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Presença de Kevin Spacey em “House of Cards” é sentida no 6º ano, diz produtor

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Em entrevista para o site Variety
, o escritor
Frank Pugliese fala sobre a última temporada
e presença de Kevin Spacey em “House of Cards” nos episódios mesmo após ser demitido da série por acusações de assédio sexual. 

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Kevin Spacey em “House of Cards”
Divulgação/Netflix

Kevin Spacey em “House of Cards”

A presença de Kevin Spacey em “House of Cards”
está sendo sentida mesmo após o escândalo de assédio sexual. Naquele momento, os roteiros dos episódios da sexta temporada já estavam prontos e os escritores tiveram que reescrever todas as cenas.

“Não importa o que acontecesse, nós íamos explorar Claire como presidente nesta temporada. Então, sim, Frank Underwood (Kevin Spacey), estivesse em cena ou não, seria parte dessa história. A presença dele é sentida, porque precisa ser sentida. Não havia como evitar isso”, disse Pugliese.

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O escritor da série ainda falou sobre o futuro dos personagens: “No ano passado, que terminou com Claire se tornando presidente, já sabíamos que a nossa trama seria sobre quem são os verdadeiros donos da Casa Branca. São os presidentes ou as pessoas por trás deles? Frank renunciou e deixou Claire no seu lugar porque achou que, assim, ele seria o dono da Casa Branca. De certa forma, tirar Frank de cena nos deu a oportunidade de analisar os personagens que tentaram ocupar o seu lugar”, continuou o escritor.

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Kevin Spacey em “House of Cards” 


Kevin Spacey em “House of Cards”
Divulgação

Kevin Spacey em “House of Cards”

Os teasers da última temporada da série mostram a saída de Spacey e revelam que seu personagem morreu no intervalo entre as temporadas. Também mostra Claire como presidente e cercada por novos personagens.

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“É claro que, no meio destes novos personagens querendo o poder, a presença de Frank seria sentida. Eu acho que seria impossível ignorar o fantasma de Frank e a forma como cada personagem lida com o que aconteceu com ele”, disse Gibson, outro autor da série. A presença de Kevin Spacey em “House of Cards”
poderá ser conferida na estreia da sexta temporada da produção nesta sexta-feira (2) Netflix.

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A Voz do Brasil faz 85 anos

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O programa de rádio A Voz do Brasil completa 85 anos nesta quarta-feira (22). Idade avançada para pessoas e para instituições no Brasil. Uma frase atribuída a Leonardo da Vinci, que morreu idoso para o seu tempo (aos 67 anos), sentencia que “a vida bem preenchida torna-se longa”.

Em oito décadas e meia, A Voz do Brasil preencheu a vida dos ouvintes com notícias sobre 23 presidentes, em mandatos longínquos ou breves. Cobriu 12 eleições presidenciais, e manteve-se no ar durante a vigência de cinco constituições (1934, 1937, 1946, 1967 e 1988).

programa cobriu a deposição dos presidentes Getúlio Vargas (1945) e João Goulart (1964), o suicídio de Vargas (1954), a redemocratização do país em dois momentos (1946 e 1985), o impeachment e renúncia de Fernando Collor (1992) e o impeachment de Dilma Rousseff (2016).

Além de notícias dos palácios do governo federal, A Voz do Brasil levou aos ouvintes informações sobre a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O programa narrou as conquistas do país em cinco Copas do Mundo e a derrota em duas – a mais traumática em 1950. A Voz registrou a inauguração de Brasília (1960) e cobriu a morte de ídolos como Carmen Miranda (1955) e Ayrton Senna (1994).

Pelo rádio, e pela A Voz do Brasil, muitos brasileiros souberam da invenção da pílula anticoncepcional (1960), da descida do homem na Lua (1969), dos primeiros passos da telefonia móvel (1973), da queda do Muro de Berlim (1989) e da clonagem da ovelha Dolly (1998).

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Vida longa

A longevidade do programa A Voz do Brasil é assunto de interesse de historiadores e pesquisadores da mídia de massa no país. “É curioso como um programa de rádio se torna uma constância em um país de inconstância institucional, jurídica e legislativa”, observa Luiz Artur Ferrareto, autor de dois dos principais livros de radiojornalismo editados no Brasil.

Para Sonia Virginia Moreira, professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a longa duração do programa “tem muito a ver com a própria longevidade do rádio como meio de comunicação. A morte do rádio foi anunciada várias vezes e ele segue como um veículo muito importante no Brasil.”

“Nenhum governo abriu mão dessa ferramenta fantástica. A longevidade vem da percepção que os diferentes governos tiveram que manter essa ferramenta era algo que trazia uma vantagem enorme para o governo do ponto de vista das suas estratégias e para seus objetivos”, acrescenta Henrique Moreira, professor de jornalismo e especialista em história da mídia no Brasil.

Curiosidades sobre A Voz do Brasil 

 A Voz Brasil nem sempre teve como trilha sonora de abertura trecho da ópera O Guarani (1870), de Carlos Gomes. O Hino da Independência (1822), composto por Dom Pedro I, e Aquarela do Brasil (1939), de Ary Barroso, também serviram para marcar o início do programa.

Inauguração da transmissão do programa A Voz do Brasil, Brasília, DF.
Inauguração da transmissão do programa A Voz do Brasil, Brasília, DF. – Arquivo Nacional

A longevidade do programa A Voz do Brasil é assunto de interesse de historiadores e pesquisadores da mídia de massa no país. “É curioso como um programa de rádio se torna uma constância em um país de inconstância institucional, jurídica e legislativa”, observa Luiz Artur Ferrareto, autor de dois dos principais livros de radiojornalismo editados no Brasil.

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Para Sonia Virginia Moreira, professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a longa duração do programa “tem muito a ver com a própria longevidade do rádio como meio de comunicação. A morte do rádio foi anunciada várias vezes e ele segue como um veículo muito importante no Brasil.”

“Nenhum governo abriu mão dessa ferramenta fantástica. A longevidade vem da percepção que os diferentes governos tiveram que manter essa ferramenta era algo que trazia uma vantagem enorme para o governo do ponto de vista das suas estratégias e para seus objetivos”, acrescenta Henrique Moreira, professor de jornalismo e especialista em história da mídia no Brasil.

Curiosidades sobre A Voz do Brasil 

 A Voz Brasil nem sempre teve como trilha sonora de abertura trecho da ópera O Guarani (1870), de Carlos Gomes. O Hino da Independência (1822), composto por Dom Pedro I, e Aquarela do Brasil (1939), de Ary Barroso, também serviram para marcar o início do programa.

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