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Polícia Civil recupera R$ 47 mil em equipamentos furtados de empresa em Várzea Grande

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Aproximadamente R$ 47 mil em máquinas e equipamentos furtados de uma empresa de produtos agrícolas em Várzea Grande foram recuperados pela Polícia Civil, na terça-feira (09.03),em ação rápida da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos do município (Derf-VG) realizada logo após o crime. Os materiais foram encontrados em posse de um dos envolvidos no furto e que foi preso em flagrante.

O suspeito de 37 anos, com extensa ficha criminal e portador de tornozeleira eletrônica, foi autuado em flagrante pelo crime de furto majorado pelo repouso noturno e qualificado por arrombamento e rompimento de obstáculo e concurso de pessoas.

As diligências iniciaram logo após a Derf-VG ser acionada do furto, ocorrido em uma casa comercial do ramo de implementos agrícola situada no bairro Ouro Branco. Segundo as informações, durante a madrugada de terça-feira (09), três homens adentraram na empresa e subtraíram várias máquinas e equipamentos, avaliados em cerca de R$ 47 mil.

Entre os itens furtados estavam uma carretinha reboque (R$ 2,5 mil); uma máquina de distribuição de sementes e insumos (R$ 38 mil); uma peça Cardan de trator (R$ 2,5 mil); uma tela de proteção de máquina de distribuição de insumos (R$ 2,5 mil) e um interruptor de máquina de distribuição (R$ 2 mil).

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Para furtar as peças, os suspeitos arrombaram o cadeado e a corrente que prendiam os equipamentos ao sistema de engate de um veículo Montana. Além dos objetos, foram subtraídos o cadeado e a corrente que prendia os equipamentos.

Poucas horas após o início das investigações, os policiais da Derf-VG identificaram um dos participantes, o qual já foi condenado pela Justiça a mais de 32 anos de reclusão pelos crimes de roubo, tráfico de drogas e receptação, porém encontrava-se em liberdade mediante uso de tornozeleira eletrônica.

De acordo com as imagens captadas por câmeras de segurança das imediações, foi verificado que o suspeito praticou o furto junto a mais dois comparsas. Na ação criminosa, o trio utilizou um automóvel Golf prata que possui sistema de engate e facilitando o transporte dos produtos.

Com base nos indícios, os investigadores descobriram o trajeto realizado pelo carro Golf que transportava os equipamentos furtados. Os policiais conseguiram outras imagens do circuito de câmeras de um posto de combustível, em que o suspeito já identificado aparecia descendo do veículo Golf.

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Em continuidade as diligências a equipe da Derf-VG apurou que o suspeito estava em uma residência no bairro Jardim das Flores, em Várzea Grande. No endereço, os policiais flagraram o suspeito em posse de todos os equipamentos furtados, que apreendidos e restituídos para a empresa vítima.

O suspeito foi conduzido à Derf-VG onde após ser interrogado pela delegada Elaine Fernandes da Silva, foi autuado em flagrante pelo furto qualificado. As investigações continuam para localização e prisão dos outros dois envolvidos.

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Enfermeira é presa em flagrante por roubar kits para teste de covid da Santa Casa

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Com a profissional foram encontrados equipamentos de propriedade do hospital e testes da covid-19

Uma enfermeira de 44 anos foi presa em flagrante pela Polícia Civil na madrugada deste domingo (11.04) pelo crime de peculato cometido contra uma unidade hospitalar pública, na Capital. Com a profissional foram encontrados diversos kits utilizados para testagem da covid e também materiais de acesso venoso e nasal de uso estritamente médico-hospitalar.

A equipe plantonista da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) recebeu uma denúncia e seguiu na noite de sábado até o Hospital Estadual Santa Casa para checar as informações sobre uma servidora da unidade que estaria furtando testes de covid.

Na presença de uma recepcionista e de outras pessoas que estavam no local, os investigadores revistaram a bolsa da profissional e encontraram dentro de uma sacola plástica preta, diversos instrumentos e medicamentos utilizados para o teste de covid, sendo: 25 cotonetes em um envelope plástico lacrado; um frasco de reagente; 25 frascos para pipetagem; dois equipos macro gotas; dois equipos dupla via; quatro cateteres nasais tipo óculos de oxigênio e vários cateteres intravenosos de marcas diversas.

Os investigadores foram informados de que nenhum servidor do hospital tem autorização para retirar medicamentos ou instrumentos hospitalares da unidade.

A profissional foi encaminhada para a DHPP e alegou desconhecimento sobre a maioria dos objetos encontrados em sua bolsa, somente reconhecendo os cateteres nasais, que disse ter o costume de “manter em sua bolsa” para atender emergência de estabilização. Porém, em depoimento, ela respondeu que eram seus e que os utilizava em plantões particulares.

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Um profissional de enfermagem ouvido na delegacia confirmou que todos os materiais encontrados com a enfermeira são de propriedade do hospital e que os códigos que constam são de controle interno da farmácia da unidade, como forma de saber como está sendo utilizado. Ele informou ainda que a profissional detida tinha a função da triagem dos pacientes, o que não abrangia a realização de testes covid, que é realizada por enfermeiros próprios da unidade hospitalar. Ele destacou que servidor do hospital não tem autorização para sair com medicamentos ou instrumentos de trabalho.

A diretora do hospital compareceu à DHPP e também atestou a propriedade do material encontrado como sendo da unidade e frisou que os equipamentos de acesso venoso e nasal são de aquisição e uso estritamente médico hospitalar.

Outras informações coletadas pelos investigadores foram obtidas em conversa de aplicativo de mensagem do celular da enfermeira, que foi acessado pelos policiais com o consentimento formal dela e de seu advogado. Em um trecho de conversa entre ela e um médico para acertar o valor de uma visita, a enfermeira pergunta se será necessário levar os materiais ou o paciente já tem, pois caso tenha que levar, o valor cobrado será maior. “..vai ter que cobrar R$ 300,00 pois o material é muito caro e não consegue achar”, diz trecho do diálogo, conforme consta no auto da prisão em flagrante.

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Na mesma conversa, a enfermeira avisa ao médico que se ele precisar de qualquer material, “é só ele avisar que ela consegue também, pois quem não tem conhecimento hospitalar, pra comprar é complicado.”

Flagrante por peculato 

O delegado Caio Fernando Albuquerque, que atendeu o flagrante, explica que, mesmo sendo contratada da Santa Casa, por exercer suas funções em unidade pública hospitalar, ela é equiparada a servidora pública, conforme previsto no Artigo 327 do Código Penal.

“Deparamos com a situação de uma servidora pública, por equiparação, que, mesmo vendo, diariamente, toda a terrível situação a que passamos, agindo na contramão, objetivando interesses próprios, e valendo-se das facilidades que seu emprego proporciona, apropriou-se de testes para constatação da covid, e mais, apropriou-se de equipamentos de uso exclusivo médico hospitalar, estes já deveras escassos por conta do incontrolável aumento da pandemia”, pontuou Caio Albuquerque.

Com os elementos coletados, o delegado autuou a enfermeira em flagrante pelo crime de peculato (artigo 312 do CP) e encaminhou representação ao Poder Judiciário pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

O auto de flagrante será remetido à 2ª Delegacia de Polícia de Cuiabá, que dará sequência à investigação.

A enfermeira foi encaminhada para audiência de custódia da Justiça.

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