP e também atestou a propriedade do material encontrado como sendo da unidade e frisou que os equipamentos de acesso venoso e nasal são de aquisição e uso estritamente médico hospitalar.

Outras informações coletadas pelos investigadores foram obtidas em conversa de aplicativo de mensagem do celular da enfermeira, que foi acessado pelos policiais com o consentimento formal dela e de seu advogado. Em um trecho de conversa entre ela e um médico para acertar o valor de uma visita, a enfermeira pergunta se será necessário levar os materiais ou o paciente já tem, pois caso tenha que levar, o valor cobrado será maior. “..vai ter que cobrar R$ 300,00 pois o material é muito caro e não consegue achar”, diz trecho do diálogo, conforme consta no auto da prisão em flagrante.

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Na mesma conversa, a enfermeira avisa ao médico que se ele precisar de qualquer material, “é só ele avisar que ela consegue também, pois quem não tem conhecimento hospitalar, pra comprar é complicado.”

Flagrante por peculato 

O delegado Caio Fernando Albuquerque, que atendeu o flagrante, explica que, mesmo sendo contratada da Santa Casa, por exercer suas funções em unidade pública hospitalar, ela é equiparada a servidora pública, conforme previsto no Artigo 327 do Código Penal.

“Deparamos com a situação de uma servidora pública, por equiparação, que, mesmo vendo, diariamente, toda a terrível situação a que passamos, agindo na contramão, objetivando interesses próprios, e valendo-se das facilidades que seu emprego proporciona, apropriou-se de testes para constatação da covid, e mais, apropriou-se de equipamentos de uso exclusivo médico hospitalar, estes já deveras escassos por conta do incontrolável aumento da pandemia”, pontuou Caio Albuquerque.

Com os elementos coletados, o delegado autuou a enfermeira em flagrante pelo crime de peculato (artigo 312 do CP) e encaminhou representação ao Poder Judiciário pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

O auto de flagrante será remetido à 2ª Delegacia de Polícia de Cuiabá, que dará sequência à investigação.

A enfermeira foi encaminhada para audiência de custódia da Justiça.

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