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Política

Prefeito acredita que antecipação de feriados não seja eficaz contra a Covid-19

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Após o governador Mauro Mendes (DEM) propor a antecipação de feriados para conter o avanço da pandemia, o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) afirmou temer que a medida não funcione como o desejado.

“Cuiabá não é uma ilha. É o centro de um aglomerado urbano da região mais populosa do Estado. Portanto, qualquer decisão que seja tomada sem apoio dos demais municípios aumenta o risco de comprometer sua eficácia”, disse o prefeito.

Emanuel defende que a decisão tem que ser coletiva, sob o comando estadual, ouvindo os gestores municipais, principalmente dos munícipios vizinhos como Santo Antônio e Chapada dos Guimarães, e a sociedade em geral.

“De qualquer forma temos que nos unir nessa cruzada. Estamos avaliando. Tem que dar certo”, completou.

A proposta foi apresentada por videoconferência aos Poderes e setores produtivos na última sexta-feira (19).  A ideia inicial do governador é de decretar feriado do dia 24 ao dia 26 de março (quarta a sexta da próxima semana), e também nos dias 1 e 2 de abril (quinta e sexta) da semana posterior.

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“Somando com os sábados e domingos, teríamos uma parada de cinco dias em uma semana e quatro na outra. Essa antecipação aumentaria o nível de distanciamento social, o que é fundamental para diminuir o contágio”, explicou Mendes durante a reunião.

Casos de Covid-19 em MT

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde deste sábado (20), 286.065 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 6.767 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado.

Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19 estão: Cuiabá (61.673), Rondonópolis (22.169), Várzea Grande (18.142), Sinop (14.292), Sorriso (11.116), Tangará da Serra (10.564), Lucas do Rio Verde (9.947), Primavera do Leste (8.460), Cáceres (6.291) e Nova Mutum (5.540).

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Política

Secretário vê risco em reabrir escolas e afirma que neta estudante foi infectada

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Andhressa Barboza/ rdnews

O retorno das aulas presenciais em Mato Grosso não deve ocorrer em breve. Com risco alto de contaminação pela Covid-19, as escolas são locais críticos para espalhar o vírus e preocupa autoridades como o secretário chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho. Ele relata ter visto toda sua família ser infectada após sua neta de apenas 4 anos, que estava frequentando a escola, ficar doente e acabar contaminado parentes próximos.

Na minha família, até dias atrás, estavam todos contaminados e quem trouxe o vírus para casa foi minha neta de 4 anos que estuda em uma escola privada

Chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho

Ele contou o caso, que é recente, após ser questionado sobre um Projeto de Lei que tramita na Assembleia que prevê a inclusão das instituições de ensino públicas e privadas na lista de serviços essenciais.

“Eu tenho muita dúvida com relação a isso. Na minha família, até dias atrás, estavam todos contaminados e quem trouxe o vírus para casa foi minha neta de 4 anos que estuda em uma escola privada. Então, tenho muita dúvida com relação ao retorno das aulas”, alertou.

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Na última semana, o governador Mauro Mendes (DEM) sinalizou que não deve sancionar o projeto que já passou em primeira votação pela AL. Ele também alertou, sem citar o caso de Carvalho, que crianças podem ser infectadas e contaminar parentes.

“Você pega uma escola estadual como a presidente Médici, tem 2 ou 3 mil alunos uma escola dessa. Como vamos fazer? Temos que avaliar cientificamente e eu não gostaria de dar a minha opinião, até pelo que aconteceu com a minha família, mas é uma situação que vamos avaliar com muito carinho”, ponderou Mauro Carvalho.

Em relação ao PL, o secretário preferiu não ser direto em defender uma postura contrária. Mas quis deixar evidente o risco de abrir escolas em um momento crítico para a saúde pública que está em colapso há mais de um mês. Já são mais de 8,4 mil mortos pela doença no Estado e, diariamente, a fila de espera de pessoas graves que aguardam vaga em UTI passa de 100 pessoas.

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“Eu não conversei com o governador sobre essa situação (do PL), mas isso merece um estudo bem aprofundado para que a gente não cometa nenhum ato que vá prejudicar as pessoas. Os critérios precisam ser pensados com muito equilíbrio”, concluiu.

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