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Saúde

Servidores de hospital deflagram greve contra aumento de carga horária

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Os servidores do Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM) deflagraram greve, em assembleia geral, por discordarem do aumento de carga horária imposto pela direção da unidade, que estabeleceu 40 horas semanais e revogou a jornada de trabalho flexibilizada de 30 horas semanais.

A categoria alega que a alteração afeta diretamente aos pacientes, já que com 40 horas semanais o trabalhador precisará parar para o intervalo do almoço ou descanso, o que vai comprometer os atendimentos.

“Se um paciente passa mal neste período, o que acontece? Como explicar para um familiar que alguém teve seu quadro agravado, ou mesmo faleceu porque o trabalhador estava em seu horário de almoço? Essa portaria é uma tragédia anunciada e os trabalhadores não vão carregar este crime nas costas”, destacou Fábio Ramirez, coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores Tecnicos-Administrativos em Educação da UFMT (Sintuf-MT).

A resolução que suspende temporariamente a jornada flexibilizada no HUJM, prevista desde o Decreto 1590/1995 foi assinada pela superintendente do Hospital, Elisabet Aparecida Furtado. A Portaria tem previsão de entrar em vigor no dia primeiro de abril de 2019. Trata-se de uma ação que atinge exclusivamente os trabalhadores estatutários, ligados à UFMT. A medida não interfere nos trabalhadores celetistas, ligados à Ebserh.

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Para a coordenadora administrativa do sindicato, Leia de Souza Oliveira, o HUJM convive com uma gestão cujo perfil empresarial, aprofunda distância entre os Hospitais Universitários e as universidades.

“A missão primeira do HUJM como unidade acadêmica, estratégica para a produção e construção do conhecimento e formação de profissionais comprometidos com a transformação da realidade desigual desse país está sendo desconsiderada. Quanto às promessas de solução dos problemas de falta de recursos e de pessoal, nada aconteceu. A estrutura cara da EBSERH, provocada pelo alto número de chefias, com altos valores das funções, pela superestrutura da matriz em Brasília, má gestão administrativa e financeira e desvios de recursos públicos, demonstra uma contradição na gestão”.

O Hospital se posicinou por meio de nota, leia na íntegra: 

O Colegiado Executivo do Hospital Universitário Júlio Müller decidiu suspender a jornada flexibilizada de 30 horas semanais porque as escalas de trabalho não fecham com os servidores de Regime Jurídico Único (RJU) trabalhando em regime flexibilizado de 30 horas semanais. Para manter a oferta dos serviços contratualizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o HUJM precisa que esses servidores voltem, temporariamente, a trabalhar por 40 horas em regime de plantões, de acordo com a Instrução Normativa (IN) 02, do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPDG), de setembro de 2018, até que a força de trabalho do hospital universitário seja recomposta. Ou seja: até que o HUJM tenha servidores suficientes para poder fechar todas as escalas sem o pagamento de adicional de plantão hospitalar (APH).

O HUJM é o único hospital 100% público em funcionamento no Estado.  Todos os serviços médicos hospitalares e especialidades que o HUJM presta à população são disponibilizados ao SUS, onde o município de Cuiabá contratualiza os serviços e oferece à população.

A saúde pública de Cuiabá e de todo o Estado de Mato Grosso já está fragilizada com o fechamento da Santa Casa. Quem vai sofrer com a redução dos serviços hospitalares no HUJM será a população que mais precisa, menos assistida. São aquelas pessoas que dependem 100% do SUS.

Por: RepórterMT

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Saúde

Servidores da Saúde e Meio Ambiente cobram reajuste e ameaçam greve

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O objetivo é forçar o Governo do Estado a cumprir a Lei de Carreira das categorias aprovadas em gestões passadas. O Estado afirma não ter recursos em caixa para o pagamento.

Os servidores estaduais da Saúde e do Meio Ambiente ameaçam deflagrar greve, ainda neste mês de junho, com objetivo de pressionar o governador Mauro Mendes (DEM) a conceder reajuste baseado em suas respectivas leis de carreira.

A situação é parecida com os servidores da Educação que estão em greve desde o último dia 27, por não terem o reajuste de 7,69% em ganho real, que foi aprovado na gestão do ex-governador Silval Barbosa.

O Estado alega que está impedido de conceder reajuste, por ter extrapolado os gastos com a folha salarial e estourado o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

No entanto, o Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do Estado afirma que irá aguardar as manifestações da próxima sexta-feira (14), contra a reforma da Previdência, para convocar uma nova assembleia geral da categoria para deliberar sobre o tema.

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Eles querem fortalecer a greve da Educação e cobrar melhoria no Sistema Único de Saúde.

“O grande termômetro para a gente será essa paralisação na sexta-feira”, confirmou o presidente do Sisma, Oscarlino Alves.

Se confirmada, grande parte dos 3.700 servidores da Saúde, que atuam nas 30 unidades do Estado, deve aderir à greve. Apenas os setores essenciais e os serviços de urgência e emergência não seriam afetados.

Já o presidente do sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sintema), Germano Passos, declarou que os servidores da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) já aprovaram, em assembleia geral na última segunda-feira (10), um indicativo de greve, em razão do descumprimento da Lei de Carreira 10.596 de 2017.

Se aplicada, a lei garantiria um reajuste para categoria em 5,5% a partir de 1º de junho de 2019 e 6,40% previstos no ano que vem.

Porém, Germano destacou que aguarda uma reunião marcada com o Governo na próxima semana, para debater o assunto e somente depois os funcionários da Sema vão deliberar sobre o assunto, em assembleia geral.

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“Uma greve não está descartada”, declarou.

O funcionalismo público de Mato Grosso deve parar nesta sexta-feira em um ato nacional contra a Reforma da Previdência.

Outro lado

O Palácio Paiaguás argumenta que está impedido, legalmente, de conceder o aumento salarial aos servidores públicos para que possa retornar aos limites de gastos com pessoal de acordo com o que estabelece a LRF. Além disso, segundo o Governo, a concessão do reajuste a folha salarial pode onerar o Estado em mais R$ 200 milhões, já que teria que cumprir com o mesmo pedido dos grupos de servidores lotados nas Secretarias de Fazenda (Sefaz), Meio Ambiente (Sema) e Educação, que exigem 5,5% e 4%, respectivamente.

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