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Tag “Marcelo D2 racista” viraliza no Twitter após postagem polêmica do rapper

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O cantor Marcelo D2 foi acusado de racismo depois de fazer uma declaração polêmica na tarde de quarta-feira (31), envolvendo o presidente eleito Jair Bolsonaro
e o deputado Hélio Fernando Barbosa Lopes, que apareceu atrás dele em um vídeo. Os usuários do Twitter
 levantaram a tag “Marcelo D2 racista” em reação à declaração do cantor.


O cantor Marcelo D2 foi acusado de racismo, e a tag
Reprodução/Instagram

O cantor Marcelo D2 foi acusado de racismo, e a tag “Marcelo D2 racista” viralizou no Twitter, causando má repercussão

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Marcelo D2 foi um usuário assíduo das redes sociais nestas eleições, com direito a muito confronto com outros internautas e manifestações decididas em relação ao seu ponto de vista. A última postagem do cantor no Twitter, no entanto, gerou polêmica e desencadeou a tag ” Marcelo D2 racista
“, compartilhada por inúmeros usuários da rede social em questão.

Tudo teve início quando o cantor compartilhou um vídeo do presidente eleito Jair Bolsonaro, no qual aparece o deputado Hélio Fernando Barbosa Lopes atrás. “To (sic) querendo tocar nesse assunto, super delicado, a (sic) alguns dias . E o negão do Bolsonaro hein? Talvez seja essa a nova nomenclatura pro escravo da casa grande. bater palma pro patrão, no caso aqui lamber o coturno do capetão. ‘Eu não sou racista, tenho ATÉ um amigo preto’”, D2 escreveu.

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Tag “Marcelo D2 racista” viraliza após comentário sobre vídeo de Bolsonaro


Marcelo D2 foi acusado de racista após declarações em seu Twitter
Reprodução/Twitter

Marcelo D2 foi acusado de racista após declarações em seu Twitter

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A ocasião foi bombardeada de comentários negativos na rede social: “Essa afirmação tem 7mil curtidas. A esquerda é nojenta e racista”, um rapaz disparou em seu perfil ao adotar a tag.

“Para MARCELO D2, é inconcebível um negro estar junto a um presidente, se não for para ser capacho. Merecimento? Capacidade? Amizade sincera? D2 não considera nada disso. Só um detalhe: o “negão” como ele diz, foi SÓ o Deputado MAIS VOTADO do Rio”, outro internauta respondeu a declaração do cantor.

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Centenas de tuítes que aderiram à tag ” Marcelo D2 racista
” encheram a rede social desde que o cantor fez o comentário polêmico, responsável por dividir opiniões. 

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A Voz do Brasil faz 85 anos

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O programa de rádio A Voz do Brasil completa 85 anos nesta quarta-feira (22). Idade avançada para pessoas e para instituições no Brasil. Uma frase atribuída a Leonardo da Vinci, que morreu idoso para o seu tempo (aos 67 anos), sentencia que “a vida bem preenchida torna-se longa”.

Em oito décadas e meia, A Voz do Brasil preencheu a vida dos ouvintes com notícias sobre 23 presidentes, em mandatos longínquos ou breves. Cobriu 12 eleições presidenciais, e manteve-se no ar durante a vigência de cinco constituições (1934, 1937, 1946, 1967 e 1988).

programa cobriu a deposição dos presidentes Getúlio Vargas (1945) e João Goulart (1964), o suicídio de Vargas (1954), a redemocratização do país em dois momentos (1946 e 1985), o impeachment e renúncia de Fernando Collor (1992) e o impeachment de Dilma Rousseff (2016).

Além de notícias dos palácios do governo federal, A Voz do Brasil levou aos ouvintes informações sobre a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O programa narrou as conquistas do país em cinco Copas do Mundo e a derrota em duas – a mais traumática em 1950. A Voz registrou a inauguração de Brasília (1960) e cobriu a morte de ídolos como Carmen Miranda (1955) e Ayrton Senna (1994).

Pelo rádio, e pela A Voz do Brasil, muitos brasileiros souberam da invenção da pílula anticoncepcional (1960), da descida do homem na Lua (1969), dos primeiros passos da telefonia móvel (1973), da queda do Muro de Berlim (1989) e da clonagem da ovelha Dolly (1998).

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Vida longa

A longevidade do programa A Voz do Brasil é assunto de interesse de historiadores e pesquisadores da mídia de massa no país. “É curioso como um programa de rádio se torna uma constância em um país de inconstância institucional, jurídica e legislativa”, observa Luiz Artur Ferrareto, autor de dois dos principais livros de radiojornalismo editados no Brasil.

Para Sonia Virginia Moreira, professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a longa duração do programa “tem muito a ver com a própria longevidade do rádio como meio de comunicação. A morte do rádio foi anunciada várias vezes e ele segue como um veículo muito importante no Brasil.”

“Nenhum governo abriu mão dessa ferramenta fantástica. A longevidade vem da percepção que os diferentes governos tiveram que manter essa ferramenta era algo que trazia uma vantagem enorme para o governo do ponto de vista das suas estratégias e para seus objetivos”, acrescenta Henrique Moreira, professor de jornalismo e especialista em história da mídia no Brasil.

Curiosidades sobre A Voz do Brasil 

 A Voz Brasil nem sempre teve como trilha sonora de abertura trecho da ópera O Guarani (1870), de Carlos Gomes. O Hino da Independência (1822), composto por Dom Pedro I, e Aquarela do Brasil (1939), de Ary Barroso, também serviram para marcar o início do programa.

Inauguração da transmissão do programa A Voz do Brasil, Brasília, DF.
Inauguração da transmissão do programa A Voz do Brasil, Brasília, DF. – Arquivo Nacional

A longevidade do programa A Voz do Brasil é assunto de interesse de historiadores e pesquisadores da mídia de massa no país. “É curioso como um programa de rádio se torna uma constância em um país de inconstância institucional, jurídica e legislativa”, observa Luiz Artur Ferrareto, autor de dois dos principais livros de radiojornalismo editados no Brasil.

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Para Sonia Virginia Moreira, professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a longa duração do programa “tem muito a ver com a própria longevidade do rádio como meio de comunicação. A morte do rádio foi anunciada várias vezes e ele segue como um veículo muito importante no Brasil.”

“Nenhum governo abriu mão dessa ferramenta fantástica. A longevidade vem da percepção que os diferentes governos tiveram que manter essa ferramenta era algo que trazia uma vantagem enorme para o governo do ponto de vista das suas estratégias e para seus objetivos”, acrescenta Henrique Moreira, professor de jornalismo e especialista em história da mídia no Brasil.

Curiosidades sobre A Voz do Brasil 

 A Voz Brasil nem sempre teve como trilha sonora de abertura trecho da ópera O Guarani (1870), de Carlos Gomes. O Hino da Independência (1822), composto por Dom Pedro I, e Aquarela do Brasil (1939), de Ary Barroso, também serviram para marcar o início do programa.

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