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“Quando saí do Pânico foi muito difícil”, diz Eduardo Sterblitch

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“Quando saí do ‘Pânico’ foi um momento difícil. Ganhava bem, saí para fazer teatro. Não queria fazer sucesso, queria fazer sentido, quero jogar, fazer coisas diferentes. E como sou bem ruim lidando com grana, percebei que fui maluco, porque sou assim, poucas pessoas arriscariam. Segui meu coração”, confessou Eduardo Sterblitch ao jornal O Dia , que cinco anos depois de sair do programa de humor colhe os louros do “salto no escuro”. “Pela primeira vez as pessoas pararam de me chamar de ‘o cara do Pânico ‘ e me chamam de ‘o cara da novela’”, vibra cheio de orgulho.

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Zec (Eduardo Sterblitch) arrow-options
TV Globo/Raquel Cunha

Zec (Eduardo Sterblitch)

Aos 32 anos, Eduardo Sterblitch está em uma das melhores fases da carreira. Além do sucesso do gente boa Zeca de “Éramos Seis”, da Globo , de quebra, o ator está em contagem regressiva para estar no ar em dose dupla com o personagem-título da série “Chacrinha”, que estreia hoje, às 22h17, também na Globo .

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“Viver o Chacrinha foi o maior desafio da minha carreira. É muito difícil, ficava mentalizando, estudando cada frase, desconstruía tudo isso e troquei muito com o Stepan (Nercessian, que vive o Chacrinha na idade mais avançada)”, contou Sterblitch.

Foi como quem não quer não quer nada (mas abocanha tudo), que Edu chegou de mansinho na novela das 18h da Globo – sua estreia em folhetins – e hoje, 91 capítulos depois, o personagem Zeca já é um dos mais queridos do público. “No dia em que a autora Ângela Chaves visitou o estúdio, eu errei todas as cenas e falei que era por causa dela”, confidenciou ele, aos risos.

Furtado na Lapa

Eduardo Sterblitch em cena arrow-options
Eduardo Valentim

Eduardo Sterblitch em cena

Na história, Zeca (Sterblitch) foi passado para trás por Neves (Breno Nina), um antigo amigo que inventou uma falsa sociedade e roubou todo o dinheiro do matuto. Aliás, não é só na ficção que Edu conta que já passou por apertos. “No sábado, fui furtado na Lapa. Estava tirando umas fotos e levaram meu celular. O pior é que a câmera era boazona”, lamenta, com humor. “Agora estou com um bem baratinho. Não vou ficar dando grana para bilionário não”, pretestou.

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Quando questionado sobre a onda de ataques enfrentada pelo grupo Porta dos Fundos, Eduardo é categórico. “A sociedade é muito cristã, mas está distante do ensinamento de Cristo que é amar e servir ao outro independente de quem seja. Nos desacostumamos a dar afeto para o outro. Além do mais, os Estados Unidos têm um monte de obras na Netflix mesmo que poderiam ser consideradas como blasfêmias. É uma obra de ficção. E nós artistas temos que pensar em como tocar a alma e não brigar com as pessoas”, defendeu.

Paternidade

Zeca (Eduardo Sterblitch) arrow-options
Reprodução/TV Globo

Zeca (Eduardo Sterblitch)

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Casado há cinco anos com a atriz Louise D’Tuani, Edu revela que o fato de viver um pai de família aumenta a vontade de aumentar a sua prole. “Claro que mexe. Eu penso nisso mesmo que não queira pensar, algumas vezes por dia, sei lá. Ainda mais com a chegada da filha da Tatá (Werneck) com o Rafa (Vitti) e do filho da Letícia (Colin) com o Michel (Melamed). Mas quando a sociedade impõe algo, eu normalmente vou na contramão dela, se querem que faço algo, eu faço o contrário”, provocou Eduardo Sterblitch .

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A Voz do Brasil faz 85 anos

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O programa de rádio A Voz do Brasil completa 85 anos nesta quarta-feira (22). Idade avançada para pessoas e para instituições no Brasil. Uma frase atribuída a Leonardo da Vinci, que morreu idoso para o seu tempo (aos 67 anos), sentencia que “a vida bem preenchida torna-se longa”.

Em oito décadas e meia, A Voz do Brasil preencheu a vida dos ouvintes com notícias sobre 23 presidentes, em mandatos longínquos ou breves. Cobriu 12 eleições presidenciais, e manteve-se no ar durante a vigência de cinco constituições (1934, 1937, 1946, 1967 e 1988).

programa cobriu a deposição dos presidentes Getúlio Vargas (1945) e João Goulart (1964), o suicídio de Vargas (1954), a redemocratização do país em dois momentos (1946 e 1985), o impeachment e renúncia de Fernando Collor (1992) e o impeachment de Dilma Rousseff (2016).

Além de notícias dos palácios do governo federal, A Voz do Brasil levou aos ouvintes informações sobre a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O programa narrou as conquistas do país em cinco Copas do Mundo e a derrota em duas – a mais traumática em 1950. A Voz registrou a inauguração de Brasília (1960) e cobriu a morte de ídolos como Carmen Miranda (1955) e Ayrton Senna (1994).

Pelo rádio, e pela A Voz do Brasil, muitos brasileiros souberam da invenção da pílula anticoncepcional (1960), da descida do homem na Lua (1969), dos primeiros passos da telefonia móvel (1973), da queda do Muro de Berlim (1989) e da clonagem da ovelha Dolly (1998).

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Vida longa

A longevidade do programa A Voz do Brasil é assunto de interesse de historiadores e pesquisadores da mídia de massa no país. “É curioso como um programa de rádio se torna uma constância em um país de inconstância institucional, jurídica e legislativa”, observa Luiz Artur Ferrareto, autor de dois dos principais livros de radiojornalismo editados no Brasil.

Para Sonia Virginia Moreira, professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a longa duração do programa “tem muito a ver com a própria longevidade do rádio como meio de comunicação. A morte do rádio foi anunciada várias vezes e ele segue como um veículo muito importante no Brasil.”

“Nenhum governo abriu mão dessa ferramenta fantástica. A longevidade vem da percepção que os diferentes governos tiveram que manter essa ferramenta era algo que trazia uma vantagem enorme para o governo do ponto de vista das suas estratégias e para seus objetivos”, acrescenta Henrique Moreira, professor de jornalismo e especialista em história da mídia no Brasil.

Curiosidades sobre A Voz do Brasil 

 A Voz Brasil nem sempre teve como trilha sonora de abertura trecho da ópera O Guarani (1870), de Carlos Gomes. O Hino da Independência (1822), composto por Dom Pedro I, e Aquarela do Brasil (1939), de Ary Barroso, também serviram para marcar o início do programa.

Inauguração da transmissão do programa A Voz do Brasil, Brasília, DF.
Inauguração da transmissão do programa A Voz do Brasil, Brasília, DF. – Arquivo Nacional

A longevidade do programa A Voz do Brasil é assunto de interesse de historiadores e pesquisadores da mídia de massa no país. “É curioso como um programa de rádio se torna uma constância em um país de inconstância institucional, jurídica e legislativa”, observa Luiz Artur Ferrareto, autor de dois dos principais livros de radiojornalismo editados no Brasil.

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Para Sonia Virginia Moreira, professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a longa duração do programa “tem muito a ver com a própria longevidade do rádio como meio de comunicação. A morte do rádio foi anunciada várias vezes e ele segue como um veículo muito importante no Brasil.”

“Nenhum governo abriu mão dessa ferramenta fantástica. A longevidade vem da percepção que os diferentes governos tiveram que manter essa ferramenta era algo que trazia uma vantagem enorme para o governo do ponto de vista das suas estratégias e para seus objetivos”, acrescenta Henrique Moreira, professor de jornalismo e especialista em história da mídia no Brasil.

Curiosidades sobre A Voz do Brasil 

 A Voz Brasil nem sempre teve como trilha sonora de abertura trecho da ópera O Guarani (1870), de Carlos Gomes. O Hino da Independência (1822), composto por Dom Pedro I, e Aquarela do Brasil (1939), de Ary Barroso, também serviram para marcar o início do programa.

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