conecte-se conosco


Política

Senado questionará ação da PF em gabinete de líder do governo

Publicado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que questionará junto ao Supremo Tribunal Federal a ação da Polícia Federal (PF) ocorrida na manhã de hoje (19), na Casa. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão no gabinete do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). Os policiais também estiveram no gabinete do filho dele, o deputado federal Fernando Bezerra Coelho Filho (DEM-PE). A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Roberto Barroso.

“O corpo jurídico do Senado tem várias observações do ponto de vista da legalidade dessa situação. Porque a PGR fez um parecer contrário a essa cautelar e o ministro do Supremo se baseou em um pedido de um delegado da Polícia Federal”, disse Alcolumbre após participar de um evento em Brasília, na tarde desta quinta-feira. Ele acrescentou que Barroso “deve ter seus argumentos”, mas disse que o Senado fará o questionamento, enquanto instituição.

“É a minha decisão, da Mesa e dos senadores. É questionar enquanto instituição. Porque, se nós avaliarmos o papel do Senado Federal nos últimos meses em relação à independência e harmonia entre os Poderes, o Senado demonstrou que quer isso”, acrescentou.

Alcolumbre também ouviu dos advogados do Senado que existe brecha para questionamento porque os fatos investigados ocorreram em um período em que Bezerra sequer era ministro. “Em outro entendimento do STF, ações realizadas em outras instâncias deveriam ficar em outras instâncias. A investigação referente é de 2012 a 2014. Foram no gabinete de uma pessoa que nem senador era, muito menos líder do governo.”

Leia mais:  AL cobra informações do 13º salário dos servidores públicos

Segundo informações da PF, Bezerra e seu filho teriam recebido ao todo R$ 5,538 milhões em vantagens indevidas repassadas por quatro empreiteiras. Os repasses teriam sido solicitados e realizados entre 2012 e 2014, período em que Bezerra chegou a ocupar o cargo de ministro da Integração Nacional, no governo Dilma Rousseff.

Em nota, o ministro Luís Roberto Barroso, relator do processo, disse que a decisão foi “puramente técnica e republicana”. O ministro afirmou que os fatos imputados ao senador e seu filho estão relacionados com o mandato e o caso deve ser julgado pela Corte. “Só faço o que é certo, justo e legítimo”, afirmou Barroso.

Defesa

O advogado Arthur Callegari, que representa o senador, comentou a ação. “Causa estranheza à defesa que medidas cautelares sejam decretadas em razão de fatos pretéritos que não guardam qualquer razão de contemporaneidade com o objeto da investigação. A única justificativa do pedido seria em razão da atuação política e combativa do senador contra determinados interesses dos órgãos de persecução penal”, diz a nota da defesa.

Callegari ressaltou ainda que as medidas de busca e apreensão contra o senador e seu filho tiveram parecer contrário da Procuradoria-Geral da República (PGR), que as considerou desnecessárias, causando “estranheza” que Barroso tenha autorizado as diligências pedidas pela PF, escreveu o advogado.

PGR

Em parecer, a PGR considerou que a autorização da busca e apreensão nos gabinetes e em endereços ligados aos parlamentares seria uma “medida invasiva” e de “pouca utilidade prática”, pois os investigados não teriam o costume de registrar os atos praticados.

Leia mais:  Ex-funcionários da Verde Transportes fazem protesto e cobram pagamento de rescisões

Barroso, no entanto, discordou. “Na criminalidade organizada econômica, porém, o natural é que todos os envolvidos tentem ocultar provas e não deixar registros de seus atos. A medida cautelar serve justamente para tentar encontrar documentos mantidos sigilosamente, longe dos olhos do público e das autoridades de investigação”, escreveu o ministro.

MDB

A bancada do MDB no Senado manifestou sua solidariedade a Fernando Bezerra. A nota, assinada pelo líder do partido, Eduardo Braga, afirma que as denúncias devem ser investigadas, mas “é fundamental respeitar os limites de competência legal na condução das investigações”.

Assim como Alcolumbre, a bancada emedebista lembrou da negativa da PGR à ação e o fato das investigações remeterem a uma época anterior ao mandato de Bezerra no Senado. A nota encerra acreditando na inocência do colega.

“No mais, queremos crer que as denúncias contra o líder do governo Fernando Bezerra se mostrem infundadas. O partido acompanha com absoluta atenção os desdobramentos da ação de hoje e reitera o apoio para que seja dado ao senador condições para sua mais ampla defesa, como é imperioso numa democracia”

Matéria ampliada às 19h58 para inclusão do posicionamento do MDB e às 20h52 para inclusão de nota do ministro Barroso

Edição: Denise Griesinger

Comentários Facebook
publicidade

Política

Emanuel descarta sair agora, cita força do voto e pede espaço

Publicado

Em meio a rumores sobre uma possível saída do MDB, o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) garantiu que continuará na sigla, “no momento”, apesar dos desgastes com parte dos correligionários.

Durante a campanha eleitoral, Emanuel disse ter se sentido “abandonado” politicamente ao não ter em seu palanque nomes de peso da sigla. Com isso, boatos sobre uma possível debandada começaram a circular.

Apesar da ausência de apoio, Emanuel avaliou que saiu fortalecido das urnas e que se reunirá em breve com emedebistas para pedir mais “espaço”.

“Não passa pela minha cabeça, no momento [sair da sigla]. O MDB tem que reavaliar o resultado das urnas. Ver quem saiu fortalecido para poder redesenhar o quadro político partidário no Estado, e as forças que realmente são lideranças políticas. Essa avaliação é partidária, deve ser liderada pela executiva regional avaliando todo Estado”, afirmou.

“É preciso analisar quem saiu maior, quem saiu menor e redesenhar essa ocupação de liderança internamente dentro do partido, para não cometer um erro crasso que a maioria das legendas comete. Por isso que ficam tão destoadas do sentimento popular”, emendou.

Leia mais:  Senado começa a votar MP que combate fraudes contra Previdência

A declaração de Emanuel ocorre em meio a um desgaste interno vivenciado por ele no MDB. Na quinta-feira (3), os 23 prefeitos eleitos pela sigla se reuniram com o governador Mauro Mendes (DEM) no Palácio Paiaguás, sem a presença de Emanuel. Ele justificou a falta de apoio do partido e a submissão de alguns ao governador – seu inimigo político.

Se de um lado Emanuel estava magoado com a sigla, do outro os emedebistas também não o perdoaram. O presidente do MDB em Mato Grosso, deputado federal Carlos Bezerra, classificou como “erro” a atitude do Emanuel, e chegou a convidar Mendes para integrar a sigla.

 

Mendes no MDB?

Na opinião do prefeito, o convite foi feito no calor do momento. Emanuel pondera que Mendes foi um dos derrotados nas urnas em Cuiabá, posto que apoiou no primeiro turno das eleições o candidato Roberto França (Patriota) e no segundo Abílio Júnior (Podemos).

Além disso, conforme o prefeito, o convite pode ter causado uma animosidade entre o DEM e o MDB, que são aliados no âmbito estadual.

Leia mais:  AL cobra informações do 13º salário dos servidores públicos

“É preciso ver o peso do governador nas eleições. O governador saiu grande das urnas? O partido saiu grande nas urnas? Pese primeiro quem são essas lideranças que saíram maior do que quando entraram. É preciso redesenhar o mapa político do partido”.

“Quem realmente tem representatividade, quem tem voto, quem tem força para poder representar a bandeira do MDB, que é uma grande bandeira. E não se precipitar com convites como esse, que além de indelicados, não representam o resultado das urnas”, afirmou.

 

 

 

fonte: MidiaNews

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

Mato Grosso

Entretenimento

Esportes

Mais Lidas da Semana