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Polícia Civil prende casal por envolvimento na morte de estudante de direito

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Assessoria | PJC-MT

Um homem e sua namorada foram presos na manhã desta quinta-feira (01.11), nas  investigações da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP), do assassinato do estudante de direito, Pedro Victor de Almeida, de 18 anos, ocorrido na madrugada do dia 19 de outubro, no bairro Jardim Maringá I, em Várzea Grande.

Segundo a investigação, o crime não tem nada relacionado com a atividade de motorista de aplicativo (uber) da vítima. As investigações apontaram que a vítima emprestava dinheiro e trabalhava na função de Uber. Na madrugada dos fatos ele estava na casa dos pais, quando recebeu uma ligação por volta das 0130 horas, e saiu sob protestos dos genitores.

“Inicialmente afastamos a possibilidade de a vítima ter ido atender chamada de Uber  tendo em vista que a família forneceu o extrato de chamada do aplicativo, cadastrado em nome de um primo dele, que indica que a última corrida ocorreu às 22h06 horas”, explicou a delegada Jannira Laranjeira, que está à frente das investigações.

Os suspeitos: Vanderson Daniel Martins dos Santos (Vandeco), 21 anos, que era amigo da vítima, e sua namorada Nathaly Alanes Barbosa dos Santos Silva, 19, foram presos em cumprimento de  mandados de prisão temporária (30 dias)  e buscas no bairro Da Manga, em Várzea Grande.

Uma denúncia na DHPP, relatou que a moça estava com a namorado  no local do crime e em seu celular havia fotografia do suspeito (seu namorado) com a faca ensanguentada. A moça disse que na noite do dia 18 de outubro foi para casa do namorado, com o filho de 11 meses, e dormiu na casa dele, local onde também funciona lava jato do suspeito.

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Ela contou que o telefone do namorado começou a tocar por volta da meia noite, mas ele não atendeu. No entanto, disse que Vanderson saiu de casa por volta das 0130, em uma motocicleta, trajando uma camiseta branca com desenhos na frente e uma bermuda jeans e calçava chinelos, mas não falou onde iria.

Pouco antes das 4 horas da madrugada,  Vanderson chegou à casa dele, pilotando a mesma motocicleta que tinha saído, mas estava com as roupas toda ensanguentada e com a faca suja de sangue e disse que teria matada Pedro Victor. Então, a moça sugeriu a  Vanderson que escondesse na casa da irmã dele. Com motocicleta do cunhado  do suspeito, jogaram as roupas e faca em um terreno baldio. Em diligências as roupas foram recuperadas e serão encaminhadas à perícia.

Na Delegacia, o suspeito confessou, mas se negou a informar o nome da terceira pessoa que participou o crime. “Ele confessa que matou, mas não inclui a terceira pessoa”, disse a delegada.

As investigações apontaram também que a vítima utilizou seu cartão bancário em dois estabelecimentos comerciais, em Várzea Grande, respectivamente por voltas das 03h03 horas e 03h34 horas, em diligências foi possível apreender as imagens de um dos estabelecimentos, sendo constatado Vanderson estava acompanhado da vítima.

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A delegada esclareceu que o crime está motivado por dívidas, mas que ainda busca outros elementos para confirmar a suspeita.  

A moça deverá ter a prisão relaxada a pedido da delegada, por contribuir com informações.

A morte

O corpo da vítima foi encontrado com várias perfurações de arma branca (faca) no pescoço, cabeça, tórax e abdome, além de lesões no ombro esquerdo e mão esquerda, possivelmente, provenientes de defesa da vítima.

Moradores disseram que ouviram pedido de socorro da vítima, mas por medo não abriram a porta e acionaram a Polícia Militar. O carro da vítima (Ford K, branco)  também foi localizado nas proximidades, alguns metros distantes do local onde a vítima foi encontrada em óbito, em frente à porta de entrada de uma casa na Rua Dom Camilo Faresini.

Dentro do veículo haviam manchas de sangue na porta do motorista, volante e uma poça no chão, do lado do motorista, além de manchas de sangue do lado externo do veículo.

Segundo a perícia, as manchas de sangue indicam que tinham duas pessoas dentro do carro, em razão das marcas de sangue encontradas nas maçanetas de ambas as portas do automóvel. A perícia também informou que o estudante foi golpeado dentro do carro e em seguida saiu agonizado pela rua até a porta da casa onde foi encontrado morto. Pelo trajeto também foi encontrados gotas de sangue.

 

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Delegados de Mato Grosso ganham o maior salário do Brasil

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Um levantamento realizado pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) mostrou que os delegados de Mato Grosso são os que ganham o maior salário da categoria no país. O salário mensal de um delegado da Polícia Civil no estado é de R$ 24,5 mil.

Enquanto o salário dos delegados de Mato Grosso é o maior do país, o vencimento de escrivães e investigadores – as outras carreiras da Polícia Civil-, está bem longe do primeiro lugar.

Para os escrivães, profissionais responsáveis pelo registro de ocorrências e pela documentação das investigações, o salário é de R$ 5,5 mil, o 11º no ranking brasileiro.

Já para os investigadores, policiais que coletam provas sobre os crimes, localizam e interrogam suspeitos e mantém a segurança dos locais de investigação, o vencimento inicial é de R$ 5,5 mil, o 9º maior na comparação com o mesmo cargo em outros estados.

Dados da Polícia Civil mostram que no quarto trimestre de 2020 havia 400 cargos para delegados, porém, 158 estavam vagos. Já para escrivão de polícia, são 1,2 mil vagas, mas só 2.056 ocupados. E para investigador são 4 mil vagas, com 1.944 cargos vagos.

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Por ser uma carreira típica de Estado, ou seja, que não podem ser substituída por profissional contratado, os cargos da Polícia Civil só podem ser ocupados através de concurso público. No entanto, para conseguir benefícios com o governo federal durante a crise, o Estado se comprometeu a não criar novos gastos até 2022, o que incluem os concursos.

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