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Educação

Secretaria de Educação notifica Selecon e último dia para entrega de documentos ocorre com tranquilidade

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A Prefeitura de Cuiabá notificou extrajudicialmente o Instituto Selecon, organizador do processo seletivo simplificado para contratações na Secretaria de Educação. A medida é justificada pelas longas filas, demora no atendimento e falta de informações aos candidatos convocados para a entrega de títulos, registrada nesta segunda-feira (7), no auditório das Faculdades Evangélicas Integradas Cantares de Salomão.

O secretário de Educação de Cuiabá, Alex Vieira Passos esclareceu que a notificação visa resguardar os direitos dos candidatos e da administração pública. “Notificamos a empresa para que a mesma possa estabelecer condições físicas, de logística, de pessoal e de comunicação suficientes para atender os candidatos e para que não ocorra, nas próximas convocações, fatos como os que observamos ontem”, explicou Alex Vieira Passos.

Nesta terça-feira (8) termina o prazo para entrega da documentação para análise de títulos dos convocados na  segunda etapa do Processo Seletivo, que irá contratar profissionais temporários para a Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá, a fim de atender o ano letivo de 2019.

De acordo com informações do organizador, a maior parte dos 5.601 classificados para esta etapa fez a entrega da documentação ontem (7), sendo esperados para hoje, 1.101 candidatos, até às 17 horas. Nesta terça-feira,  o atendimento começou uma hora e trinta minutos antes do previsto.

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O diretor Concursos e Processos Seletivos do Instituto Selecon, Marcus São Thiago falou sobre a grande procura dos candidatos no primeiro dia de entrega da documentação.  Segundo ele, muitos candidatos chegaram antes do horário de início do atendimento, por volta das 6h, o que levou a formação de uma grande fila de espera. Além disso, inscritos que não foram convocados para a entrega da documentação compareceram ao local para obter esclarecimentos.

“No primeiro dia, tivemos uma grande procura. Dos 5.601 convocados, 4.500 estiveram no posto de atendimento ontem (7). Estávamos com atendentes suficientes no local e o atendimento foi rápido. A fila aconteceu porque muita gente chegou antes do início do atendimento e ficou aguardando, mas assim que iniciamos, agilizamos o atendimento e a situação foi contornada”, explicou Marcus São Thiago.

Nesta terça-feira (8), último dia para entrega da documentação, o atendimento segue sem problemas.  “Todos estão sendo atendidos com tranquilidade e de forma rápida”, disse ele.  A Análise de Títulos é uma etapa classificatória e foram considerados aptos para esta fase, os aprovados na prova objetiva, classificados até o dobro de vagas oferecidas para cada função, conforme previsto no item 10.1 do edital do Processo Seletivo.

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Documentos

Para cumprir essa etapa do certame o candidato precisa levar o Formulário de Entrega de Títulos (disponível para impressão no site selecon.org.br), além do  original e  cópia da documentação (não precisa ser autenticada), exigida no edital. A pontuação dos títulos será somada à nota das provas objetivas e, de acordo com a classificação final, os candidatos serão chamados para contratação. Aqueles que não forem convocados farão parte do cadastro de reserva e poderão ser chamados, em caso de necessidade da secretaria, ao longo da validade do processo seletivo, que vai preencher de imediato 2.254 vagas temporárias.

O Resultado Final do certame para todas as funções está previsto para o dia 28 de janeiro e a convocação para contratação dos classificados, nos dias 30 e 31 de janeiro, em edital a ser divulgado pela Secretaria Municipal de Educação.

Serviço:

Processo Seletivo da Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá – Edital 006/2018/GS/SME

Vagas:2.254

Organizador: Instituto Selecon (www.selecon.org.br)

Feics – Avenida Historiador Rubens de Mendonça, 3500 – Bosque da Saúde – Cuiabá-MT

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Educação

Fantástico mostra “escolas de latas” e salas em baias de cavalo em MT

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Uma reportagem do Fantástico (Rede Globo), exibida neste domingo (03), mostrou as “escolas de lata” no Estado de Mato Grosso. São salas de aulas em estruturas de  contêineres construídas sem ventilação e às vezes até sem energia elétrica.

A reportagem mostra que, a princípio, seriam estruturas provisórias e atualmente estão como permanentes. Além disso, as imagens mostraram que sem opção, alunos improvisaram a baia de cavalo como sala de aula.

A primeira denúncia apresentada na reportagem trata-se da Escola José Pedro Gonçalves, localizada no município de Rosário Oeste (120 km Cuiabá). Também destaca que é uma comunidade rural no interior e a escola tem uma estrutura de metal que reflete no “sol escaldante” da região.

Até 2016, os alunos estudavam em prédio de alvenaria em dois períodos. Para auxiliar a unidade, o Governo do Estado alugou o contêiner e resolveu colocar como sala de aula. Segundo dados exibidos na reportagem, com a falta de ventilação, estrutura básica  e de saneamento, em  2018, 1/3 dos alunos desta escola abandonaram os estudos.

O menino Laurito disse, ao ser entrevistado, que falta motivação para ir à sala de aula nos contêineres. O menino mostra para equipe do Fantástico a estrutura sem lâmpada, sem ar condicionado e as condições insalubres que acaba convivendo.

“Eu não gosto muito de lá não. Lá nos contêineres é quase impossível sobreviver, é muito quente, tipo um forno gigante”, lamentou o menino.

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A escola não tem refeitório, nem biblioteca, não tem banheiro com estrutura adequada. As crianças fazem necessidade no mato.

Para o médico pediatra, Arlan Azevedo, todo este cenário contribui para o mal desempenho do aluno.  “Essas crianças que ficam nessas condições insalubres por tempo indeterminado teoricamente vai ter uma desempenho escolar diminuída, então isso tem uma marca que vai ficar para o resto da vida dela”, descreveu o médico.

Outro lugar em que a “escola de lata” chegou foi no Pantanal. Porém, como as salas não correspondem à fiação elétrica do local, os contêineres estão parados, sem utilidade. Na unidade, os alunos estudam improvisados em um local que abrigava uma “baia de cavalo”.

Segundo a reportagem, o Governo do Estado alugou 110 contêineres para nove escolas da capital e do interior. Em Cuiabá, na escola Estadual professora  Hermelinda de Figueiredo os módulos de metal são usados para sala de aula para 160 alunos. Essa instalação foi feita após uma tempestade que destelhou metade da escola em outubro de 2017.  Na época, a previsão era que a reforma duraria seis meses,  mas quase um ano e meio depois, os buracos no teto ainda estão lá.

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A empresa dos contêineres alega que o Governo não faz o pagamento desde julho do ano passado, por isso não faz nenhum tipo de manutenção. Sendo assim, o resultado é fiação exposta, ares condicionados caindo aos pedaços e chuvas dentro da sala de aula. A denúncia também está direcionada para a estrutura dos contêineres, com as paredes cobertas de PVC, tipo de plástico sem isolamento térmico. O teto tem placas de isopor, material considerado altamente inflamável.

Nenhum dos contêineres instalados nas escolas em Mato Grosso foi vistoriado pelo Corpo de Bombeiros.

O coronel da Reserva do Corpo de Bombeiros, Roger Martini, avisa do perigo e da falta de dispositivo de segurança nas imagens. “A gente vê vários riscos de insegurança ali, com relação a incêndio, a gente materiais combustíveis de toda ordem. A gente não vê dispositivo de segurança”.

A secretária de Estado de Educação, Marioneide  Kliemaschewsk, informou que vai acionar os bombeiros para fazer a vistoria, e pedir para que sejam adotadas medidas para sanar as dificuldades nos contêineres. “Essa é uma ação que podemos adotar para garantir a segurança das crianças, estaremos encaminhando uma equipe técnica para averiguar essas situações e verifica dentro das possibilidades atual da secretaria que medidas paliativas nós podemos tomar”, assinala.

Por: folhamax

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