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Polícia

Presos denunciam torturas físicas e psicológicas na Penitenciária Central do Estado

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Denúncias de torturas físicas e psicológicas, proibição de visitas e acesso a cigarros aos cerca de 430 presos do recém inaugurado raio 6 da Penitenciária Central do Estado (PCE) tornou o espaço um barril de pólvora. Em uma inspeção surpresa, o magistrado Geraldo Fidelis, responsável pela Vara das Execuções Penais da Capital, e o advogado Flávio Ferreira, presidente da Comissão de Direitos Humanos da seccional de Mato Grosso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT), permaneceram cerca de 5 horas no raio ouvindo os presos, recolhendo suas cartas, que deverão integrar um dossiê a ser elaborado e encaminhado ao Judiciário e à Secretaria de Segurança Pública (Sesp) no mês de janeiro.

 

Nas cartas, que o Jornal A Gazeta teve acesso com exclusividade, aparecem denúncias sobre aspectos estruturais, como racionamento de água, que além de pouca é servida quente. Reclamações sobre a qualidade da comida e a recente proibição de uso de cigarro. Os presos apontam ainda o custo altíssimo dos produtos vendidos a eles pelo mercado que funciona dentro da unidade, sob a coordenação do próprio sistema prisional. Entre os preços abusivos citam o valor de um balde plástico que lá dentro custa R$ 100, enquanto do lado de fora da prisão, não chega a R$ 10.

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Outro apenado afirma que a família foi proibida de entregar os remédios que precisa, para tratamento de sequelas de ferimentos por tiros. A questão da falta de atendimento médico e odontológico adequado é apontada em mais de uma carta. Os presos denunciam ainda o preconceito em relação à liberdade religiosa, afirmando que os que se declaram evangélicos (são da igreja) têm privilégios em relação aos demais.

 

A suspensão da visita de familiares, desde o início da pandemia do coronavirus, em março deste ano, segundo os presos, fez com que muitos deles perdessem suas esposas. Reclamam ainda do pouco tempo que têm para as videochamadas com familiares.

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Polícia

Delegados de Mato Grosso ganham o maior salário do Brasil

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Um levantamento realizado pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) mostrou que os delegados de Mato Grosso são os que ganham o maior salário da categoria no país. O salário mensal de um delegado da Polícia Civil no estado é de R$ 24,5 mil.

Enquanto o salário dos delegados de Mato Grosso é o maior do país, o vencimento de escrivães e investigadores – as outras carreiras da Polícia Civil-, está bem longe do primeiro lugar.

Para os escrivães, profissionais responsáveis pelo registro de ocorrências e pela documentação das investigações, o salário é de R$ 5,5 mil, o 11º no ranking brasileiro.

Já para os investigadores, policiais que coletam provas sobre os crimes, localizam e interrogam suspeitos e mantém a segurança dos locais de investigação, o vencimento inicial é de R$ 5,5 mil, o 9º maior na comparação com o mesmo cargo em outros estados.

Dados da Polícia Civil mostram que no quarto trimestre de 2020 havia 400 cargos para delegados, porém, 158 estavam vagos. Já para escrivão de polícia, são 1,2 mil vagas, mas só 2.056 ocupados. E para investigador são 4 mil vagas, com 1.944 cargos vagos.

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Por ser uma carreira típica de Estado, ou seja, que não podem ser substituída por profissional contratado, os cargos da Polícia Civil só podem ser ocupados através de concurso público. No entanto, para conseguir benefícios com o governo federal durante a crise, o Estado se comprometeu a não criar novos gastos até 2022, o que incluem os concursos.

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