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Polícia

Polícia Civil prende em flagrante quatro pessoas por extração ilegal de minério

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Raquel Teixeira-PJC/MT

Policiais civis de Apiacás (1.010 km ao norte de Cuiabá) detiveram quatro pessoas em flagrante, nesta quarta-feira (23.10), por crime ambiental, entre eles, a extração ilegal de minério em uma área rural do município. 

Após investigações realizadas pela equipe delegacia municipal de Apiacás, os investigadores realizaram diligências e constataram que em um sítio na gleba Raposo Tavares, há aproximadamente 28 quilômetros da cidade, um grupo de pessoas estava explorando uma área de floresta em busca de ouro, sem qualquer permissão legal. 

De acordo com o delegado Eugênio Rudy Junior, os quatro homens foram conduzidos à delegacia municipal de Apiacás onde foi lavrado o flagrante por crime ambiental, configurando destruição da natureza e lavra e extração de recursos minerais sem autorização. 

Os detidos A.J.R., 53 anos; A.L.O., 63; L.S., 54 e C.R.C.S.J., 37 anos foram autuados em fragrante pelos crimes de associação criminosa, destruição de floresta nativa, poluição de qualquer natureza e extração ilegal de recursos minerais. 

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Uma parte do sítio foi possivelmente invadida, onde foram encontradas uma casa de madeira e uma barraca e os policiais localizaram ainda uma área desmatada e queimada. Ao questionar um dos homens que estavam no local, ele informou que há um garimpo próximo, onde foi constatada pela equipe da delegacia a extração ilegal de ouro, além de assoreamento do riacho que há na área. 

Na extração do outro trabalhavam três pessoas, que afirmaram ter sido contratadas por A.L.O. No garimpo foram encontrados materiais usados na exploração de minério, entre eles uma draga de 4.0 polegadas, 30 metros de mangueira, canos e uma caixa para extração de ouro. Tanto o garimpo, quanto os materiais são de A.L.O., conforme informado à polícia.

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Polícia

Enfermeira é presa em flagrante por roubar kits para teste de covid da Santa Casa

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Com a profissional foram encontrados equipamentos de propriedade do hospital e testes da covid-19

Uma enfermeira de 44 anos foi presa em flagrante pela Polícia Civil na madrugada deste domingo (11.04) pelo crime de peculato cometido contra uma unidade hospitalar pública, na Capital. Com a profissional foram encontrados diversos kits utilizados para testagem da covid e também materiais de acesso venoso e nasal de uso estritamente médico-hospitalar.

A equipe plantonista da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) recebeu uma denúncia e seguiu na noite de sábado até o Hospital Estadual Santa Casa para checar as informações sobre uma servidora da unidade que estaria furtando testes de covid.

Na presença de uma recepcionista e de outras pessoas que estavam no local, os investigadores revistaram a bolsa da profissional e encontraram dentro de uma sacola plástica preta, diversos instrumentos e medicamentos utilizados para o teste de covid, sendo: 25 cotonetes em um envelope plástico lacrado; um frasco de reagente; 25 frascos para pipetagem; dois equipos macro gotas; dois equipos dupla via; quatro cateteres nasais tipo óculos de oxigênio e vários cateteres intravenosos de marcas diversas.

Os investigadores foram informados de que nenhum servidor do hospital tem autorização para retirar medicamentos ou instrumentos hospitalares da unidade.

A profissional foi encaminhada para a DHPP e alegou desconhecimento sobre a maioria dos objetos encontrados em sua bolsa, somente reconhecendo os cateteres nasais, que disse ter o costume de “manter em sua bolsa” para atender emergência de estabilização. Porém, em depoimento, ela respondeu que eram seus e que os utilizava em plantões particulares.

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Um profissional de enfermagem ouvido na delegacia confirmou que todos os materiais encontrados com a enfermeira são de propriedade do hospital e que os códigos que constam são de controle interno da farmácia da unidade, como forma de saber como está sendo utilizado. Ele informou ainda que a profissional detida tinha a função da triagem dos pacientes, o que não abrangia a realização de testes covid, que é realizada por enfermeiros próprios da unidade hospitalar. Ele destacou que servidor do hospital não tem autorização para sair com medicamentos ou instrumentos de trabalho.

A diretora do hospital compareceu à DHPP e também atestou a propriedade do material encontrado como sendo da unidade e frisou que os equipamentos de acesso venoso e nasal são de aquisição e uso estritamente médico hospitalar.

Outras informações coletadas pelos investigadores foram obtidas em conversa de aplicativo de mensagem do celular da enfermeira, que foi acessado pelos policiais com o consentimento formal dela e de seu advogado. Em um trecho de conversa entre ela e um médico para acertar o valor de uma visita, a enfermeira pergunta se será necessário levar os materiais ou o paciente já tem, pois caso tenha que levar, o valor cobrado será maior. “..vai ter que cobrar R$ 300,00 pois o material é muito caro e não consegue achar”, diz trecho do diálogo, conforme consta no auto da prisão em flagrante.

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Na mesma conversa, a enfermeira avisa ao médico que se ele precisar de qualquer material, “é só ele avisar que ela consegue também, pois quem não tem conhecimento hospitalar, pra comprar é complicado.”

Flagrante por peculato 

O delegado Caio Fernando Albuquerque, que atendeu o flagrante, explica que, mesmo sendo contratada da Santa Casa, por exercer suas funções em unidade pública hospitalar, ela é equiparada a servidora pública, conforme previsto no Artigo 327 do Código Penal.

“Deparamos com a situação de uma servidora pública, por equiparação, que, mesmo vendo, diariamente, toda a terrível situação a que passamos, agindo na contramão, objetivando interesses próprios, e valendo-se das facilidades que seu emprego proporciona, apropriou-se de testes para constatação da covid, e mais, apropriou-se de equipamentos de uso exclusivo médico hospitalar, estes já deveras escassos por conta do incontrolável aumento da pandemia”, pontuou Caio Albuquerque.

Com os elementos coletados, o delegado autuou a enfermeira em flagrante pelo crime de peculato (artigo 312 do CP) e encaminhou representação ao Poder Judiciário pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

O auto de flagrante será remetido à 2ª Delegacia de Polícia de Cuiabá, que dará sequência à investigação.

A enfermeira foi encaminhada para audiência de custódia da Justiça.

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