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Regina Casé e Globo são condenadas em processo milionário; emissora vai recorrer

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Regina Casé e Globo
são condenadas a pagar indenização por danos materiais aos pais de uma criança por uso indevido de imagem. Segundo o advogado Alexandre Damasceno,  representante de Vanderlei Miranda e Rose Miranda, pais de Guilherme, em 2015, “o menino com oito anos de idade, em estágio terminal de câncer cerebral, foi entrevistado sem o consentimento dos responsáveis” para o programa “Esquenta!”.

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Regina Casé e Globo são condenadas a indenizar pais de criança morta
Divulgação

Regina Casé e Globo são condenadas a indenizar pais de criança morta

De acordo com um comunicado, a emissora
assume que Regina Casé e Globo são condenadas
e declara que vê a situação como algo inesperado: “Estamos surpresos com essa decisão, já que os pais estavam presentes na gravação, acompanhando o menor e participando voluntariamente do programa”.

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Além disso, alegou que vai recorrer da decisão, ressaltando que o viés do programa e da matéria exibida era consolar e confortar: “O objetivo foi acolher o menor e sua família”.

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Segundo Damasceno, o valor da “indenização é de R$ 3,9 milhões por danos morais e uso indevido de imagem”. Porém isso ainda não é certo, segundo decisão do juiz da 1ª Vara Cível de São Paulo, haverá perícia contábil para avaliar lucros com a imagem e o tempo de exibição. 

De acordo com o mesmo, Guilherme “faleceu em decorrência de um agressivo tumor cerebral” poucos dias após a matéria ir ao ar no “Esquenta!”. Questionado se a emissora entrou em contato com a família, o representante foi sucinto: “para tratar da ação, não”.

Emissora, família e a Justiça


Regina Casé e Globo são condenadas e emissora vai recorrer
Divulgação

Regina Casé e Globo são condenadas e emissora vai recorrer

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Regina Casé e Globo são condenadas
pelo uso indevido de imagem e danos morais. Determinada a recorrer, a rede de televisão tem 15 dias úteis para fazer isso. A contagem inicia-se na próxima segunda feira (05). Em contrapartida, ao iG Gente,
o advogado dos pais de Guilherme disse que todas as medidas necessárias serão tomadas e que “a família espera com serenidade o fim do processo”.

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A Voz do Brasil faz 85 anos

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O programa de rádio A Voz do Brasil completa 85 anos nesta quarta-feira (22). Idade avançada para pessoas e para instituições no Brasil. Uma frase atribuída a Leonardo da Vinci, que morreu idoso para o seu tempo (aos 67 anos), sentencia que “a vida bem preenchida torna-se longa”.

Em oito décadas e meia, A Voz do Brasil preencheu a vida dos ouvintes com notícias sobre 23 presidentes, em mandatos longínquos ou breves. Cobriu 12 eleições presidenciais, e manteve-se no ar durante a vigência de cinco constituições (1934, 1937, 1946, 1967 e 1988).

programa cobriu a deposição dos presidentes Getúlio Vargas (1945) e João Goulart (1964), o suicídio de Vargas (1954), a redemocratização do país em dois momentos (1946 e 1985), o impeachment e renúncia de Fernando Collor (1992) e o impeachment de Dilma Rousseff (2016).

Além de notícias dos palácios do governo federal, A Voz do Brasil levou aos ouvintes informações sobre a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O programa narrou as conquistas do país em cinco Copas do Mundo e a derrota em duas – a mais traumática em 1950. A Voz registrou a inauguração de Brasília (1960) e cobriu a morte de ídolos como Carmen Miranda (1955) e Ayrton Senna (1994).

Pelo rádio, e pela A Voz do Brasil, muitos brasileiros souberam da invenção da pílula anticoncepcional (1960), da descida do homem na Lua (1969), dos primeiros passos da telefonia móvel (1973), da queda do Muro de Berlim (1989) e da clonagem da ovelha Dolly (1998).

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Vida longa

A longevidade do programa A Voz do Brasil é assunto de interesse de historiadores e pesquisadores da mídia de massa no país. “É curioso como um programa de rádio se torna uma constância em um país de inconstância institucional, jurídica e legislativa”, observa Luiz Artur Ferrareto, autor de dois dos principais livros de radiojornalismo editados no Brasil.

Para Sonia Virginia Moreira, professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a longa duração do programa “tem muito a ver com a própria longevidade do rádio como meio de comunicação. A morte do rádio foi anunciada várias vezes e ele segue como um veículo muito importante no Brasil.”

“Nenhum governo abriu mão dessa ferramenta fantástica. A longevidade vem da percepção que os diferentes governos tiveram que manter essa ferramenta era algo que trazia uma vantagem enorme para o governo do ponto de vista das suas estratégias e para seus objetivos”, acrescenta Henrique Moreira, professor de jornalismo e especialista em história da mídia no Brasil.

Curiosidades sobre A Voz do Brasil 

 A Voz Brasil nem sempre teve como trilha sonora de abertura trecho da ópera O Guarani (1870), de Carlos Gomes. O Hino da Independência (1822), composto por Dom Pedro I, e Aquarela do Brasil (1939), de Ary Barroso, também serviram para marcar o início do programa.

Inauguração da transmissão do programa A Voz do Brasil, Brasília, DF.
Inauguração da transmissão do programa A Voz do Brasil, Brasília, DF. – Arquivo Nacional

A longevidade do programa A Voz do Brasil é assunto de interesse de historiadores e pesquisadores da mídia de massa no país. “É curioso como um programa de rádio se torna uma constância em um país de inconstância institucional, jurídica e legislativa”, observa Luiz Artur Ferrareto, autor de dois dos principais livros de radiojornalismo editados no Brasil.

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Para Sonia Virginia Moreira, professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a longa duração do programa “tem muito a ver com a própria longevidade do rádio como meio de comunicação. A morte do rádio foi anunciada várias vezes e ele segue como um veículo muito importante no Brasil.”

“Nenhum governo abriu mão dessa ferramenta fantástica. A longevidade vem da percepção que os diferentes governos tiveram que manter essa ferramenta era algo que trazia uma vantagem enorme para o governo do ponto de vista das suas estratégias e para seus objetivos”, acrescenta Henrique Moreira, professor de jornalismo e especialista em história da mídia no Brasil.

Curiosidades sobre A Voz do Brasil 

 A Voz Brasil nem sempre teve como trilha sonora de abertura trecho da ópera O Guarani (1870), de Carlos Gomes. O Hino da Independência (1822), composto por Dom Pedro I, e Aquarela do Brasil (1939), de Ary Barroso, também serviram para marcar o início do programa.

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