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Mato Grosso

Professores e demais funcionários de escolas terão que ser capacitados para prestar primeiros socorros

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Projeto do deputado Paulo Araújo prevê a obrigatoriedade da capacitação nas escolas da rede pública e particular.

Professores, funcionários, motoristas de ônibus e vans que possuem contato direto com alunos e crianças das escolas da Rede Pública e Privada de ensino poderão ser obrigados a receber cursos de capacitados em primeiros socorros. É o que prevê o Projeto de Lei (PL) apresentado pelo deputado estadual Paulo Araújo (PP) na sessão vespertina da última quarta-feira (27), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

“O treinamento em primeiros socorros tem como objetivo: capacitar os professores e os funcionários de toda rede pública e particular de ensino de Mato Grosso para, exercerem as técnicas de primeiros socorros e estarem preparados para qualquer emergência que exija atendimento imediato às vítimas no âmbito escolar ou instituições de ensino do estado”, explicou o parlamentar.

O texto do PL define que os cursos de primeiros socorros, depois de ofertados, terão a validade de cinco anos, tanto para capacitação, quanto para reciclagem dos profissionais já capacitados. O objetivo do treinamento é possibilitar que os professores e demais funcionários consigam agir em situações emergenciais enquanto a assistência médica especializada não for proporcionada.

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Os cursos de primeiros socorros serão ministrados por entidades e instituições especializadas em primeiros socorros no estado, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso. A certificação dos profissionais deverá ainda ser exposta em local visível nos locais de ensino e recreação.

Ainda de acordo com o Projeto, as instituições educacionais deverão dispor de kits de primeiros socorros, conforme orientação das entidades especializadas em atendimento emergencial.

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Mato Grosso

Secretaria de Saúde promove Encontro estadual de cuidado integral em hanseníase

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) iniciou nesta quarta-feira (29.01) a agenda de capacitação para profissionais da saúde estadual e municipal com a realização do Encontro estadual de cuidado integral em hanseníase, que será concluído no dia 30. O evento ocorre no auditório da Controladoria Geral do Estado, somente no período da manhã, das 8 às 12 horas.

A agenda da SES-MT marca o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, que é reconhecido mundialmente e comemorado sempre no  último domingo do mês de janeiro, conhecido como Janeiro Roxo. A programação prevê extensa agenda que vai  até o mês de novembro, em continuidade à rotina de capacitações iniciadas no ano de 2019 até contemplar todas as 16 Regionais de Saúde, sendo que em fevereiro serão capacitados profissionais que trabalham nos municípios da baixada cuiabana.

Segundo informou a coordenadora de atenção às doenças crônicas da SES-MT, Ana Carolina Machado Landgraf, essas capacitações contam com o apoio financeiro do Instituto Aliança Contra a Hanseníase, com sede em Curitiba.

Ainda de acordo com Landgraf a meta de ações da SES-MT para este ano é a prevenção por meio do diagnóstico precoce e de busca ativa dos contatos de pessoas  acometidas pela doença, detecção precoce das alterações neurais que implicam em incapacidades físicas, além do combate ao preconceito social que é uma forte barreira para o controle e a identificação precoce.

“Hanseníase acomete os nervos, precisa enfatizar os cuidados, identificar sinais de alerta e encaminhar o paciente para a unidade de saúde mais próxima. Está envolvido nesse processo de capacitação o CERMAC, a Vigilância Epidemiológica, o Ministério da Saúde,  Conselho Regional de Fisioterapia e Fisioterapeuta (Crefito nove),  o Hospital Universitário Júlio Müller, entre outros parceiros importantes”, destacou.

O governo do Estado lançou em janeiro a campanha publicitária nos meios de comunicação sobre a hanseníase, com o objetivo de alertar a população em geral para os sintomas, prevenção e tratamento pelo SUS – Sistema Único de Saúde.

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A coordenadora ressaltou que apesar da hanseníase ainda ser muito comum, transmitida por meio de uma bactéria, tem tratamento e existe a cura, ofertados pelo Sistema Único de Saúde, portanto não falta medicamento na rede pública e não há mais porque ter o receio e o medo em buscar o tratamento.

Para o enfermeiro da rede municipal de Saúde de Santo Antônio de Leverger, Tefferson Lucas, a capacitação vai contribuir para melhorar o trabalho de busca ativa dos contatos de pessoas com a doença naquele município.

De acordo com dados oficiais do município, no período de 2017 a 2019 foram detectados 240 casos de hanseníase, considerados um alerta endêmico em comparação ao total de habitantes que é de pouco mais de 18 mil pessoas.

“Registramos casos de pessoas com idade de quatro anos, jovens e idosos com hanseníase, sendo a maioria moradora da área urbana e com condições de moradia e de saneamento básico precário; fatores que contribuem para o surgimento da doença” destacaram.

Segundo Ingrid Farina da Silva, presidente do Crefito nove de Mato Grosso, a prevenção é fundamental para evitar o comprometimento dos nervos (mãos e pés), a fraqueza nos nervos, e a incapacidade física, inclusive, para o trabalho. Avaliação neurológica ajuda a identificar precocemente a doença e possibilita dar início ao tratamento com medicamento e com seções de fisioterapia.

Letícia Rosseto da Silva Cavalcante, médica infectologista do HUJM, informou que o desenvolvimento da doença é muito lento, pode levar até 15 anos para acontecer. Os sintomas são discretos, como perda de sensibilidade tátil, manchas, fraqueza nos nervos periféricos (mãos e pés), formigamentos, 95% dos casos consegue a cura, o tratamento é 100% eficaz e sem sequelas, se detectada precocemente.

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A médica esclareceu ainda que a hanseníase não é altamente contagiosa, 10% da população pode ter a doença, e a partir do início do tratamento a doença deixa de ser transmissível.

Dados da hanseníase

O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking de casos de hanseníase no mundo, em primeiro lugar está Índia. O Estado de Mato Grosso ainda é considerado hiperendêmico e se destaca por detectar novos casos com a intensificação do trabalho de busca ativa e preventiva e de exames dos contatos de pessoas portadoras da doença.

De acordo com a equipe técnica do Programa Estadual de Combate à Hanseníase da SES-MT, 85% dos contatos (familiares, vizinhos, amigos e colegas de trabalho) são examinados pela rede pública de saúde.

Dados parciais do ano de 2019 indicam a descoberta, por meio dessas ações, de 5.433 novos casos da doença; atualmente estão em tratamento em todo o Estado 6.639 pacientes. O índice de abandono de tratamento é de 7% e o percentual de cura chega a 79.1%.

A técnica do programa, Rejane Conde explicou que os dados totais de 2019 serão fechados somente no mês de março deste ano, portanto, podem ocorrer alterações. Ela destaca o trabalho do grupo de autocuidado nos municípios para a promoção da ressocialização do paciente após o tratamento.

“A hanseníase é uma questão de saúde pública e que precisa de atenção especial na rede municipal de saúde dos municípios, que é por onde começa o diagnóstico e o tratamento da doença. O acolhimento do paciente é fundamental para elevarmos o índice de cura e para atingirmos a colocação de Estado livre da hanseníase”, ressaltou.

Fonte: GOV MT
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