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Projeções apontam para aumento de casos de Covid-19 e internações em Cuiabá

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Ao participar de reunião da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), esta semana, o prefeito Emanuel Pinheiro recebeu a projeção de que ainda terá no Brasil, cerca de seis semanas de pico da pandemia, com aumento considerável de casos e consequente aumento internações e de óbitos. Em Cuiabá, a Vigilância Epidemiológica confirma a projeção de aumento da demanda por leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) que, até a noite de 19 de março, estava com 148 pessoas na fila de espera, bem como de internações e mortes.

 

A respeito da projeção de casos de Covid-19 para residentes em Cuiabá, o Informe Epidemiológico nº 10, por meio de modelos matemáticos que consideram a proporção de infectados e o número acumulados de casos, apontou, no último dia 16, aumento em torno de 4,19%, superior ao observado na semana epidemiológica anterior, que foi de 4,04%.

O estudo apontou que neste sábado (20), Cuiabá atingiria a marca de 61.149 casos confirmados. A projeção se concretizou com um dia de antecedência, com 61.382 casos confirmados na sexta-feira (19), mesmo com a população da Capital e de todo o estado de Mato Grosso convivendo com medidas restritivas, instituídas por decretos, visando conter a propagação do coronavírus.

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Para impedir o agravamento da situação, a Prefeitura de Cuiabá, através da Secretaria Municipal de Saúde tem tomado, desde o início da pandemia, diversas medidas. No início do mês, a quantidade de leitos de UTI subiu de 135 para 155, com a abertura de 20 leitos no Hospital São Benedito, que também passou a contar com 40 leitos de enfermaria e se transformou em unidade exclusiva para atendimento de casos graves da covid-19.

Também houve a reorganização do fluxo das unidades de atenção secundária (UPAs e Policlínicas), com a instalação de tendas para triagem dos pacientes, que são separados entre os que tem sintomas gripais dos que apresentam outros tipos de enfermidades. Além disso, as UPAs Sul e Norte (localizadas, respectivamente, nos bairros Pascoal Ramos e Verdão) e a Policlínica do Verdão estão estabelecidas como referência para covid-19.

“A gestão Emanuel Pinheiro está fazendo o máximo possível pra gente conseguir lutar pela vida da população e fazer um SUS mais humano, mais resolutivo. A rede particular fechou as portas. Municípios vizinhos também já estão fechando portas e a gente está aqui na luta. Hoje quem está segurando os 141 municípios do estado é Cuiabá. O SUS Cuiabá que hoje ainda segura as pontas o máximo possível! E é por isso que a gente pede a consciência de cada um”, afirma.

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População precisa ficar alerta

O Informe Epidemiológico nº 10/2021 destaca que não há evidências científicas de que as pessoas que se recuperaram da covid-19 e tenham adquirido anticorpos estejam protegidas contra uma segunda infecção. Isso porque ainda não se sabe qual o nível de proteção ou quanto tempo vai durar. Por isso, a medida mais eficaz de prevenção é manter as medidas de prevenção, como manter o isolamento social, lavar as mãos constantemente ou usar álcool 70%, usar máscara facial da forma correta e manter a higiene das superfícies com que tiver contato.

 

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AL e polícia civil já investigam denúncias de maus tratos e negligência em hospital de Cuiabá

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Além da Polícia Civil que já abriu investigação contra o Hospital São Judas Tadeu para averiguar denúncias de negligência e maus-tratos contra pacientes, a Câmara Municipal de Cuiabá também vai apurar a situação diante da gravidade dos relatos feitos pela técnica de enfermagem, Amanda Delmondes Benício. Até o momento, os casos de quatro pacientes já são de conhecimento público.

Na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Elizeu Nascimento (PSL) apresentou requerimento, na sessão do dia 5 de abril, para que a técnica de enfermagem compareça ao Legislativo Estadual para esclarecer as graves denúncias feitas por ela num boletim de ocorrência na Polícia Civil e também em entrevistas para a imprensa. Depois que a profissional de saúde, que trabalhou durante 50 dias no hospital particular, denunciou o caso na Polícia Civil e na imprensa, familiares de alguns pacientes também estão registrando ocorrências policiais e buscando veículos de comunicação para relatar situações semelhantes.

A delegada Luciani Barros Pereira de Lima conduz a investigação preliminar instaurada pela Delegacia da Capital, situada no bairro Planalto. Ela ouviu a técnica de enfermagem no dia 7 de abril e garante que todas as denúncias feitas pela profissional serão apuradas.

Segundo informações, a Polícia Civil já teria conhecimento de pelo menos sete boletins de ocorrência registrados por familiares de pacientes vítimas de maus-tratos no Hospital São Judas Tadeu. Dentre os pacientes que passaram pelo hospital no período em que Amanda Delmontes ainda trabalhava no local, e que segundo ela, sofreram maus-tratos e foram negligenciados, estão o major da Polícia Militar, Thiago Martins de Souza, de 34 anos, que morreu em decorrência de complicações da Covid-19, na madrugada do dia 3 e o professor Toshio Doi, de 68 anos, que faleceu na madrugada do dia 10.

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A técnica de enfermagem Amanda Delmondes afirmou que o professor Toshio Doi foi outra vítima de maus-tratos até ela intervir na situação. “No caso do senhor Toshio, tem a câmera, eu deixei a porta aberta e falei: vocês não vão deixar ele morrer não. Ele caiu da cama, eu fiz uma conchinha nele com lençol, a moça que recolhe sangue falou que vocês não podem fazer isso, ele não tem uma gase, mas eu vou tirar a gaze dele. Ela foi na sala do médico que só mandou levar. Pegou uma maca sem colchão, sem nada, eu ainda coloquei um travesseiro para que a cabeça dele não batesse. Ele estava roxo desfalecendo. O fisio falou que ele estava com a nova bactéria e nada poderia ser feito. Eu falei: pode sim”, contou ela.

Em nota, o presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Juca do Guaraná Filho (MDB), confirmou que a Casa vai apurar as denúncias. Ele solicitou ao presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social, o vereador Dr. Luiz Fernando (Republicanos), para apurar denúncia de suposto maus-tratos que o servidor Toshio Doi e outros pacientes teriam sofrido bem como as demais denúncias feitas contra o hospital.

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DIÁRIAS DE ATÉ R$ 10 MIL 

Em entrevista à TV Cidade Verde, uma mulher que tinha familiar internado do no Hospital São Judas Tadeu, relatou que além de pagar R$ 10 mil na diária, ainda era preciso pagar medicamentos à parte se houvesse necessidade de inclusão no tratamento. Além, disso segundo ela, era cobrado mais R$ 150 por dia somente para alimentação do paciente.

Além da PC, Assembleia e Câmara de Cuiabá, o Conselho Regional de Medicina e também de Enfermagem apuram as denúncias. O hospital segue funcionando normalmente.

por: Folha Max

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