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Mato Grosso

Protocolo para determinação de morte encefálica é seguro e efetivo

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Todos os pacientes em Mato Grosso que são diagnosticados com morte encefálica passam por uma análise criteriosa da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), por meio da Central Estadual de Transplantes, o que afasta qualquer possibilidade de que um paciente possa retornar à vida.

A verificação de morte encefálica em Mato Grosso segue o estabelecido na Lei nº 9.434 de 1997, que determina que o diagnóstico de morte encefálica é de notificação compulsória, deve ser acompanhado e, sobretudo, validado pelo Estado. A Central Estadual realiza esse serviço independentemente da doação de órgãos – isto é, após a notificação, a verificação do diagnóstico é feito em todo e qualquer caso.

Os critérios para esse diagnóstico são definidos pela Resolução do Conselho Federal de Medicina nº 2.173, de 2017 (confira abaixo quais são os critérios). De acordo com a coordenadora da Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso, Fabiana Molina, somente após cumprida e documentada todas essas etapas é que está confirmado o diagnóstico de morte encefálica.

“A Secretaria de Estado de Saúde atua no sentido de reforçar a seriedade na condução, nos registros e no controle do diagnóstico de morte encefálica, o que garante que todos tenham um diagnóstico de forma inequívoca, conforme estabelecido em Lei”, explica.

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Recentemente, um suposto caso de morte encefálica foi noticiado pela imprensa justamente pelo seu desfecho: a paciente teria retornado à vida. Contudo, diante da repercussão do caso, a equipe da Central Estadual averiguou os fatos, visto que o Estado não recebeu a notificação de morte encefálica por parte da equipe assistencial do hospital que atendia a paciente.

Depois da apuração e supervisão de prontuário médico hospitalar, foi constatado que não houve abertura e registro de protocolo de morte encefálica para a referida paciente.

“A Central Estadual de Transplantes constatou que, na ocasião da admissão da paciente e atendimentos iniciais, a mesma encontrava-se em quadro grave em função dos ferimentos que sofreu; mas ela não preenchia os critérios e pré-requisitos para a abertura de protocolo de morte encefálica”, pontua Fabiana Molina.

Após o esclarecimento do referido caso, a gestora ainda reforça que só podem ser consideradas como morte encefálica aquelas situações notificadas e validadas pela equipe da Central Estadual de Transplantes.

Veja os critérios para a confirmação do diagnóstico é obrigatório a realização mínima dos seguintes procedimentos:

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– Dois exames clínicos que confirmem coma não perceptivo e ausência de função do tronco encefálico. Esses exames clínicos, cada um deles feito por um médico diferente, devem demonstrar de forma inequívoca a existência das seguintes condições: coma não perceptivo, ausência de reatividade supraespinhal manifestada pela ausência dos reflexos fotomotor, córneo-palpebral, oculocefálico, vestíbulo-calórico e de tosse;

– Teste de apneia que confirme ausência de movimentos respiratórios após estimulação máxima dos centros respiratórios. O teste deverá ser realizado uma única vez por um dos médicos responsáveis pelo exame clínico e deverá comprovar ausência de movimentos respiratórios na presença de hipercapnia (PaCO2 superior a 55mmHg);

– Exame complementar que comprove ausência de atividade encefálica. Este exame deve comprovar de forma inequívoca uma das condições: ausência de perfusão sanguínea encefálica, ausência de atividade metabólica encefálica ou ausência de atividade elétrica encefálica. A obtenção de confirmação documental dessas condições deverá ser feita por meio da realização de um dos seguintes exames: Angiografia Cerebral; Eletroencefalograma; Doppler Transcraniano e Cintilografia.

Fonte: GOV MT
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Mato Grosso

Corrida do Bope leva 4.500 atletas às ruas para prática esportiva e de solidariedade

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A Corrida do Bope (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar), cuja 5ª edição aconteceu na manhã deste domingo (16.02), já é a segunda maior corrida de rua do Estado e levou 4.500 atletas às ruas de Cuiabá para uma atividade que vai além da prática esportiva.

Participar desse evento é também um ato de solidariedade, já que a maior parte dos recursos arrecadados vai para o projeto social ‘Judô Bope’, que atende gratuitamente mais de 200 crianças e adultos em uma academia montada nas instalações do batalhão.

A corrida reuniu pessoas que amam correr e que participaram de todas as edições, como dona Maria do Carmo Ferreira, que aos 81 anos esbanja disposição e vitalidade. E também iniciantes, que correram pela primeira vez, como as amigas Andreia Arruda (42) e Adriana Franças (42).

Andreia é mãe de aluno do projeto ‘Judô Bope’, o estudante Inácio Silva, de 14 anos. Tanto ela, como a amiga Adriana, não tem o hábito de correr, porém se empenharam ao ponto de trainarem duas vezes o percurso de fariam, o de 5km. “Gostei demais, a organização estava perfeita, o percurso bom, bem abastecido com água, além de recebermos muito incentivo ao longo do trajeto”, analisa Andreia Arruda.

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Já Oziel de Santana é desses atletas amadores apaixonados por corridas, mas que não pratica com o objetivo de vencer, de subir no pódio e superar o próprio tempo. É do tipo que treina e se doa para que outras pessoas possam cruzar a linha de chegada e se sentirem vitoriosas.

Oziel correu como guia da servidora pública Carla Bussiki, portadora de ataxia cerebelar (doença causada por uma perda da função do cerebelo que leva comprometimento de funções motoras e outras limitações). É a segunda vez que os dois correm junto pelo Bope. Por 5km, ele empurrou Carla em uma cadeira de três rodas própria para competições.

Para Carla Bussiki, ter um guia é uma possibilidade de fazer o que mais gosta, interagir com as pessoas, ter convívio social. Em agradecimento, ela sorri e diz o quanto está feliz por Oziel de Santana ter lhe proporcionado tantos momentos de alegria. “Isso é o bastante”, diz o guia.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Jonildo José de Assis, avalia a Corrida do Bope como exemplo de organização e interação com a sociedade. “Os organizadores estão de parabéns. E nós, da Polícia Militar, temos que agradecer aos colaboradores e patrocinadores que entenderam a proposta e importância social desse evento”, disse.

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Assis avalia que a corrida, assim como outras realizadas pela PMMT e suas unidades da capital e interior já se tornaram tradicionais, ganharam a simpatia e o apoio da população e entraram para circuito de corridas de Mato Grosso. “A Polícia Militar tem de estar próxima da comunidade, as corridas são uma forma de interação e de nos aproximar cada dia mais da população”, completa.

Outros eventos

A próxima corrida da PMMT é a ‘4Bravo Rustic Run’, do 4º Batalhão de Várzea Grande. É de obstáculos, com percurso de 5k, e acontecerá na região do bairro Chapéu do Sol nos dias 21 e 22 de março (infantil e adulto, respectivamente). As inscrições estão abertas e a taxa para participar é R$ 85. As inscrições devem ser feitas no site: http://www.morro-mt.com.br.

Fonte: GOV MT
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