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Tiago Abravanel fala sobre Silvio Santos: “Às vezes meu avô passa dos limites”

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Nesta quarta-feira (31), em entrevista ao ” Pânico
“, Tiago Abravanel falou pela primeira vez sobre o desentendimento entre Gaby Amarantos e seu avô Silvio Santos. 
O caso em questão aconteceu no início de junho, quando a cantora criticou a fala do dono do SBT ao chamar Preta Gil de gorda. Vale ressaltar que na mesma semana Tiago a homenageou no quadro “Show dos Famosos”, do “Domingão do Faustão”.

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Tiago Abravanel fala sobre Silvio Santos em entrevista ao
Reprodução/ Pânico

Tiago Abravanel fala sobre Silvio Santos em entrevista ao “Pânico”

Tiago Abravanel
falou sobre as atitudes de Silvio e garantiu: “Às vezes meu avô passa dos limites em relação às coisas que ele fala, mas o que ele construiu como apresentador e comunicador ninguém vai tirar”. O ator complementou sua opinião falando sobre a atitude tomada pela cantora: “O erro da colocação da Gaby foi deletar a história de um cara tão respeitado”.

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O neto de Silvio aproveitou o momento no “Pânico” para esclarecer sua homenagem a Gaby na mesma semana do desentendimento. De acordo com ele, a apresentação já estava agendada antes da confusão, pois no início do quadro ele enviou à produção do programa uma lista de artistas que gostaria de interpretar. “A Gaby já estava na minha lista antes do programa começar”, garantiu.

Abravanel também criticou a postura da cantora: “Se a Preta teve algum problema com meu avô, não tem que ninguém se meter. A Preta é minha amiga e o cara é meu avô, ou perco minha amizade, ou perco minha herança”, falou brincando.

Mais sobre a treta


Silvio Santos chama Preta Gil de gorda durante sua participação em seu programa
Divulgação/SBT

Silvio Santos chama Preta Gil de gorda durante sua participação em seu programa

No começo de junho, Gaby Amarantos não poupou as palavras para criticar o apresentador Silvio Santos após um vídeo onde ele chama a cantora Preta Gil de gorda durante a gravação de seu programa “Jogo das 3 Pistas”. A cantora usou as redes sociais para dizer que o comunicador fez muitas pessoas crescer “vendo-o ridicularizar negros/mulheres/gays/plus e ganhar mídia com isso”.

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Gaby comentou em diversos tuites a declaração do avô de Tiago Abravanel
, que disse que a cantora a Preta: “Você está mais gorda do que da última vez que esteve aqui (no SBT), mas seu rosto continua bonito”.

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A Voz do Brasil faz 85 anos

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O programa de rádio A Voz do Brasil completa 85 anos nesta quarta-feira (22). Idade avançada para pessoas e para instituições no Brasil. Uma frase atribuída a Leonardo da Vinci, que morreu idoso para o seu tempo (aos 67 anos), sentencia que “a vida bem preenchida torna-se longa”.

Em oito décadas e meia, A Voz do Brasil preencheu a vida dos ouvintes com notícias sobre 23 presidentes, em mandatos longínquos ou breves. Cobriu 12 eleições presidenciais, e manteve-se no ar durante a vigência de cinco constituições (1934, 1937, 1946, 1967 e 1988).

programa cobriu a deposição dos presidentes Getúlio Vargas (1945) e João Goulart (1964), o suicídio de Vargas (1954), a redemocratização do país em dois momentos (1946 e 1985), o impeachment e renúncia de Fernando Collor (1992) e o impeachment de Dilma Rousseff (2016).

Além de notícias dos palácios do governo federal, A Voz do Brasil levou aos ouvintes informações sobre a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O programa narrou as conquistas do país em cinco Copas do Mundo e a derrota em duas – a mais traumática em 1950. A Voz registrou a inauguração de Brasília (1960) e cobriu a morte de ídolos como Carmen Miranda (1955) e Ayrton Senna (1994).

Pelo rádio, e pela A Voz do Brasil, muitos brasileiros souberam da invenção da pílula anticoncepcional (1960), da descida do homem na Lua (1969), dos primeiros passos da telefonia móvel (1973), da queda do Muro de Berlim (1989) e da clonagem da ovelha Dolly (1998).

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Vida longa

A longevidade do programa A Voz do Brasil é assunto de interesse de historiadores e pesquisadores da mídia de massa no país. “É curioso como um programa de rádio se torna uma constância em um país de inconstância institucional, jurídica e legislativa”, observa Luiz Artur Ferrareto, autor de dois dos principais livros de radiojornalismo editados no Brasil.

Para Sonia Virginia Moreira, professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a longa duração do programa “tem muito a ver com a própria longevidade do rádio como meio de comunicação. A morte do rádio foi anunciada várias vezes e ele segue como um veículo muito importante no Brasil.”

“Nenhum governo abriu mão dessa ferramenta fantástica. A longevidade vem da percepção que os diferentes governos tiveram que manter essa ferramenta era algo que trazia uma vantagem enorme para o governo do ponto de vista das suas estratégias e para seus objetivos”, acrescenta Henrique Moreira, professor de jornalismo e especialista em história da mídia no Brasil.

Curiosidades sobre A Voz do Brasil 

 A Voz Brasil nem sempre teve como trilha sonora de abertura trecho da ópera O Guarani (1870), de Carlos Gomes. O Hino da Independência (1822), composto por Dom Pedro I, e Aquarela do Brasil (1939), de Ary Barroso, também serviram para marcar o início do programa.

Inauguração da transmissão do programa A Voz do Brasil, Brasília, DF.
Inauguração da transmissão do programa A Voz do Brasil, Brasília, DF. – Arquivo Nacional

A longevidade do programa A Voz do Brasil é assunto de interesse de historiadores e pesquisadores da mídia de massa no país. “É curioso como um programa de rádio se torna uma constância em um país de inconstância institucional, jurídica e legislativa”, observa Luiz Artur Ferrareto, autor de dois dos principais livros de radiojornalismo editados no Brasil.

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Para Sonia Virginia Moreira, professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a longa duração do programa “tem muito a ver com a própria longevidade do rádio como meio de comunicação. A morte do rádio foi anunciada várias vezes e ele segue como um veículo muito importante no Brasil.”

“Nenhum governo abriu mão dessa ferramenta fantástica. A longevidade vem da percepção que os diferentes governos tiveram que manter essa ferramenta era algo que trazia uma vantagem enorme para o governo do ponto de vista das suas estratégias e para seus objetivos”, acrescenta Henrique Moreira, professor de jornalismo e especialista em história da mídia no Brasil.

Curiosidades sobre A Voz do Brasil 

 A Voz Brasil nem sempre teve como trilha sonora de abertura trecho da ópera O Guarani (1870), de Carlos Gomes. O Hino da Independência (1822), composto por Dom Pedro I, e Aquarela do Brasil (1939), de Ary Barroso, também serviram para marcar o início do programa.

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