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Política

Prefeitura de Cuiabá atinge 77% das metas estabelecidas no PDI em 2019

Publicado

Luiz Alves

 

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Cuiabá alcançou 77% das metas em situação de conformidade estabelecidas pelo Programa de Desenvolvimento Integrado (PDI) 2019. Esse resultado foi apresentado durante a reunião de indicadores realizada esta quarta-feira (05). O percentual foi obtido por meio das ações que vêm sendo realizadas pela Prefeitura de Cuiabá, do comprometimento de todas as secretarias e do engajamento das equipes.

Com esse índice, Cuiabá se classifica entre as capitais com os melhores índices, sendo inserida numa situação de excelência.

“Quando você mira nos mais carentes, na justiça e na inclusão social, você sempre quer fazer o melhor para alcançar os indicadores, dez portas se fecham e 30 se abrem para que a gente possa continuar alcançando e atendendo ao sagrado compromisso que temos com a população cuiabana”, declarou o prefeito Emanuel Pinheiro.

Dados apontam que no início da gestão, em 2017, foi mantido o percentual de 56%. Já em 2018, os números saltaram de 62 para 65%. Em 2019, de 73 para 77%. Com base nesse demonstrativo, resta para 2020, das 51 metas estabelecidas, apenas 19. Os números foram extraídos do relatório elaborado pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE), órgão responsável pelo acompanhamento e cumprimento do programa criado em 2012.

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“É com os pés no chão, tendo como base o planejamento estratégico embasado no PDI, um importante parceiro que é o TCE, que vamos conseguir quebrar os paradigmas de construir um serviço público de qualidade à altura do que a sociedade cuiabana merece”, disse o prefeito durante o encontro.

O secretário municipal de Planejamento, Zito Adrien, fez questão de ressaltar que a Prefeitura está trabalhando para deixar uma cidade organizada e bem planejada. “Esse resultado é fruto da ‘cultura de planejamento’ inserida desde o início da gestão, quando cada secretaria criou um núcleo vigilante e de acompanhamento das metas. Ao longo desses três anos já foram realizadas mais obras do que estavam previstas”, reforçou Adrien.

O encontro faz parte do cronograma de ações do Plano de Desenvolvimento Integrado (PDI) sendo coordenado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e está sob a organização e coordenação das secretarias municipais de Planejamento e de Governo. “O TCE tem feito um grande trabalho que norteia a gestão pública rumo à transparência, a lisura, rumo ao cumprimento de metas e ações”, ressaltou o secretário municipal de Governo, Lincoln Sardinha.

De acordo com o representante da Secretaria de Apoio às Unidades Gestoras do TCE, Adjair Roque de Arruda, os bons resultados, que vêm sendo obtidos nesses três anos de gestão, se devem ao comprometimento de todos, o que podemos evidenciar como inúmeros benefícios entregues à população. “O TCE está à disposição, oferecendo todo suporte necessário para que Cuiabá consiga atingir as metas em sua totalidade”, esclareceu.

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O PDI é visto pela atual administração como mais uma ferramenta para o alcance de uma gestão com resultados eficientes e que, consequentemente, refletirá na satisfação do cidadão cuiabano.

Emanuel Pinheiro agradeceu o envolvimento e engajamento de todos os secretários. “São esses sentimentos que norteiam toda e qualquer atuação de um planejamento estratégico para se construir, por meio de indicadores reais, a determinação de um Governo. Para 2020, não há nada a ser acrescentado nas ações e serviços a serem executados. Vamos continuar avançando, fazendo mais com o mesmo, tendo como direcionamento o PDI, esse guia que possibilita que o nosso compromisso firmado com o povo cuiabano seja efetivado”, finalizou Pinheiro.

Participaram da reunião secretários municipais, representantes de conselho municipal de Políticas Públicas, Organizações Sociais, Sindicatos, entidades civis organizadas, dentre outros.


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Comissão de Educação discute ciclo de formação humana e resultados do Ideb

Publicado


Foto: Helder Faria

O ciclo de formação humana como política de estado e o elevado nível de aprovação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), comparado ao baixo nível de aprendizagem dos estudantes mato-grossenses foram os temas discutidos pela Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, durante reunião extraordinária realizada na tarde desta segunda-feira (18).

O encontro faz parte do ciclo de debates que está sendo realizado pela comissão com o objetivo de levantar sugestões para a melhoria da qualidade da educação pública no estado.

A coordenadora do ensino fundamental da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Juliane Gusmão, apresentou informações acerca do processo de implementação do ciclo de formação humana nas escolas públicas de Mato Grosso, iniciado no ano de 2000, com o objetivo de dirimir o elevado número de retenção e evasão nas escolas seriadas.

O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior afirmou que o Ministério Público Estadual (MPE) ingressou com ação civil pública contra o estado após receber diversas reclamações de que estudantes estavam sendo aprovados automaticamente por idade, sem que houvesse cuidado e reforço com eles por parte das escolas, como preconiza a Resolução 262 do Conselho Estadual de Educação. 

“Os índices de analfabetismo eram muito grandes. Os alunos não tinham competências básicas para seguirem a jornada. Não havia compromisso educacional com os estudantes, identificando suas dificuldades, o que precisava melhorar. Por isso, em 2011 foi feito um ajustamento de conduta homologado judicialmente para que fizesse como forma uniforme em toda rede estadual de ensino o reforço ao aluno”, disse.

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Juliane Gusmão explicou que, de 2000 a 2015, os estudantes eram avaliados por meio de relatório descritivo, sendo substituído em 2016 por objetivos de aprendizagem, que se repetiam nos três anos de cada ciclo. Em 2017, a Seduc constituiu grupos de trabalho para estudar o ciclo de formação humana. 

Como resultado do estudo, a partir de 2019 abriu-se a possibilidade de retenção de estudantes que não atingissem determinados níveis de aprendizagem durante o período de três anos de cada ciclo. “A partir de 2019, o estudante poderá ser reclassificado somente se apresentar resultados satisfatórios”, frisou.

A coordenadora informou ainda que o documento que institui a Política de Educação Básica para Mato Grosso foi construído a partir do que determinam os documentos norteadores dos currículos nacional e estadual. O texto está em fase de revisão e, posteriormente, será disponibilizado para consulta pública.

Entre as ações realizadas pela Seduc, segundo ela, está a implantação do Laboratório de Aprendizagem em todas as unidades escolares, com o objetivo de contribuir para a superação da defasagem de aprendizado dos estudantes.

O presidente da Comissão de Educação, deputado Wilson Santos (PSDB), destacou a necessidade de tratar o sistema ciclado de ensino como uma política de estado, e não de governo, e de resolver deficiências que ainda se apresentam após duas décadas de implantação do modelo.

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“Desde a implementação do ciclo, os governos o trataram da forma como cada um entendeu. Sem exceção. Por isso chegamos em uma modalidade que, na minha concepção, não é nem seriado e nem ciclo. É um pedaço de cada. O material é de seriado, não é específico para ciclo. Os professores não tiveram formação para a escola ciclada. Não queremos a volta ao modelo seriado, mas queremos que o ciclo seja 100% implantado, coisa que não está”, declarou.

Ricardo Sávio Aguiar de Souza, coordenador de Avaliação da Seduc, apresentou informações sobre os resultados do Ideb registrados no período de 2007 a 2019 e salientou que a qualidade da educação é multidimensional e que Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) leva em consideração sete fatores na análise, sendo o ensino e aprendizagem um deles.

Maria Luiza Zanirato, membro do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep-MT), defendeu o funcionamento em tempo integral das escolas nos anos iniciais e ressaltou a importância da organização curricular e da inclusão dos estudantes na educação básica e superior. “A educação faz diferença, sim, na vida das pessoas”, reforçou.

Professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Danieli Backes frisou a necessidade de levar em consideração as diferentes realidades dos municípios mato-grossenses para definição de uma política educacional. “Alguns municípios não têm, sequer, uma rede de internet”, lembrou. 

Fonte: ALMT

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