conecte-se conosco


Saúde

Resultados alcançados mostram que foi correta a decisão de não decretar a intervenção no Hospital Regional.

Publicado

As ações desencadeadas e números positivos alcançados desde a normalização e retomada dos atendimentos no Hospital Regional de Rondonópolis Irmã Elza Giovanella, mostram que foi correta a decisão do Estado em não decretar a intervenção naquela unidade hospitalar. Com o trabalho iniciado há duas semanas por uma equipe técnica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), em conjunto com o instituto Gerir, foi contornada a crise motivada pelo desabastecimento que gerou a paralisação de atividades eletivas e diminuiu a entrada de pacientes na urgência e emergência.

O pedido de intervenção foi discutido no dia 13 de novembro passado na sede da SES em uma reunião entre o secretário de Estado de Saúde, Luiz Soares, parlamentares e prefeitos que representam o Consórcio Regional de Saúde da Região Sul de Mato Grosso. Na ocasião, foram apresentadas as razões para a não intervenção e, no mesmo dia, seguiu para Rondonópolis uma equipe que iniciou o trabalho de apoio à direção do hospital. “A secretaria tomou todas as medidas cabíveis e não existem motivos para a intervenção”, ressaltou o secretário-adjunto de Gestão Hospitalar, Cassiano Falleiros, que está coordenando o trabalho da equipe técnica.

Leia mais:  Manual de medicamentos feito em 2014 é atualizado em forma de cartilha.

Conforme Falleiros, a decisão da SES foi embasada em critérios técnicos e legais. “A SES não tem hoje capacidade técnica para fazer qualquer tipo de intervenção em meio a um processo de transição, faltando pouco mais de um mês para um novo governo assumir. Também não existe dotação orçamentária para a formalização de contratos emergenciais com prestadores de serviços, médicos e não médicos, e tampouco tempo hábil para a realização de processo seletivo para novos servidores para manter o pleno funcionamento do hospital”, explicou.

Cirurgias eletivas

Os dados demonstram que as medidas adotadas no Hospital Regional de Rondonópolis estão dando resultados. Com o aporte de recursos financeiros no hospital foi possível abastecer a unidade com insumos hospitalares e medicamentos por um período de 30 dias. Houve a reabertura de 25 leitos que estavam bloqueados pela Vigilância Sanitária e isso permitiu a entrada de novos pacientes que estavam na urgência e emergência e também a retomada das cirurgias eletivas.

Com a utilização de seis salas cirúrgicas (antes 2 estavam funcionando), do dia 13 de novembro até agora (27.11) já foram realizadas no hospital 152 cirurgias em pacientes da Região Sul (que abrange 19 municípios). E até sexta-feira estão sendo programadas pelo menos mais 25 cirurgias, além de outras 16 previstas para a próxima semana.

Leia mais:  Várzea Grande proíbe uso de cigarro de narguilé

Atendimento ambulatorial

Os números referentes ao atendimento ambulatorial no hospital também vêm crescendo. Na semana passada, foram realizados 60 atendimentos. Nesta semana (até sexta-feira) serão mais 300 e, para a próxima semana, a programação prevê mais 450 atendimentos. Cem por cento dos leitos de UTI estão ocupado e 100% dos atendimentos de regulação do Pronto-Socorro estão sendo realizados.

“O hospital também apresenta indicadores que são de relevância nacional, comparados a hospitais privados, de excelência, tais como baixa taxa de mortalidade, alta taxa de ocupação, com giro de rotatividade média de permanência com padrões sugeridos pela Organização Mundial de Saúde. Isso tudo evidencia que, até o momento, não há nada que justifique razões para intervenção ou rescisão contratual”, concluiu o secretário-adjunto Cassiano Falleiros.

Comentários Facebook
publicidade

Saúde

Servidores de hospital deflagram greve contra aumento de carga horária

Publicado

por

Os servidores do Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM) deflagraram greve, em assembleia geral, por discordarem do aumento de carga horária imposto pela direção da unidade, que estabeleceu 40 horas semanais e revogou a jornada de trabalho flexibilizada de 30 horas semanais.

A categoria alega que a alteração afeta diretamente aos pacientes, já que com 40 horas semanais o trabalhador precisará parar para o intervalo do almoço ou descanso, o que vai comprometer os atendimentos.

“Se um paciente passa mal neste período, o que acontece? Como explicar para um familiar que alguém teve seu quadro agravado, ou mesmo faleceu porque o trabalhador estava em seu horário de almoço? Essa portaria é uma tragédia anunciada e os trabalhadores não vão carregar este crime nas costas”, destacou Fábio Ramirez, coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores Tecnicos-Administrativos em Educação da UFMT (Sintuf-MT).

A resolução que suspende temporariamente a jornada flexibilizada no HUJM, prevista desde o Decreto 1590/1995 foi assinada pela superintendente do Hospital, Elisabet Aparecida Furtado. A Portaria tem previsão de entrar em vigor no dia primeiro de abril de 2019. Trata-se de uma ação que atinge exclusivamente os trabalhadores estatutários, ligados à UFMT. A medida não interfere nos trabalhadores celetistas, ligados à Ebserh.

Leia mais:  A Escola de Saúde Publica conclui a Formação de três turmas de Cursos Técnicos

Para a coordenadora administrativa do sindicato, Leia de Souza Oliveira, o HUJM convive com uma gestão cujo perfil empresarial, aprofunda distância entre os Hospitais Universitários e as universidades.

“A missão primeira do HUJM como unidade acadêmica, estratégica para a produção e construção do conhecimento e formação de profissionais comprometidos com a transformação da realidade desigual desse país está sendo desconsiderada. Quanto às promessas de solução dos problemas de falta de recursos e de pessoal, nada aconteceu. A estrutura cara da EBSERH, provocada pelo alto número de chefias, com altos valores das funções, pela superestrutura da matriz em Brasília, má gestão administrativa e financeira e desvios de recursos públicos, demonstra uma contradição na gestão”.

O Hospital se posicinou por meio de nota, leia na íntegra: 

O Colegiado Executivo do Hospital Universitário Júlio Müller decidiu suspender a jornada flexibilizada de 30 horas semanais porque as escalas de trabalho não fecham com os servidores de Regime Jurídico Único (RJU) trabalhando em regime flexibilizado de 30 horas semanais. Para manter a oferta dos serviços contratualizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o HUJM precisa que esses servidores voltem, temporariamente, a trabalhar por 40 horas em regime de plantões, de acordo com a Instrução Normativa (IN) 02, do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPDG), de setembro de 2018, até que a força de trabalho do hospital universitário seja recomposta. Ou seja: até que o HUJM tenha servidores suficientes para poder fechar todas as escalas sem o pagamento de adicional de plantão hospitalar (APH).

O HUJM é o único hospital 100% público em funcionamento no Estado.  Todos os serviços médicos hospitalares e especialidades que o HUJM presta à população são disponibilizados ao SUS, onde o município de Cuiabá contratualiza os serviços e oferece à população.

A saúde pública de Cuiabá e de todo o Estado de Mato Grosso já está fragilizada com o fechamento da Santa Casa. Quem vai sofrer com a redução dos serviços hospitalares no HUJM será a população que mais precisa, menos assistida. São aquelas pessoas que dependem 100% do SUS.

Por: RepórterMT

Leia mais:  Prefeito Emanuel Pinheiro recebe primeiro lote de equipamentos do novo Pronto Socorro.

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

Mato Grosso

Entretenimento

Esportes

Mais Lidas da Semana