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Política

Projetos intensificam parceria entre ALMT e TCE

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Foto: MAURICIO BARBANT / ALMT

A Assembleia Legislativa e o Tribunal de Contas do Estado – TCE-MT implementarão projetos para intensificar a parceria entre os órgãos de controle do Estado. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (12), durante reunião na Presidência da ALMT, entre os presidentes Eduardo Botelho (DEM) e Guilherme Maluf (TCE).

Para isso, seis projetos estão sendo elaborados, três deles já estão em fase final e devem ser aprovados nas três primeiras sessões do pleno, que retoma o trabalho em Plenário no próximo dia 17. Expectativa é que até julho deste ano sejam colocados em prática.

Na oportunidade, o secretário-geral, auditor do TCE, Flávio Vieira explicou que as medidas estão sendo tomadas para promover maior aproximação entre os órgãos, conforme determina a Constituição Federal, onde a titular do controle externo é a ALMT, exercendo as atividades com auxílio do TCE. 

“É preciso haver canais de diálogos e de aproximação entre as instituições. Dois desses projetos em curso são a criação da unidade de assessoria parlamentar lá no tribunal, que se incumbirá dessa aproximação diária. E a Secretaria de Recursos, o tribunal passa a ter uma unidade técnica à instrução de recursos ordinários em sede de processos de contas que os jurisdicionados encaminham à casa”, destacou. 

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Vieira reforça que o objetivo é soma de esforços para melhoria dos serviços, conforme determinação do presidente Maluf. “O resultado da atuação coordenada, sinérgica vai repercutir na melhoria da gestão dos municípios e estrutura de Mato Grosso, em todos os seus aspectos, de pessoal, de licitações e contratações, obras e de serviços de engenharia. Esse é o objetivo”, afirmou o auditor.

Da mesma forma, Vander da Silveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do TCE, explicou que a entidade defende a relação estreita entre a ALMT e TCE. “O Tribunal de Contas estava muito distante da Assembleia Legislativa. Os projetos dão mais segurança à atuação do Tribunal junto com a Assembleia, para que o legislativo possa exercer adequadamente o controle externo que a legislação lê incumbe e garante”, disse, ao acrescentar que a Secretaria especializada, com auditores experientes, poderá analisar os recursos e, consequentemente, garantirá lisura no processo de contas.

O presidente da ALMT, deputado Eduardo Botelho (DEM), disse que a pauta é necessária para melhorar o relacionamento. Ressalta que a corte pode contribuir muito mais nas ações, especialmente, as de auditagem e fiscalização, como por exemplo direcionar auditoria em obras, além de emendas parlamentares para verificar se estão sendo pagas. 

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“Acho que vamos criar uma relação de trabalho muito melhor com o TCE, e vão auxiliar muito melhor a Assembleia”, afirmou, o presidente Botelho, ao destacar que os técnicos que podem auxiliar, inclusive, as comissões permanentes, CPIs, dentre outras necessidades da ALMT.  
 
 

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Depois de anunciar sanção, Bolsonaro diz que ainda espera MP para oficializar auxílio de R$ 600

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Por Guilherme Mazui, G1 — Brasília

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (2) que vai enviar uma medida provisória para o Congresso antes de publicar a sanção do auxílio de R$ 600 mensais para trabalhadores informais. O auxílio é uma medida para amenizar os efeitos da pandemia de coronavírus na economia.

Bolsonaro disse que sancionou o projeto, aprovado pelo Congresso, nesta quarta (1º). Mas o texto ainda não foi publicado no “Diário Oficial da União”. Por isso, na prática, ainda não está valendo.

De acordo com o presidente, ele quer que a MP garanta a legalidade do gasto extra, já que o auxílio sairá dos cofres do governo. O presidente argumentou que o Congresso tem que avalizar a criação de novas despesas e apontar as fontes de onde sairá o dinheiro.

“Assinei ontem [quarta], estava aguardando outra medida provisória, porque não adianta dar um cheque sem fundo. Tem que ter o crédito também”, afirmou.

Segundo o presidente, a MP deve sair nesta quinta. “Uma canetada minha errada é crime de responsabilidade, dá para vocês entenderem isso? Vocês querem que eu cave minha própria sepultura? Vocês querem que eu cave minha própria sepultura? Não vou dar esse prazer para vocês”, completou o presidente, se dirigindo a jornalistas.

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No entanto, analistas dizem que não é necessária a MP para liberar os pagamentos. Eles afirmam que em momentos de calamidade (o estado de calamidade já foi pedido pelo governo e reconhecido pelo Congresso), gastos extras estão autorizados. Além disso, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu que, na atual situação, os gastos são legais (veja mais abaixo).

Mesmo sem ter oficializado a sanção e a MP, Bolsonaro disse que o operação para pagar o benefício está a “todo o vapor”, com previsão de início dos repasses na próxima semana.

“Está a todo o vapor, semana que vem começa a pagar”, afirmou o presidente.

Segundo o governo, o auxílio de R$ 600, que será pago por três meses, beneficiará 54 milhões de pessoas com um custo de R$ 98 bilhões. A MP que o presidente precisa publicar no ‘Diário Oficial’ deverá abrir o crédito extraordinário destes R$ 98 bilhões.

O que dizem os especialistas

O economista e professor do IDP José Roberto Afonso, um dos idealizadores da LRF, também entende que o governo não precisa de PEC para começar a efetuar os pagamentos.

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“Não falta o recurso, o recurso tem que sair da dívida pública. Não falta autorização, o Congresso já aprovou calamidade pública em todo território nacional. Eu acho que não falta boa disposição de governadores, prefeitos, que inclusive estão fazendo o que o governo federal devia estar fazendo”, afirmou.

“O Congresso aprovou tudo que foi pedido ao Congresso. O Supremo aprovou tudo que foi pedido a ele. O que não pode é a cada momento ficar querendo aparecer novas dúvidas, novas questões e isso justificar você não agir”, completou.

Para Felipe Salto, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente, entidade ligada ao Senado, o pagamento pode ser viabilizado por medida provisória. Por isso, segundo ele, cabe ao governo tomar a iniciativa.

“O pagamento do auxílio de R$ 600, ele independe de aprovação de PEC. Ele pode ser viabilizado de imediato a partir de uma edição de uma MP, um ato do Poder Executivo, então a bola está na mão do presidente da República, para que esse gasto seja feito o mais rápido possível”, afirmou.

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