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Rainha do deboche! O que significa a mudança no núcleo de humor da Globo

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No final de setembro estreou mais um programa do núcleo de humor da Globo, trazido para a emissora direto da internet. O “ Choque de Cultura
”, sucesso no Youtube, virou uma esquete de cerca de cinco minutos que passa aos domingos, depois da “Temperatura Máxima”.



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“Choque de Cultura” é aposta do novo núcleo de humor da Globo

Na internet desde 2016 com suas temporadas, o “Choque de Cultura” traz os atores Caíto Mainier, Daniel Furlan, Leandro Ramos e Raul Chequer como pilotos de van que debatem sobre filmes. Apesar de casar bem com a internet, não é exatamente o conteúdo que a TV está acostumada, e incluí-los no núcleo de humor da Globo
foi, com certeza, uma decisão ousada.

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Rogerinho (Caíto) começa a atração chamando os espectadores de “otários” e os quatro tem opiniões muito específicas sobre os filmes (“esse bebê de computador está tirando o emprego de um bebê de verdade” – critica Julinho (Ramos) sobre o efeito especial de “Crepúsculo”).

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A aposta é mais um sinal de que a emissora carioca tem sido mais flexível em relação ao humor, oferendo mais liberdade de criação para os artistas. Recentemente, Marcius Melhem
foi adicionado ao núcleo de dramaturgia liderado por Silvio de Abreu para comandar a produção de humor.



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“Tá no Ar: a TV na TV” mostra que o núcleo de humor da Globo ganhou mais liberdade para fazer piada de si mesmo

Mas esse processo tem sido amadurecido ao longo dos últimos anos, em parte por conta de Marcelo Adnet. O humorista chegou na emissora meio perdido, depois de fazer muito sucesso na MTV com liberdade total para seus textos. Estreou com “O Dentista Mascarado” que foi um fracasso imediato.

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Mas Adnet teve nova chance com “Tá no Ar: a TV na TV”, justamente ao lado de Marcius Melhem. Os dois evoluíram na sátira televisiva e conseguiram quebrar uma barreira que era regra desde os tempos de “Casseta e Planeta”: fazer piada com programas de outras emissoras.

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Mas, mais do que isso, eles tiram sarro da própria Globo e o resultado tem sido positivo, mostrando que o canal ouve as críticas e está atento ao que o público diz. A frase “Globo Golpista”, que passou a rodar as redes sociais nos últimos anos, virou bordão do personagem militante de Adnet.

Nessa onda, até o “Zorra” foi repaginado, perdeu o “Total” no nome e apostou em uma renovação no elenco. O programa aposta em esquetes curtas que vão ganhando continuação ao longo do episódio. Eles também aproveitam para fazer comentários atuais e não deixam a política de fora, com destaque apara a atuação de Fernando Caruso como Michel Temer.

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O novo núcleo de humor da Globo



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“Zorra” ganhou cara nova e aprende a fazer críticas políticas com eficiência e bom-humor

Se antigamente o núcleo de humor da Globo
era repleto de atrações como “A Turma do Didi” e “Os caras de Pau”, esse tipo de programa não tem mais o mesmo apelo com o público. Sabendo disso, a emissora acerta em apostar em Marcius e oferecer a liberdade necessária para que o humor siga seu propósito: fazer rir de verdade.

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A Voz do Brasil faz 85 anos

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O programa de rádio A Voz do Brasil completa 85 anos nesta quarta-feira (22). Idade avançada para pessoas e para instituições no Brasil. Uma frase atribuída a Leonardo da Vinci, que morreu idoso para o seu tempo (aos 67 anos), sentencia que “a vida bem preenchida torna-se longa”.

Em oito décadas e meia, A Voz do Brasil preencheu a vida dos ouvintes com notícias sobre 23 presidentes, em mandatos longínquos ou breves. Cobriu 12 eleições presidenciais, e manteve-se no ar durante a vigência de cinco constituições (1934, 1937, 1946, 1967 e 1988).

programa cobriu a deposição dos presidentes Getúlio Vargas (1945) e João Goulart (1964), o suicídio de Vargas (1954), a redemocratização do país em dois momentos (1946 e 1985), o impeachment e renúncia de Fernando Collor (1992) e o impeachment de Dilma Rousseff (2016).

Além de notícias dos palácios do governo federal, A Voz do Brasil levou aos ouvintes informações sobre a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O programa narrou as conquistas do país em cinco Copas do Mundo e a derrota em duas – a mais traumática em 1950. A Voz registrou a inauguração de Brasília (1960) e cobriu a morte de ídolos como Carmen Miranda (1955) e Ayrton Senna (1994).

Pelo rádio, e pela A Voz do Brasil, muitos brasileiros souberam da invenção da pílula anticoncepcional (1960), da descida do homem na Lua (1969), dos primeiros passos da telefonia móvel (1973), da queda do Muro de Berlim (1989) e da clonagem da ovelha Dolly (1998).

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Vida longa

A longevidade do programa A Voz do Brasil é assunto de interesse de historiadores e pesquisadores da mídia de massa no país. “É curioso como um programa de rádio se torna uma constância em um país de inconstância institucional, jurídica e legislativa”, observa Luiz Artur Ferrareto, autor de dois dos principais livros de radiojornalismo editados no Brasil.

Para Sonia Virginia Moreira, professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a longa duração do programa “tem muito a ver com a própria longevidade do rádio como meio de comunicação. A morte do rádio foi anunciada várias vezes e ele segue como um veículo muito importante no Brasil.”

“Nenhum governo abriu mão dessa ferramenta fantástica. A longevidade vem da percepção que os diferentes governos tiveram que manter essa ferramenta era algo que trazia uma vantagem enorme para o governo do ponto de vista das suas estratégias e para seus objetivos”, acrescenta Henrique Moreira, professor de jornalismo e especialista em história da mídia no Brasil.

Curiosidades sobre A Voz do Brasil 

 A Voz Brasil nem sempre teve como trilha sonora de abertura trecho da ópera O Guarani (1870), de Carlos Gomes. O Hino da Independência (1822), composto por Dom Pedro I, e Aquarela do Brasil (1939), de Ary Barroso, também serviram para marcar o início do programa.

Inauguração da transmissão do programa A Voz do Brasil, Brasília, DF.
Inauguração da transmissão do programa A Voz do Brasil, Brasília, DF. – Arquivo Nacional

A longevidade do programa A Voz do Brasil é assunto de interesse de historiadores e pesquisadores da mídia de massa no país. “É curioso como um programa de rádio se torna uma constância em um país de inconstância institucional, jurídica e legislativa”, observa Luiz Artur Ferrareto, autor de dois dos principais livros de radiojornalismo editados no Brasil.

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Para Sonia Virginia Moreira, professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a longa duração do programa “tem muito a ver com a própria longevidade do rádio como meio de comunicação. A morte do rádio foi anunciada várias vezes e ele segue como um veículo muito importante no Brasil.”

“Nenhum governo abriu mão dessa ferramenta fantástica. A longevidade vem da percepção que os diferentes governos tiveram que manter essa ferramenta era algo que trazia uma vantagem enorme para o governo do ponto de vista das suas estratégias e para seus objetivos”, acrescenta Henrique Moreira, professor de jornalismo e especialista em história da mídia no Brasil.

Curiosidades sobre A Voz do Brasil 

 A Voz Brasil nem sempre teve como trilha sonora de abertura trecho da ópera O Guarani (1870), de Carlos Gomes. O Hino da Independência (1822), composto por Dom Pedro I, e Aquarela do Brasil (1939), de Ary Barroso, também serviram para marcar o início do programa.

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