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Educação

Retirar ensino superior do MEC pode provocar quebra no atual sistema educacional

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O plano foi confirmado pela equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro.

Paulo Saldaña
SÃO PAULO

A anunciada retirada do ensino superior do MEC (Ministério da Educação), levando-o para a pasta de Ciência e Tecnologia na gestão do presidente Jair Bolsonaro (PSL), representaria uma quebra no sistema educacional. Isso, na prática, pode dificultar em um primeiro momento a articulação com a educação básica e ações como a reformulação dos cursos de formação de professores.

O plano foi confirmado pela equipe de Bolsonaro. O objetivo seria abrir espaço para a atuação do MEC na educação básica, uma vez que o ensino superior, sobretudo a gestão das instituições federais, requer muita energia da pasta.

Não há detalhes ainda sobre o que de fato será transferido e o que continuará sob a alçada do MEC. Há indicação, no entanto, de que as pastas da Cultura e Esporte serão anexadas à Educação.
Essa mudança esvaziaria o orçamento da pasta. O ensino superior (incluindo instituições federais, hospitais universitários, ProUni e Fies) representou 64% do gasto primário em educação em 2017, segundo relatório do Tesouro Nacional. Bolsonaro e sua equipe já indicaram que não pretendem ampliar o orçamento da educação.

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A ideia da transferência do ensino superior para a Ciência e Tecnologia não é nova. Projeto de lei do ex-senador Cristovam Buarque (PPS), de 2009, já prevê o mesmo, mas não avançou. Na curta passagem pelo MEC, no início do primeiro governo Lula, Cristovam defendia que o MEC aumentasse sua atuação na educação básica.

Cabe ao MEC, hoje, responsabilidades que vão da educação infantil à pós-graduação. Isso confere, segundo especialistas, uma atuação sistêmica sobre a área. Essas competências são previstas na Lei 13.502, aprovada em 2017 pelo governo Michel Temer.

Um exemplo dessa atuação sistêmica, que pode ser dificultada com a mudança: a esperada reformulação dos cursos de formação de professores, por exemplo, depende da articulação entre as instituições de ensino superior e as políticas de educação básica, como a Base Nacional Comum Curricular (que prevê o que os alunos devem aprender).

Há dúvidas também sobre o posicionamento de órgãos ligados ao MEC.

O FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) atua tanto na educação básica quanto na educação superior. Esse é responsável por transferências de recursos para escolas e redes como para o Fies (Financiamento Estudantil). A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) também tem atuação na educação básica.

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As escolas de educação básica estão sob responsabilidade de municípios e estados. O MEC tem a função de induzir políticas educacionais, como, por exemplo, currículo.

Com exceção das universidades, a grande maioria das instituições de ensino superior não faz pesquisa, mas se dedicam ao ensino. Assim, especialistas também não veem sentido em vincular a etapa ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

Há ainda o caso dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. As unidades, espalhadas pelo Brasil, oferecem pesquisa, ensino superior e ensino médio. No ensino médio, as médias dos institutos no Enem, por exemplo, são mais altas que a média das escolas privadas.

A avaliação e regulação do ensino superior privado, por exemplo, também se articulam hoje entre o MEC e o Inep, uma autarquia ligada à pasta.

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Educação

Univag inova e lança oferta de aulas ao vivo

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O Univag – Centro Universitário de Várzea Grande, sempre buscando inovar no ensino superior, lança uma nova forma de ofertar aulas, a graduação ao vivo. São mais de 15 cursos com aulas ao vivo com total interação, sem perder a essência da sala de aula, com a alta qualidade do Univag.

A graduação ao vivo será transmitida com o que há de melhor da tecnologia remota e do modelo presencial: as aulas acontecem com dias e horários marcados com interação ao vivo entre aluno e professor pela plataforma ZOOM com o apoio do AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem).

Essa oferta permite que o aluno assista as aulas ao vivo sem precisar se locomover, no conforto da sua casa, indo até o Univag apenas para a realização das aulas práticas e provas regimentais, com dois a quatro encontros presenciais planejado por semestre.

“Toda estrutura é pensada para promover a maior conveniência para quem quer estudar e ter a melhor formação profissional. Os cursos ao vivo do Univag apresentam qualidade superior, pois o acompanhamento dos alunos ocorre durante todas as atividades. A proposta pedagógica ao vivo oportuniza mais tempo para se dedicar aos estudos, em qualquer local, comparecendo a instituição apenas em datas programadas”, ressaltou o diretor de Área de Conhecimento do Univag, professor doutor Alessandro A. Lopes Santana da Silva.

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Além dessa novidade, o Univag já oferta Graduações Tecnológicas Semipresenciais na área da gestão com a mesma qualidade dos cursos presenciais. Nos cursos Semipresenciais do Univag o aluno comparecerá ao polo nas datas programadas para realizar atividades otimizadas: exercícios, apresentação de trabalhos, desenvolvimento de projetos e avaliações.

Inscrições abertas

Gratuita, a inscrição para a modalidade à distância, oferta Semipresencial e graduação ao vivo pode ser feita até o dia 19 de fevereiro, pela Internet, no endereço eletrônico: www.vestibularunivag.com.br e também em qualquer um dos polos, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados das 8h às 12h.

Para o processo seletivo, o (a) candidato (a) pode ingressar no Univag através da nota de Redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), pela realização presencial e agendada de prova de Redação, com data e horários estabelecidos no ato da inscrição ou por prova de Redação on-line.

Quer qualidade aliada a praticidade? Faça um curso de graduação ao vivo ou Semipresencial no Univag. Consulte os cursos ofertados e nosso Programa de Bolsas e Parcelamentos.

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