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Agricultura

Projeto da Empaer para cultivo de gergelim exporta produção para o Japão

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A produtividade média está em torno de 3 mil quilos de gergelim por família, gerando uma renda de mais de R$ 16 mil

Começou a colheita do gergelim cultivado em sistema agroecológico, no assentamento rural Guatapará, no município de Canarana (823 km ao Leste de Cuiabá). Numa área de 23 hectares a previsão é colher 40 toneladas dos grãos, que serão exportadas para o Japão.

O cultivo é realizado por 13 agricultores familiares e a produtividade média está em torno de 3 mil quilos de gergelim por família, gerando uma renda de mais de R$ 16 mil. O técnico agropecuário da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Gildomar Avrella, explica que a colheita dos grãos é feita de forma manual.

Cada família plantou entre um e dois hectares. O ciclo da cultura é de 120 dias. Segundo Gildomar, a colheita feita manualmente e em sistema de mutirões evita perdas dos grãos, diferente da colheita mecanizada.

A forma manual é realizada por etapas, corte das plantas, secagem em terreiro, trilha e limpeza da semente, embalagem e armazenamento. “Após a colheita, as plantas ficam separadas para secar por um período de 30 dias. O fruto do gergelim é uma cápsula que se abre com a secagem liberando as sementes”, explica.

Esse é um projeto que foi elaborado pelos técnicos da Empaer com o objetivo de incentivar a comercialização de produtos da agricultura familiar com a parceria de empresas privadas. Avrella conta que antes de apresentar a proposta para os agricultores familiares, conseguiu o mercado para comercializar a produção com uma empresa exportadora, localizada no Estado de São Paulo.

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É a primeira venda e, devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o Japão vai comprar a metade, ou seja, 20 toneladas de gergelim cultivado em sistema agroecológico, e o excedente será absorvido pelo mercado interno.

Gildomar Avrella | Empaer

Projeto elaborado pelos técnicos da Empaer com o objetivo de incentivar a comercialização de produtos da agricultura familiar

O preço de venda do gergelim será definido conforme o valor do quilo no mercado no dia da venda, acrescido de mais 40% com o preço mínimo de R$ 4 por quilo. Ele enfatiza que se a cotação no mercado estiver em R$ 3,50 o quilo, o agricultor familiar receberá pela venda o valor de R$ 4 mais 40%.

Para ser classificado como gergelim agroecológico não pode apresentar incidência de pesticidas. Antes de embarcar a matéria prima, o exportador fará uma análise dos grãos.

O técnico da Empaer destaca que cada agricultor vai colher, em média três mil quilos de gergelim, gerando uma renda, pelo preço mínimo, de mais de R$ 16 mil, com custo baixo, já que o trabalho é executado pela família.

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“Tudo isso em apenas quatro meses de cultivo. E a renda pode ser ainda maior nos próximos anos, já que os agricultores têm mercado garantido no Japão para até 100 toneladas de gergelim”, esclarece.

Além de aumentar a área do cultivo do fruto do gergelim, a Empaer está trabalhando para a implantação de outras culturas no assentamento, como a crotalária, feijão, amendoim e algodão colorido.  O cultivo também será realizado no conceito agroecológico e cada produtor vai utilizar uma área de cinco hectares para o plantio. Conforme Gildomar, a ideia é gerar renda e fazer com que o agricultor permaneça na sua propriedade rural.

Gildomar Avrella | Empaer

A colheita é manual e em sistema de mutirões evita perdas dos grãos

Capital do Gergelim 

O município de Canarana é responsável por 90% da produção nacional de gergelim e nesta safra foram plantados 85 mil hectares. Considerado a capital do gergelim, o grão se tornou uma alternativa para os produtores para a segunda safra após o cultivo da soja, com uma produtividade média de 400 quilos por hectare. A produção chega a 40 mil toneladas, e a maior parte da produção é utilizada para extração de óleo.

 

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Agricultura

Portaria libera uso de agrotóxicos para combater nuvem de gafanhotos

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O Ministério da Agricultura autorizou, em caráter emergencial, o uso de determinados agrotóxicos para o controle da praga de gafanhotos que ameaça as colheitas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Pela portaria publicada nesta terça-feira (30), o uso de inseticidas biológicos, à base de fungos e bactérias, e outros produtos podem ser usados no caso de surto comprovado da praga de gafanhotos. Entre os princípios ativos autorizados em caráter temporário, estão o acefato ou organofosforato, a cipermetrina, deltametrina, melationa, entre outros.

Os responsáveis pelo registro dos produtos ficam desobrigados de modificar a bula para o uso desses inseticidas. A portaria do Ministério da Agricultura ainda determina que o plano para o controle da praga deve ser estabelecido pelo Órgão de Defesa Agropecuária de cada estado a partir de procedimentos gerais determinados pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério.

 

Os órgãos estaduais devem apresentar ainda a instância federal do setor relatórios trimestrais com todas as ações realizadas durante o período emergencial, incluindo a quantidade de agrotóxico usado nas plantações.

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