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Testes da Politec identificam duas novas drogas em Mato Grosso

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Dois novos tipos de drogas foram detectadas pela Perícia Oficial e Identificação Técnica durante o exame definitivo realizado pela Gerência de Perícias de Química Forense. Os entorpecentes ainda não haviam sido apreendidos em Mato Grosso.

O primeiro é a psilocibina, também conhecida como “chá de cogumelo” que possui efeito alucinógeno. A substância foi encaminhada para a perícia em duas porções acondicionadas em envelope plástico transparente, apresentando etiquetagem artesanal por fita adesiva com a inscrição de nomes.

Eram compostas por material vegetal de coloração marrom e enegrecida, apresentando fragmentos de píleos, lamelas e estipes, compatíveis com a apresentação morfológica de cogumelos.

A droga foi apreendida em uma festa noturna na região metropolitana. Na mesma festa também foram recolhidas diversas outras porções e tipos de drogas, como comprimidos de ecstasy, e porções de maconha e cocaína, cujas amostras foram posteriormente periciadas.

Conforme a portaria n o 344/98 da Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde e suas atualizações, a substância está incluída na lista F2 de substâncias psicotrópicas de uso proibido no Brasil. São consideradas substâncias entorpecentes ou capazes de determinar dependência física ou psíquica aquelas que assim forem especificadas em lei ou relacionadas pelo Serviço Nacional de Fiscalização de Medicina e Farmácia do Ministério da Saúde.

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Outra droga inédita que a detecção foi confirmada trata-se da ADB Fubinaca,  aprendida em 2018 no município de Canarana.  Ela faz parte da categoria dos canabinoides sintéticos no formato de micro selos. A constatação da droga foi realizada com técnicas de Espectrometria de Infra Vermelho e Cromatografia Gasosa associada à Espectrometria de Massas. O entorpecente estava depositado na forma de resquício aspergido por sobre o micro selo.

Segundo o perito oficial criminal, Paulo Sergio Vasconcelos de Oliveira, a ADB Fubinaca imita o efeito da maconha. “Os traficantes vão trocando os princípios ativos de acordo com o seu fornecedor para dificultar a detecção”, explicou.

O perito observa que o surgimento de drogas sintéticas que antes eram raras se tornaram comum nos últimos nos dois anos em Mato Grosso. “O que tem acontecido é um aumento no encaminhamento de drogas sintéticas na forma de comprimidos e micro selos. Uma explicação plausível para este fato é a decorrência de que drogas clássicas como maconha e cocaína são mais fáceis de ser reconhecidas e detectadas e são transportadas em um volume maior, enquanto comprimidos podem se passar facilmente como medicamentos e micro selos, podendo ser facilmente camuflados”, analisou.

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Em 2019, a Gerência de Perícias de Química Forense realizou 7.680 perícias em drogas provenientes de todo o Estado.

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