conecte-se conosco


Polícia

Polícias Civil e Militar prendem mulher acusada de matar tio deficiente em Campinápolis

Publicado

Assessoria | PJC-MT

Uma mulher acusada de tirar a vida do tio deficiente físico foi presa em flagrante em ação conjunta da Polícia Judiciária Civil e Polícia Militar realizada na terça-feira (23.10), em Campinápolis (658 km a Leste). A suspeita, Mariza Mendes de Souza Pena, 44, estava embriagada no momento do crime e utilizou as muletas do tio para assassinar a vítima.

O homicídio que vitimou, Antonio Donizete da Silva, 63, aconteceu por volta das 20h30 na residência da vítima, no bairro Setor União, em Campinápolis. Assim que foram acionadas, as equipes da Polícia Civil e Militar foram até o local, onde encontraram a vítima deitada na cama, já sem vida, com lesões no supercílio e na face esquerda.

Imediatamente, os policiais iniciaram as diligências e através de oitivas de testemunhas descobriram que a sobrinha da vítima (Mariza) estava no local momentos antes do crime, consumindo pinga com o seu tio. Segundo informações, a suspeita estava muito alcoolizada e alterada. Uma testemunha contou que chegou a ir até a casa por volta das 22 horas, momento em que viu a vítima ensanguentada em cima da cama com as mãos sujas de sangue.

Leia mais:  Polícia Civil participa de workshop de enfrentamento a fraudes de combustíveis

Com base nas informações, as equipes saíram em diligências em busca da suspeita, conseguindo encontrá-la seguindo na garupa de uma motocicleta, nas proximidades do lixão, na saída para Nova Xavantina. Logo na abordagem, os policiais deram voz de prisão a acusada, que interrogada, confessou o crime e disse que utilizou as muletas do tio para executá-lo.

Segundo a suspeita ela e o tio estavam ingerindo bebida alcoólica quando iniciaram uma discussão e o tio caiu no chão. Ela levantou o tio e o colocou na cama, porém a vítima continuou as provocações e pedidos por mais pinga, momento em que ela pegou a sua muleta e efetuou vários golpes contra a cabeça do tio. Mariza contou que ao perceber que o tio estava desfalecido, tentou reanimá-lo, porém ele já estava sem vida.

Diante da situação, a acusada foi conduzida a Delegacia de Campinápolis, onde foi lavrado  o flagrante pelo crime de homicídio qualificado.

 

Comentários Facebook
publicidade

Polícia

Enfermeira é presa em flagrante por roubar kits para teste de covid da Santa Casa

Publicado

Com a profissional foram encontrados equipamentos de propriedade do hospital e testes da covid-19

Uma enfermeira de 44 anos foi presa em flagrante pela Polícia Civil na madrugada deste domingo (11.04) pelo crime de peculato cometido contra uma unidade hospitalar pública, na Capital. Com a profissional foram encontrados diversos kits utilizados para testagem da covid e também materiais de acesso venoso e nasal de uso estritamente médico-hospitalar.

A equipe plantonista da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) recebeu uma denúncia e seguiu na noite de sábado até o Hospital Estadual Santa Casa para checar as informações sobre uma servidora da unidade que estaria furtando testes de covid.

Na presença de uma recepcionista e de outras pessoas que estavam no local, os investigadores revistaram a bolsa da profissional e encontraram dentro de uma sacola plástica preta, diversos instrumentos e medicamentos utilizados para o teste de covid, sendo: 25 cotonetes em um envelope plástico lacrado; um frasco de reagente; 25 frascos para pipetagem; dois equipos macro gotas; dois equipos dupla via; quatro cateteres nasais tipo óculos de oxigênio e vários cateteres intravenosos de marcas diversas.

Os investigadores foram informados de que nenhum servidor do hospital tem autorização para retirar medicamentos ou instrumentos hospitalares da unidade.

A profissional foi encaminhada para a DHPP e alegou desconhecimento sobre a maioria dos objetos encontrados em sua bolsa, somente reconhecendo os cateteres nasais, que disse ter o costume de “manter em sua bolsa” para atender emergência de estabilização. Porém, em depoimento, ela respondeu que eram seus e que os utilizava em plantões particulares.

Leia mais:  Ponto de venda de drogas é desarticulado e apreendidos 100 porções no bairro Lixeira

Um profissional de enfermagem ouvido na delegacia confirmou que todos os materiais encontrados com a enfermeira são de propriedade do hospital e que os códigos que constam são de controle interno da farmácia da unidade, como forma de saber como está sendo utilizado. Ele informou ainda que a profissional detida tinha a função da triagem dos pacientes, o que não abrangia a realização de testes covid, que é realizada por enfermeiros próprios da unidade hospitalar. Ele destacou que servidor do hospital não tem autorização para sair com medicamentos ou instrumentos de trabalho.

A diretora do hospital compareceu à DHPP e também atestou a propriedade do material encontrado como sendo da unidade e frisou que os equipamentos de acesso venoso e nasal são de aquisição e uso estritamente médico hospitalar.

Outras informações coletadas pelos investigadores foram obtidas em conversa de aplicativo de mensagem do celular da enfermeira, que foi acessado pelos policiais com o consentimento formal dela e de seu advogado. Em um trecho de conversa entre ela e um médico para acertar o valor de uma visita, a enfermeira pergunta se será necessário levar os materiais ou o paciente já tem, pois caso tenha que levar, o valor cobrado será maior. “..vai ter que cobrar R$ 300,00 pois o material é muito caro e não consegue achar”, diz trecho do diálogo, conforme consta no auto da prisão em flagrante.

Leia mais:  Polícia Civil prende trio atuante em crimes de roubo, furto e receptação praticados em Cuiabá e Várzea Grande

Na mesma conversa, a enfermeira avisa ao médico que se ele precisar de qualquer material, “é só ele avisar que ela consegue também, pois quem não tem conhecimento hospitalar, pra comprar é complicado.”

Flagrante por peculato 

O delegado Caio Fernando Albuquerque, que atendeu o flagrante, explica que, mesmo sendo contratada da Santa Casa, por exercer suas funções em unidade pública hospitalar, ela é equiparada a servidora pública, conforme previsto no Artigo 327 do Código Penal.

“Deparamos com a situação de uma servidora pública, por equiparação, que, mesmo vendo, diariamente, toda a terrível situação a que passamos, agindo na contramão, objetivando interesses próprios, e valendo-se das facilidades que seu emprego proporciona, apropriou-se de testes para constatação da covid, e mais, apropriou-se de equipamentos de uso exclusivo médico hospitalar, estes já deveras escassos por conta do incontrolável aumento da pandemia”, pontuou Caio Albuquerque.

Com os elementos coletados, o delegado autuou a enfermeira em flagrante pelo crime de peculato (artigo 312 do CP) e encaminhou representação ao Poder Judiciário pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

O auto de flagrante será remetido à 2ª Delegacia de Polícia de Cuiabá, que dará sequência à investigação.

A enfermeira foi encaminhada para audiência de custódia da Justiça.

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

Mato Grosso

Entretenimento

Esportes

Mais Lidas da Semana