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Cidades

Respirar em Cuiabá é como fumar meio maço de cigarro por dia

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Um estudo realizado em Cuiabá mostra que quem passa alguns dias na capital vai ser obrigado a tragar dez cigarros por dia. Essa afirmação foi feita por um médico que estuda os efeitos do tempo seco na nossa saúde.

O estudo foi realizado em 2010, mas é considerado atual. Isso porque, a Capital do Estado não vê chuva há mais de 100 dias e a qualidade do ar está prejudicada por conta das queimadas urbanas e no seu entorno.

Para saber o que as pessoas estão respirando na capital de Mato Grosso, um teste foi realizado. No equipamento que mede o material em suspensão, colocamos um filtro de fibra de vidro, uma espécie de tecido, bem fino, que vai receber durante um dia inteiro, as partículas de poluição que estão na atmosfera. A máquina foi instalada nos fundos de um apartamento, num bairro residencial de Cuiabá.

Vinte e quatro horas depois, retiramos o filtro para saber que tipo de impurezas ele conseguiu captar. Antes mesmo de qualquer exame laboratorial, já é possível perceber a diferença entre um filtro limpo novo e o que usamos para o teste.

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– Quando passou pelo filtro, ele reteve as partículas sólidas que tinha no ar naquele momento. Durante 24 horas o que o aparelho puxou, é a mesma coisa que nós respiramos durante 24 horas – explica Maurélio Ultramare, pesquisador.

Levamos a amostra para um laboratório. Depois da análise, o resultado foi alarmante: no filtro estava quase o dobro do limite aceitável de partículas que poderíamos respirar.

– Dias e dias, meses, respirando esse lixo aéreo. Porque não tem só materiais carbonáceos, fuligem. Tem também óxidos metálicos. Dentre esse óxidos metálicos, nós temos a presença de metais pesados, que decorre, exatamente da queimada – revela Paulo Modesto, doutor em meio ambiente.

O principal poluente encontrado foi o monóxido de carbono. É como se as pessoas que circulam pela cidade estivessem fumando metade de um maço de cigarro por dia.

– Nós todos que estamos aqui em Cuiabá hoje, estamos sob o efeito de uma carga muita tóxica de monóxido de carbono, equivalente a pessoa que fuma dez cigarros por dia. A principal orientação é evitar exercícios fora de casa – diz Clóvis Botelho, médico pneumologista.

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Cidades

Turistas voltam serem atacados por piranhas no Lago do Manso, em MT

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Banhistas que frequentam o Lago do Manso, no município de Chapada dos Guimarães (64 Km de Cuiabá), continuam relatando ataques de piranhas e fazendo alertas para outras pessoas que não conhecem o local ou não sabem sobre a existência dessa espécie de peixe no lago. Um dos alertas mais recentes partiu de uma servidora pública que esteve no lago neste fim de semana juntamente com familiares.

Eles pararam em uma Prainha chamada Bora Bora e num determinado momento a mulher sentiu algumas mordidas nos pés. Apavorada, ela saiu da água e constatou os ferimentos causados pelas mordidas dos peixes.

Somente depois do episódio é que receberam alertas de moradores da região sobre a existência de piranhas no lago. Somente a mulher foi atacada.

Ela, além de alertar outros banhistas, também se disse aliviada pelo fato do ataque não ter sido contra o filho dela ou outras crianças que também estavam na água. No dia 7 deste mês, em um grupo de moradores de Várzea Grande, uma participante compartilhou um áudio e uma foto mostrando o pé de um homem com um ferimento do dedão e alguns pontos de sutura.

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Ela relatou no áudio que foi em decorrência de um  ataque de piranhas. “Meu filho foi ontem lá no Manso tomar banho e olha o que a piranha fez no dedo dele. Estou divulgando para vocês ficarem em alerta, quem gosta de estar indo pro Manso”.

ATAQUES FREQUENTES

Alertas de banhistas sobre mordidas nos pés causadas por piranhas não são uma novidade no Lago do Manso. Em 22 de fevereiro de 2015, a promotora de Justiça Lindinalva Rodrigues foi vítima de um ataque de piranha no local. À época, ela relatou que teve um pedaço de pele arrancado de um dedo do pé direito ao ser mordida por um único peixe.

Em setembro de 2017, cinco ataques de piranhas foram registrados no local por banhistas que aproveitavam o feriado do dia da Independência da república.

Em janeiro deste ano, um publicitário que estava hospedado numa pousada na região de Manso também relatou que tomava banho no lago quando sofreu um ataque de piranhas. Ele disse na época que os ataques eram frequentes, mas segundo ele, muitas pessoas desistem de falar sobre o caso para evitar um prejuízo aos estabelecimentos no local.

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Por:folhamax

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