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Polícia Civil de Sinop apreende explosivos e munições de fuzil que seriam usadas em tentativa de resgate de presos

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Assessoria | PJC – MT

Dois suspeitos foram presos em ação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Sinop (503 km a Norte), na tarde de terça-feira (04). Com os detidos foi apreendida carga de explosivos, aproximadamente 35 kg, que seria utilizada em invasão no Presídio Ferrugem. Também foram apreendidas munições de fuzil.

A Polícia Civil descobriu, em verificação de denúncia anônima, o planejamento de criminosos na tentativa de explosão de parte do muro da unidade prisional e consequente invasão do local para resgate de reeducandos. Uma residência, no bairro São Cristóvão, foi apontada como “central” da associação criminosa.

Durante diligência na casa foram presos os suspeitos Euender Nascimento, 23, e Ivanilson Carvalho, 27, e também apreendidas munições de calibres .40, 9mm, 38 e fuzil 7.62, As armas de fogo correspondentes às munições teriam sido levadas instantes antes por comparsas dos detidos que avistaram movimentação policial se aproximando.

Ainda foram apreendidos no local ferros retorcidos, em formato de estrela, que seriam utilizados para furar pneus (provavelmente de viaturas) e aparelhos celulares que serão periciados.

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Conduzidos à delegacia, os suspeitos foram autuados em flagrante por “posse ilegal de arma de fogo de uso restrito/proibido”, e também por “posse, detenção, fabricação ou emprego ilegal de artefato explosivo ou incendiário”.

Os detidos serão apresentados em audiência de custódia nesta quarta-feira (05), ficando à disposição do Judiciário.

A Polícia Judiciária Civil prossegue em investigações para identificar e prender os demais envolvidos. Os trabalhos da Derf, sob coordenação do delegado Ugo Ângelo Reck de Mendonça, tiveram apoio da Polícia Militar (Força Tática) e Polícia Federal.

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Enfermeira é presa em flagrante por roubar kits para teste de covid da Santa Casa

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Com a profissional foram encontrados equipamentos de propriedade do hospital e testes da covid-19

Uma enfermeira de 44 anos foi presa em flagrante pela Polícia Civil na madrugada deste domingo (11.04) pelo crime de peculato cometido contra uma unidade hospitalar pública, na Capital. Com a profissional foram encontrados diversos kits utilizados para testagem da covid e também materiais de acesso venoso e nasal de uso estritamente médico-hospitalar.

A equipe plantonista da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) recebeu uma denúncia e seguiu na noite de sábado até o Hospital Estadual Santa Casa para checar as informações sobre uma servidora da unidade que estaria furtando testes de covid.

Na presença de uma recepcionista e de outras pessoas que estavam no local, os investigadores revistaram a bolsa da profissional e encontraram dentro de uma sacola plástica preta, diversos instrumentos e medicamentos utilizados para o teste de covid, sendo: 25 cotonetes em um envelope plástico lacrado; um frasco de reagente; 25 frascos para pipetagem; dois equipos macro gotas; dois equipos dupla via; quatro cateteres nasais tipo óculos de oxigênio e vários cateteres intravenosos de marcas diversas.

Os investigadores foram informados de que nenhum servidor do hospital tem autorização para retirar medicamentos ou instrumentos hospitalares da unidade.

A profissional foi encaminhada para a DHPP e alegou desconhecimento sobre a maioria dos objetos encontrados em sua bolsa, somente reconhecendo os cateteres nasais, que disse ter o costume de “manter em sua bolsa” para atender emergência de estabilização. Porém, em depoimento, ela respondeu que eram seus e que os utilizava em plantões particulares.

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Um profissional de enfermagem ouvido na delegacia confirmou que todos os materiais encontrados com a enfermeira são de propriedade do hospital e que os códigos que constam são de controle interno da farmácia da unidade, como forma de saber como está sendo utilizado. Ele informou ainda que a profissional detida tinha a função da triagem dos pacientes, o que não abrangia a realização de testes covid, que é realizada por enfermeiros próprios da unidade hospitalar. Ele destacou que servidor do hospital não tem autorização para sair com medicamentos ou instrumentos de trabalho.

A diretora do hospital compareceu à DHPP e também atestou a propriedade do material encontrado como sendo da unidade e frisou que os equipamentos de acesso venoso e nasal são de aquisição e uso estritamente médico hospitalar.

Outras informações coletadas pelos investigadores foram obtidas em conversa de aplicativo de mensagem do celular da enfermeira, que foi acessado pelos policiais com o consentimento formal dela e de seu advogado. Em um trecho de conversa entre ela e um médico para acertar o valor de uma visita, a enfermeira pergunta se será necessário levar os materiais ou o paciente já tem, pois caso tenha que levar, o valor cobrado será maior. “..vai ter que cobrar R$ 300,00 pois o material é muito caro e não consegue achar”, diz trecho do diálogo, conforme consta no auto da prisão em flagrante.

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Na mesma conversa, a enfermeira avisa ao médico que se ele precisar de qualquer material, “é só ele avisar que ela consegue também, pois quem não tem conhecimento hospitalar, pra comprar é complicado.”

Flagrante por peculato 

O delegado Caio Fernando Albuquerque, que atendeu o flagrante, explica que, mesmo sendo contratada da Santa Casa, por exercer suas funções em unidade pública hospitalar, ela é equiparada a servidora pública, conforme previsto no Artigo 327 do Código Penal.

“Deparamos com a situação de uma servidora pública, por equiparação, que, mesmo vendo, diariamente, toda a terrível situação a que passamos, agindo na contramão, objetivando interesses próprios, e valendo-se das facilidades que seu emprego proporciona, apropriou-se de testes para constatação da covid, e mais, apropriou-se de equipamentos de uso exclusivo médico hospitalar, estes já deveras escassos por conta do incontrolável aumento da pandemia”, pontuou Caio Albuquerque.

Com os elementos coletados, o delegado autuou a enfermeira em flagrante pelo crime de peculato (artigo 312 do CP) e encaminhou representação ao Poder Judiciário pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

O auto de flagrante será remetido à 2ª Delegacia de Polícia de Cuiabá, que dará sequência à investigação.

A enfermeira foi encaminhada para audiência de custódia da Justiça.

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