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Cidades

Prefeitura cumpre ação de desocupação e demolição na Avenida Beira Rio

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A Prefeitura de Cuiabá começou a cumprir o mandado judicial de desocupação e demolição de imóveis irregulares na Avenida Manoel José de Arruda, mais conhecida como Avenida Beira Rio, nesta sexta-feira (23). No total, sete construções são alvos da ação, estando localizadas na faixa de Área de Preservação Permanente do Rio Cuiabá, entre a rua de acesso ao Cais do Porto e Ponte Velha.

A determinação é do juiz da Vara Especializada do Meio Ambiente, Rodrigo Curvo e estabelece que as edificações, erguidas sob área pública indevidamente ocupada, sejam completamente removidas dali. Para coordenar o trabalho a Secretaria Municipal de Ordem Pública montou um esquema de execução pacífico, com apoio das secretarias de Mobilidade Urbana e Serviços Urbanos.

Já no início da manhã as equipes deram início às estratégias de logística, garantindo a segurança, ordenamento da ação e, principalmente, a fluidez no trânsito na região. Acompanhada por oficiais de justiça, a iniciativa também contou com o apoio da Policia Militar (PM) e dos Agentes de Regulação e Fiscalização da secretaria municipal de Ordem Pública.

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De acordo com o secretário municipal de Ordem Pública, Leovaldo Sales, do total de imóveis irregulares, seis encontravam-se ocupados e apenas um desocupado. “Eles foram construídos onde será criada a segunda etapa da Orla do Porto, em uma área de preservação permanente. Por ser um espaço de domínio municipal, requeremos a posse junto ao poder judiciário e, por determinação do prefeito, Emanuel Pinheiro, resolvemos a situação  integralmente e com tranquilidade.”

Segundo o Oficial de Justiça, Omar Waybe, que acompanhou o trabalho, todos os ocupantes tinham o conhecimento do fim do prazo para saída do local. “Foi dado um prazo de 60 dias, que venceu no dia 12 de novembro e infelizmente por livre e espontânea vontade não saíram do local. Então hoje a secretaria de Ordem Pública com o aparato da Policia Militar fez a desocupação da área”, disse.

Ele reforça que o processo tramitou de forma regular e que todos os ocupantes foram citados, intimados fizeram seus respectivos recursos, que não foram providos. “A ação do município teve êxito e após a decisão, ainda houve uma contestação, que só postergou o cumprimento da ordem. Com esse adiamento por mais 60 dias o prazo que venceu no dia 12, está sendo executada hoje.”

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Revitalização da Orla

A segunda etapa de revitalização da Orla prevê a construção de um mirante de três níveis no Cais do Porto, orçado em R$ 2,4 milhões entre recursos do Ministério do Turismo e da prefeitura. Pelo projeto, no térreo haverá uma área de convívio com ambientes para atividades culturais e suporte administrativo, no segundo piso será construído um deck e no terceiro, o mirante.

A projeto integra o pacote de obras em comemoração aos 300 anos de Cuiabá, a ser comemorado em abril de 2019. O prazo para realização da obra está estimado em seis meses.

 

 

 

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AL e polícia civil já investigam denúncias de maus tratos e negligência em hospital de Cuiabá

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Além da Polícia Civil que já abriu investigação contra o Hospital São Judas Tadeu para averiguar denúncias de negligência e maus-tratos contra pacientes, a Câmara Municipal de Cuiabá também vai apurar a situação diante da gravidade dos relatos feitos pela técnica de enfermagem, Amanda Delmondes Benício. Até o momento, os casos de quatro pacientes já são de conhecimento público.

Na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Elizeu Nascimento (PSL) apresentou requerimento, na sessão do dia 5 de abril, para que a técnica de enfermagem compareça ao Legislativo Estadual para esclarecer as graves denúncias feitas por ela num boletim de ocorrência na Polícia Civil e também em entrevistas para a imprensa. Depois que a profissional de saúde, que trabalhou durante 50 dias no hospital particular, denunciou o caso na Polícia Civil e na imprensa, familiares de alguns pacientes também estão registrando ocorrências policiais e buscando veículos de comunicação para relatar situações semelhantes.

A delegada Luciani Barros Pereira de Lima conduz a investigação preliminar instaurada pela Delegacia da Capital, situada no bairro Planalto. Ela ouviu a técnica de enfermagem no dia 7 de abril e garante que todas as denúncias feitas pela profissional serão apuradas.

Segundo informações, a Polícia Civil já teria conhecimento de pelo menos sete boletins de ocorrência registrados por familiares de pacientes vítimas de maus-tratos no Hospital São Judas Tadeu. Dentre os pacientes que passaram pelo hospital no período em que Amanda Delmontes ainda trabalhava no local, e que segundo ela, sofreram maus-tratos e foram negligenciados, estão o major da Polícia Militar, Thiago Martins de Souza, de 34 anos, que morreu em decorrência de complicações da Covid-19, na madrugada do dia 3 e o professor Toshio Doi, de 68 anos, que faleceu na madrugada do dia 10.

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A técnica de enfermagem Amanda Delmondes afirmou que o professor Toshio Doi foi outra vítima de maus-tratos até ela intervir na situação. “No caso do senhor Toshio, tem a câmera, eu deixei a porta aberta e falei: vocês não vão deixar ele morrer não. Ele caiu da cama, eu fiz uma conchinha nele com lençol, a moça que recolhe sangue falou que vocês não podem fazer isso, ele não tem uma gase, mas eu vou tirar a gaze dele. Ela foi na sala do médico que só mandou levar. Pegou uma maca sem colchão, sem nada, eu ainda coloquei um travesseiro para que a cabeça dele não batesse. Ele estava roxo desfalecendo. O fisio falou que ele estava com a nova bactéria e nada poderia ser feito. Eu falei: pode sim”, contou ela.

Em nota, o presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Juca do Guaraná Filho (MDB), confirmou que a Casa vai apurar as denúncias. Ele solicitou ao presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social, o vereador Dr. Luiz Fernando (Republicanos), para apurar denúncia de suposto maus-tratos que o servidor Toshio Doi e outros pacientes teriam sofrido bem como as demais denúncias feitas contra o hospital.

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DIÁRIAS DE ATÉ R$ 10 MIL 

Em entrevista à TV Cidade Verde, uma mulher que tinha familiar internado do no Hospital São Judas Tadeu, relatou que além de pagar R$ 10 mil na diária, ainda era preciso pagar medicamentos à parte se houvesse necessidade de inclusão no tratamento. Além, disso segundo ela, era cobrado mais R$ 150 por dia somente para alimentação do paciente.

Além da PC, Assembleia e Câmara de Cuiabá, o Conselho Regional de Medicina e também de Enfermagem apuram as denúncias. O hospital segue funcionando normalmente.

por: Folha Max

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