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Polícia Civil prende trio envolvido em roubo de chácara na região metropolitana

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Assessoria | PJC-MT

A Polícia Judiciária Civil, em investigações da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG), deteve na quarta-feira (23.10), três integrantes de uma associação criminosa (um deles menor de idade), envolvidos no roubo de uma chácara na região do Bandeira, em Cuiabá. A ação resultou na recuperação de dois veículos subtraídos no roubo, além da arma de fogo utilizada no crime.

Os suspeitos, Walter Aurélio Oliveira da Cruz Júnior, o “Juninho”, José Lucídio Rondon Campos foram autuados em flagrante pelos crimes de roubo majorado e associação criminosa. O menor, C.S.S. conhecido como “Magrão” possui diversas passagens pela Polícia e foi autuado pelo ato infracional análogo aos mesmos crimes.

As investigações que levaram a desarticulação do grupo iniciaram após os policiais da Derf-VG receberem denúncia de que os suspeitos de praticarem o roubo, ocorrido na noite de terça-feira (22), em uma chácara na região do Bandeira em Cuiabá, estavam reunidos em uma casa, no bairro Nova Fronteira, em Várzea Grande.

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Segundo informações, os suspeitos estavam planejando outro roubo que seria praticado durante a noite, em uma residência no bairro Jardim Glória.

De acordo com as investigações da Derf-VG, o menor C.S.S., de 17 anos, seria o responsável por atuar na linha de frente dos roubos e também por cuidar da casa em que o grupo planeja os assaltos e usa como depósito dos produtos roubados. O suspeito, José Lucídio, tinha a função de realizar o escoamento da mercadoria adquirida nos roubos.

Diante das informações levantadas, os policiais foram até a residência onde encontraram o adolescente e seu comparsa Walter Aurélio. Ao avistar os policiais o menor tentou fugir da casa, porém foi detido no cerco policial.

Questionados, eles confessaram a atuação no roubo da chácara e indicaram o local em que esconderam a arma utilizada no crime, um revólver calibre 38, que foi apreendido. Na residência, também foram encontrados dois veículos roubados da chácara, sendo uma caminhonete Volkswagem Amarok e uma picape Saveiro.

Em continuidade as diligências, os policiais realizaram a prisão de José Lucidio, que questionado, disse que recebeu ordens vindas do presídio, para que vendesse os produtos roubados da chácara, que foram anunciados através de um site de compra e venda da Internet.

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Com as informações passadas, os policiais chegaram à pessoa que comprou os produtos, conseguindo recuperar aparelhos de TVs também roubados da propriedade.

Segundo a delegada, Elaine Fernandes da Silva, os suspeitos fazem partes de uma organização criminosa e todos possuem extensa ficha de antecedentes criminais. “São criminosos contumazes, que mesmo depois de presos, ao conseguirem liberdade condicional, voltam atuar em crimes, possivelmente a mando da facção criminosa a qual são integrados”, disse a delegada.

José Lúcio e Walter possuem condenações por crimes de roubo majorado e tráfico de drogas. O adolescente, C. foi reconhecido como autor de duas tentativas de latrocínio, uma delas ocorrida no dia 09 de setembro deste ano, no bairro Parque Atlântico, além do envolvimento em diversos roubos.

 

 

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Enfermeira é presa em flagrante por roubar kits para teste de covid da Santa Casa

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Com a profissional foram encontrados equipamentos de propriedade do hospital e testes da covid-19

Uma enfermeira de 44 anos foi presa em flagrante pela Polícia Civil na madrugada deste domingo (11.04) pelo crime de peculato cometido contra uma unidade hospitalar pública, na Capital. Com a profissional foram encontrados diversos kits utilizados para testagem da covid e também materiais de acesso venoso e nasal de uso estritamente médico-hospitalar.

A equipe plantonista da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) recebeu uma denúncia e seguiu na noite de sábado até o Hospital Estadual Santa Casa para checar as informações sobre uma servidora da unidade que estaria furtando testes de covid.

Na presença de uma recepcionista e de outras pessoas que estavam no local, os investigadores revistaram a bolsa da profissional e encontraram dentro de uma sacola plástica preta, diversos instrumentos e medicamentos utilizados para o teste de covid, sendo: 25 cotonetes em um envelope plástico lacrado; um frasco de reagente; 25 frascos para pipetagem; dois equipos macro gotas; dois equipos dupla via; quatro cateteres nasais tipo óculos de oxigênio e vários cateteres intravenosos de marcas diversas.

Os investigadores foram informados de que nenhum servidor do hospital tem autorização para retirar medicamentos ou instrumentos hospitalares da unidade.

A profissional foi encaminhada para a DHPP e alegou desconhecimento sobre a maioria dos objetos encontrados em sua bolsa, somente reconhecendo os cateteres nasais, que disse ter o costume de “manter em sua bolsa” para atender emergência de estabilização. Porém, em depoimento, ela respondeu que eram seus e que os utilizava em plantões particulares.

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Um profissional de enfermagem ouvido na delegacia confirmou que todos os materiais encontrados com a enfermeira são de propriedade do hospital e que os códigos que constam são de controle interno da farmácia da unidade, como forma de saber como está sendo utilizado. Ele informou ainda que a profissional detida tinha a função da triagem dos pacientes, o que não abrangia a realização de testes covid, que é realizada por enfermeiros próprios da unidade hospitalar. Ele destacou que servidor do hospital não tem autorização para sair com medicamentos ou instrumentos de trabalho.

A diretora do hospital compareceu à DHPP e também atestou a propriedade do material encontrado como sendo da unidade e frisou que os equipamentos de acesso venoso e nasal são de aquisição e uso estritamente médico hospitalar.

Outras informações coletadas pelos investigadores foram obtidas em conversa de aplicativo de mensagem do celular da enfermeira, que foi acessado pelos policiais com o consentimento formal dela e de seu advogado. Em um trecho de conversa entre ela e um médico para acertar o valor de uma visita, a enfermeira pergunta se será necessário levar os materiais ou o paciente já tem, pois caso tenha que levar, o valor cobrado será maior. “..vai ter que cobrar R$ 300,00 pois o material é muito caro e não consegue achar”, diz trecho do diálogo, conforme consta no auto da prisão em flagrante.

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Na mesma conversa, a enfermeira avisa ao médico que se ele precisar de qualquer material, “é só ele avisar que ela consegue também, pois quem não tem conhecimento hospitalar, pra comprar é complicado.”

Flagrante por peculato 

O delegado Caio Fernando Albuquerque, que atendeu o flagrante, explica que, mesmo sendo contratada da Santa Casa, por exercer suas funções em unidade pública hospitalar, ela é equiparada a servidora pública, conforme previsto no Artigo 327 do Código Penal.

“Deparamos com a situação de uma servidora pública, por equiparação, que, mesmo vendo, diariamente, toda a terrível situação a que passamos, agindo na contramão, objetivando interesses próprios, e valendo-se das facilidades que seu emprego proporciona, apropriou-se de testes para constatação da covid, e mais, apropriou-se de equipamentos de uso exclusivo médico hospitalar, estes já deveras escassos por conta do incontrolável aumento da pandemia”, pontuou Caio Albuquerque.

Com os elementos coletados, o delegado autuou a enfermeira em flagrante pelo crime de peculato (artigo 312 do CP) e encaminhou representação ao Poder Judiciário pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

O auto de flagrante será remetido à 2ª Delegacia de Polícia de Cuiabá, que dará sequência à investigação.

A enfermeira foi encaminhada para audiência de custódia da Justiça.

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