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Política

Quem deve ter direito e como deve funcionar o auxílio de R$ 600 para trabalhadores informais

Publicado

Por G1

A Câmara dos Deputados aprovou na última quinta-feira (26) um auxílio mensal de R$ 600 a trabalhadores informais por três meses em razão da pandemia do coronavírus. A mulher que for mãe e chefe de família poderá receber R$ 1,2 mil.

O Congresso determinou um valor maior que o proposto pelo Executivo, que era de R$ 200, depois de articular com o governo. Para valer, o projeto ainda precisa ser aprovado pelo Senado, o que ainda não tem data para acontecer. Depois, seguirá para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Quando começa o pagamento?

governo federal ainda não informou a data de início do pagamento. Isso porque o benefício será criado por um Projeto de Lei (PL), que já foi aprovado pela Câmara, que aumentou o valor proposto, e ainda vai precisar ser analisado pelos senadores antes de entrar em vigor.

Quem tem direito?

Segundo o projeto de lei, o benefício será pago a trabalhadores informais, desempregados e MEIs.

Será preciso se enquadrar em uma das condições abaixo:

  • ser titular de pessoa jurídica (Micro Empreendedor Individual, ou MEI);
  • estar inscrito Cadastro Único (CadÚnico) para Programas Sociais do Governo Federal até o último dia dia 20 de março;
  • cumprir o requisito de renda média (renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa, e de até 3 salários mínimos por família) até 20 de março de 2020;
  • ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social.

Além disso, todos os beneficiários deverão:

  • ter mais de 18 anos de idade;
  • tenham renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 522,50);
  • tenham renda mensal até 3 salários mínimos (R$ 3.135) por família;
  • não tenham recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018.
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A mulher que for mãe e chefe de família, e estiver dentro dos demais critérios, poderá receber R$ 1,2 mil (duas cotas) por mês.

Na renda familiar, serão considerados todos os rendimentos obtidos por todos os membros que moram na mesma residência, exceto o dinheiro do Bolsa Família.

É preciso estar inscrito no CadÚnico?

O trabalhador de baixa renda não precisará estar inscrito no CadÚnico para receber o benefício – será necessário apenas cumprir com o limite de renda média. O CadÚnico vai auxiliar na verificação dessa renda para quem está inscrito – para que não está, a verificação será feita por meio de autodeclaração em plataforma digital. Ainda não foi informado como essa declaração será feita.

Quem não tem direito?

O auxílio não será dado a quem recebe benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou outro programa de transferência de renda federal que não seja o Bolsa Família.

No caso do Bolsa Família, o beneficiário poderá optar por substituir temporariamente o programa pelo auxílio emergencial, se o último for mais vantajoso.

Se o beneficiário for contratado no regime CLT ou se a renda familiar ultrapassar o limite durante o período de pagamento, ele deixará de receber o auxílio.

Como pedir o benefício? Já é possível se inscrever?

Ainda não. O projeto de lei não informa como os trabalhadores deverão se inscrever para receber o benefício e nem a partir de quando.

Quando o benefício foi anunciado (então de R$ 200), o governo informou que o pagamento seria automático para os inscritos no CadÚnico que se enquadrassem no programa, mas isso ainda não foi confirmado.

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De que forma será feito o pagamento?

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou que pretende fazer os pagamentos não só em agências, mas também via lotéricas e aplicativo de celular.

Para quem não é correntista da Caixa, deve ser adotado um calendário para o pagamento do benefício, para evitar um número muito grande de pessoas nas agências de uma só vez. Mais informações devem ser divulgadas nos próximos dias.

Guimarães diz que será possível fazer a transferência sem custo. O tema é discutido com o INSS, que vai operar a base de beneficiados.

Limites

O projeto estabelece ainda que só duas pessoas da mesma família poderão acumular o auxílio emergencial.

Será permitido a duas pessoas de uma mesma família acumularem benefícios: o auxílio emergencial e o Bolsa Família. Se o auxílio for maior que a bolsa, a pessoa poderá fazer a opção pelo auxílio.

Quanto tempo deverá durar o auxílio?

No anúncio da semana passada, o governo estimou que o benefício deverá durar 3 meses ou até o fim da emergência do coronavírus no país. O relator do projeto aprovado na Câmara, Marcelo Aro (PP-MG), disse que a validade do auxílio poderá ser prorrogada de acordo com a necessidade.

Impacto na economia

A previsão do governo federal é que o auxílio deverá injetar R$ 5 bilhões por mês na economia, ou seja, cerca de R$ 15 bilhões em todo o período estimado.

O dinheiro sairá dos cofres da União, que ganhou fôlego após a aprovação do estado de calamidade pública, que permite ao governo descumprir a meta fiscal de 2020, que seria de déficit de R$ 124 bilhões, e agora poderá se endividar mais.

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Mato Grosso

A cada três dias, um veículo é incendiado por falta de manutenção na rodovia 163

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Um incêndio a veículo é registrado a cada três dias, em média, na BR-163/MT, colocando em risco a segurança de quem trafega pela rodovia e prejudicando o meio ambiente. A situação poderia ser evitada com a realização da manutenção preventiva antes de seguir viagem. Desde o início do funcionamento dos serviços operacionais da Rota do Oeste, em setembro de 2014, as equipes atenderam mais de 800 ocorrências desta natureza, 52 delas somente este ano, de 1º de janeiro a maio.

Com a aproximação do período de estiagem em Mato Grosso e o consequente aumento no número de queimadas no estado, o gerente de Operações da Concessionária, Wilson Ferreira, chama a atenção para a situação e reforça aos motoristas a importância da manutenção veicular, especialmente quando for percorrer longas distâncias.

“A incidência de registros não é irrisória e chama a atenção a exposição ao perigo, tanto do motorista quanto de terceiros. Como estamos no período mais seco do ano, devemos ficar mais atentos, pois a vegetação fica mais seca e a umidade do ar muito baixa, o que pode agravar a situação em um caso de incêndio a veículos às margens da rodovia, especialmente com as características da BR-163, que conta com vegetação intensa”, explica.

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Na maioria dos casos, as chamas nos veículos são provocadas por curto circuito e problemas na parte elétrica. Situações que poderiam ser sanadas em uma revisão veicular de rotina ou antes de seguir viagem. Ferreira alerta ainda sobre a importância de os motoristas recorrerem a empresas que oferecem serviço especializado e de qualidade para evitar transtornos.

“A instalação de equipamentos e acessórios adicionais também podem resultar em sobrecarga do sistema elétrico e iniciar um incêndio. Por isso, a orientação é sempre procurar um profissional de confiança para evitar um problema maior, como ficar parado na rodovia ou mesmo correr o risco de ter o veículo danificado pelas chamas”, orienta.

Atendimentos – Se durante a viagem pela BR-163 o motorista perceber fumaça no motor do veículo, a recomendação é estacionar em local seguro, se afastar do veículo e acionar as equipes da Rota do Oeste para adotar as providências cabíveis. Os serviços da Concessionária podem ser solicitados por meio do 0800 065 0163, nas bases de atendimento ao usuário ou nas praças de pedágio.

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A empresa dispõe de viaturas de inspeção, caminhões pipa e unidades de atendimento médico ao longo dos 850,9 quilômetros sob concessão. Os serviços prestados são custeados pelo valor arrecadado nas praças de pedágio, sem qualquer cobrança adicional ao motorista.

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