conecte-se conosco


Política

Tribunal de Contas encontra 329 ‘fura-filas’ em Mato Grosso

Publicado

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE) identificou, por meio de cruzamento de dados referentes à vacinação contra covid-19, a existência de 329 casos de possíveis fura-filas em 57 municípios do Estado. A partir da constatação dos casos suspeitos, a Corte de Contas notificou as prefeituras para esclarecimentos.

O acompanhamento simultâneo especial realizado pela Secretaria de Controle Externo (Secex) de Saúde e Meio Ambiente do TCE-MT teve por objetivo avaliar as ações de vacinação contra a covid-19 em Mato Grosso, com foco na efetiva observância dos grupos prioritários previstos nos planos nacional e estadual de imunização.

Conforme o secretário da Secex Saúde e Meio Ambiente, Marcelo Tanaka, a base de dados do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações referente aos vacinados entre 18 de janeiro e 15 de março apresentou 169.038 registros. Deste total, a equipe técnica analisou 39.834 registros referentes aos grupos de pessoas com 60 anos ou mais e pessoas com 60 anos ou mais institucionalizadas. Também foram avaliados os dados dos vacinados cujo grupo prioritário não foi informado no sistema.

Leia mais:  Câmara inicia ciclo de palestras voltado ao combate à violência contra a mulher nesta quinta (16)

Após a análise, foi possível chegar a quatro conclusões sobre a situação de cada um dos registros analisados, sendo elas regular (correspondente a 99,17% dos casos avaliados), pendente de confirmação referente ao vínculo com instituição de idosos, pendente de confirmação referente ao vínculo com instituição de saúde (consideradas potencialmente irregulares e que somam 0,30%), e irregular (equivalente 0,53%).

De acordo com a informação técnica elaborada pela secretaria, os registros pendentes de confirmação referente ao vínculo com instituição de idosos se devem ao fato de que a idade constante na base de dados era inferior a 60 anos, contrariando a recomendação do Plano Nacional de Operacionalização.

Já os registros pendentes de confirmação relativos às instituições de saúde dizem respeito ao fato de o vínculo do profissional registrado no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) ter sido finalizado antes de julho de 2020 ou ter se iniciado em fevereiro de 2021, podendo se tratar de profissional sem atuação presente ou recém-contratado, com possível desvio de finalidade, no sentido de criar vínculo somente para acesso à vacina.

Leia mais:  A Arte de Apresentação em Público – Desconto de 25% para Servidores

Por fim, os casos identificados como irregulares são referentes a vacinados com idade inferior a 60 anos e sem registro localizado na base de dados do CNES.

“Ressalte-se, no entanto, que estes resultados são preliminares, e devem ser interpretados como indícios da ocorrência de desrespeito à ordem de priorização da vacinação (fura-filas). Posicionamento conclusivo será possível após a manifestação dos responsáveis pela operacionalização da campanha de vacinação nas entidades fiscalizadas, em especial aquelas no sentido de trazer elementos aptos a comprovar eventual pertencimento do vacinado ao grupo priorizado”, explicou o secretário.

 

Comentários Facebook
publicidade

Política

Secretário vê risco em reabrir escolas e afirma que neta estudante foi infectada

Publicado

Andhressa Barboza/ rdnews

O retorno das aulas presenciais em Mato Grosso não deve ocorrer em breve. Com risco alto de contaminação pela Covid-19, as escolas são locais críticos para espalhar o vírus e preocupa autoridades como o secretário chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho. Ele relata ter visto toda sua família ser infectada após sua neta de apenas 4 anos, que estava frequentando a escola, ficar doente e acabar contaminado parentes próximos.

Na minha família, até dias atrás, estavam todos contaminados e quem trouxe o vírus para casa foi minha neta de 4 anos que estuda em uma escola privada

Chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho

Ele contou o caso, que é recente, após ser questionado sobre um Projeto de Lei que tramita na Assembleia que prevê a inclusão das instituições de ensino públicas e privadas na lista de serviços essenciais.

“Eu tenho muita dúvida com relação a isso. Na minha família, até dias atrás, estavam todos contaminados e quem trouxe o vírus para casa foi minha neta de 4 anos que estuda em uma escola privada. Então, tenho muita dúvida com relação ao retorno das aulas”, alertou.

Leia mais:  Senadores podem apoiar PEC para disciplinar prisão em 2ª instância

Na última semana, o governador Mauro Mendes (DEM) sinalizou que não deve sancionar o projeto que já passou em primeira votação pela AL. Ele também alertou, sem citar o caso de Carvalho, que crianças podem ser infectadas e contaminar parentes.

“Você pega uma escola estadual como a presidente Médici, tem 2 ou 3 mil alunos uma escola dessa. Como vamos fazer? Temos que avaliar cientificamente e eu não gostaria de dar a minha opinião, até pelo que aconteceu com a minha família, mas é uma situação que vamos avaliar com muito carinho”, ponderou Mauro Carvalho.

Em relação ao PL, o secretário preferiu não ser direto em defender uma postura contrária. Mas quis deixar evidente o risco de abrir escolas em um momento crítico para a saúde pública que está em colapso há mais de um mês. Já são mais de 8,4 mil mortos pela doença no Estado e, diariamente, a fila de espera de pessoas graves que aguardam vaga em UTI passa de 100 pessoas.

Leia mais:  A Arte de Apresentação em Público – Desconto de 25% para Servidores

“Eu não conversei com o governador sobre essa situação (do PL), mas isso merece um estudo bem aprofundado para que a gente não cometa nenhum ato que vá prejudicar as pessoas. Os critérios precisam ser pensados com muito equilíbrio”, concluiu.

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

Mato Grosso

Entretenimento

Esportes

Mais Lidas da Semana