conecte-se conosco


Agricultura

Produção de pequi gera renda para agricultores familiares

Publicado

Mesmo com uma queda de quase 30% na colheita do pequi em comparação com o ano de 2017, os produtores do município de Ribeirão Cascalheira (900 km a Leste de Cuiabá) têm a expectativa de colher até o início do mês de dezembro em torno de 650 toneladas do fruto. O técnico agropecuário da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Carlos Alberto Quintino, fala que o fruto do cerrado, pode gerar uma renda de R$ 650 mil para o município este ano.

Conforme Quintino, o município possui uma área de aproximadamente 300 hectares com o cultivo do pequi, sendo 80% de árvores nativas e outros 20% plantados pelos produtores. Atuam no plantio uma média de 80 produtores rurais, sendo que alguns estão cultivando novas mudas para serem utilizadas também no reflorestamento de áreas degradadas e recuperação de Áreas de Proteção Permanente (APP).

Em 2017, os produtores comercializaram mais de 900 toneladas do fruto. No início da safra deste ano, ou seja, no mês de outubro, uma caixa com 25 quilos estava sendo vendida a R$ 25,00. E agora pode custar em torno de R$ 20,00 a caixa. Segundo Carlos, os compradores alugam barracões na cidade e compram diariamente a produção dos produtores rurais. Os destinos de grande parte da produção estão sendo encaminhados para Cuiabá, Rondonópolis, Goiás e Pará.

Os produtores rurais Luzia Souza da Silva e Domingos Ribeiro da Silva, proprietários do Sítio Ouro Verde, localizado no assentamento Cancela, possuem uma área de 53 hectares de terra, sendo sete hectares com pequi nativo, o que significa em torno de 300 árvores produzindo todo ano. A produtora Luzia conta que há mais de 10 anos a família resolveu cuidar das árvores que geram lucro. Ela explica que este ano vão comercializar apenas 100 caixas do fruto, devido a um incêndio que ocorreu na propriedade.

Leia mais:  Safra pode repetir recorde com 238,4 milhões de toneladas

No Sítio Ouro Verde o pequi é vendido descascado e congelado, e uma dúzia do produto pode custar até R$ 10,00. Nessa fase intermediária da safra, os produtores estão vendendo a dúzia do pequi descascado por R$ 4,00. “Na região o fruto é considerado muito bom, carnudo, grande e com uma coloração amarelada forte e com um sabor muito gostoso”, destaca a produtora.

No Sítio São Francisco, localizado na Comunidade Piabanha, o produtor rural Francisco Silveira da Silva pretende colher em torno de 250 caixas, mais de seis mil quilos de pequi e pode ter um lucro de R$ 5 mil com o preço de R$ 20,00 a caixa. Francisco fala que no ano passado colheu 500 caixas, o dobro deste ano. Numa área de 51 hectares, existem mais de 150 árvores de pequi nativo. O produtor comenta que já tentou plantar algumas mudas de pequi e não teve muito sucesso, mesmo assim, está testando novas mudas.

A atividade principal no Sítio é a bovinocultura de leite, onde diariamente ele e a sua esposa Edna Maria Silva produzem queijo tipo frescal para comercializar na cidade. “Com relação a produção do pequi, tem ano que não produz nada e em outros a colheita é farta e produz bons lucros para a maioria dos produtores da região”, esclarece Francisco.

Leia mais:  Arábia Saudita vai importar do Brasil material genético bovino e avícola.

Durante o ano, os produtores rurais Maria Detiva da Costa e Luiz Augusto Toledo, produzem farinha de mandioca, na Chácara Encontro Sonhado, no assentamento Cancela. A média de produção chega a 210 quilos por semana. Nos meses de novembro a dezembro, a expectativa é a venda do pequi. Na propriedade existem 80 árvores de pequi, sendo todas nativas. A produtora Maria ressalta que vão colher apenas 30 caixas, uma média de 750 quilos de pequi, o que pode render até R$ 750,00.

O técnico agrícola da Empaer, Carlos Alberto, destaca que o pequi (Caryocar brasiliense) é um produto extrativista e uma alternativa econômica para muitos agricultores familiares da região. Normalmente uma árvore de pequi produz em média dois mil frutos por colheita, e começa a produzir no quinto ano após o plantio. “Mesmo com a falta de chuva no período da floração do pequi (junho), na colheita que começou em outubro, o fruto saiu vigoroso e pronto para ser consumido”, destaca.

Comentários Facebook
publicidade

Agricultura

PNUD e Governo abrem oportunidade de consultoria na área de agricultura familiar

Publicado

por

O objetivo da consultoria é a construção do Sistema Estadual Integrado da Agricultura Familiar (SEIAF MT)

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), órgão da Organização das Nações Unidas (ONU), e o Governo de Mato Grosso, no âmbito do projeto Parceria para Economia Verde em Mato Grosso (PEV-MT/PAGE), lançaram o processo de seleção para contratação de consultor visando à construção de proposta metodológica para o desenvolvimento, implementação e operacionalização do Sistema Estadual Integrado da Agricultura Familiar (SEIAF MT). O prazo final para o envio das propostas é nessa sexta-feira, 14/12, e o edital pode ser acessado pelo link http://www.br.undp.org/content/brazil/pt/home/operations/jobs.html.

O SEIAF MT é um proposta contida no Plano Estadual da Agricultura Familiar – PEAF MT (http://www.seaf.mt.gov.br/PEAF) para implementação da Política Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável da Agricultura Familiar (Lei Estadual nº 10.516 de 2017) e do próprio Plano por meio da integração de instâncias governamentais e não governamentais, municipais, estaduais e federais, que tenham atuação com a agricultura familiar de Mato Grosso.

O SEIAF MT proposto é um Sistema Estadual inédito no Brasil, assim como existe em âmbito federal o Sistema Único de Saúde (SUS), Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN), por exemplo. Um sistema no sentido colocado é um conjunto de elementos que se interligam com vistas ao cumprimento de um fim, nesse caso, a implementação de uma política pública.

Leia mais:  Governo investe quase R$ 39 milhões na agricultura familiar do Estado

Na prática, o SEIAF MT será instituído por meio de um Decreto Governamental e operacionalizado via portarias emitidas pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários (SEAF) que o coordenará. Para que o Sistema seja implementado, há necessidade de apoio de consultoria para definir seus componentes e atribuições, o funcionamento e operacionalização (protocolos, manuais operativos, fluxos de gestão), e a forma de adesão dos municípios ao Sistema, incluindo a orientação para a adesão e estruturação dos elementos municipais necessários para tal.

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

Mato Grosso

Entretenimento

Esportes

Mais Lidas da Semana