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Polícia Civil cumpre prisão de 5 pessoas envolvidas em morte de agricultor em Feliz Natal

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Assessoria | PJC-MT

A Polícia Judiciária Civil de Feliz Natal (536 km ao Norte) cumpriu cinco mandados de prisão temporária, na manhã desta terça-feira (27.11), contra suspeitos de envolvimento na morte do agricultor, Elizeu Chiodi, 40. A vítima desapareceu no dia 10 de março, quando saiu de sua casa no município de Vera para cobrar uma dívida em Feliz Natal. O corpo da vítima foi encontrado, quase dois meses depois, na zona rural de Nova Ubiratã.

Os acusados, Eduardo dos Santos Macedo, 24, (mandante do crime), Jeová de Souza Rocha, 37, Eduardo dos Souza Macedo, 51, João Iris Gomes de Souza e Erielson de Souza Macedo tiveram a participação identificada no crime. O sexto suspeito, identificado como Roberto Mizael, também teve a ordem de prisão temporária decretada e continua foragido.

Segundo as investigações, a execução do agricultor foi motivada por uma dívida relacionada a defensivos agrícolas. Apontado como mandante do crime, Eduardo dos Santos, morador de Feliz Natal devia a vítima, Elizeu Chiodi, que morava em Vera. Por conta da dívida, as partes tiveram um desentendimento, fazendo com que Eduardo armasse uma tocaia para tirar a vida da vítima.

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No dia 10 de março, Elizeu saiu para encontrar Eduardo em Feliz Natal, para tentarem entrar em acordo sobre a díivida e não retornou. O veículo Fiat Strada do agricultor foi encontrado no dia 20 de março, em uma região de mata nas proximidades do distrito de Santa Terezinha e somente no dia 07 de maio, o corpo da vítima foi localizado em uma comunidade rural em Nova Ubiratã.

Com base nos levantamentos, o delegado Flávio Braga representou pela prisão temporária dos suspeitos, que foram decretadas pela Justiça e cumpridas nesta terça-feira (27), nas cidades de Feliz Natal (prisão de Jeová, Eduardo dos Santos e Eduardo de Souza), Marcelândia (Erielson) e Vera (João Iris).

“No interrogatório dos suspeitos, conseguimos mais informações que confirmam a participação de cada um no crime. As diligências estão em andamento para realizar a prisão do sexto envolvido, que também é apontado como autor do disparo que tirou a vida da vítima”, disse o delegado.

 

 

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Enfermeira é presa em flagrante por roubar kits para teste de covid da Santa Casa

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Com a profissional foram encontrados equipamentos de propriedade do hospital e testes da covid-19

Uma enfermeira de 44 anos foi presa em flagrante pela Polícia Civil na madrugada deste domingo (11.04) pelo crime de peculato cometido contra uma unidade hospitalar pública, na Capital. Com a profissional foram encontrados diversos kits utilizados para testagem da covid e também materiais de acesso venoso e nasal de uso estritamente médico-hospitalar.

A equipe plantonista da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) recebeu uma denúncia e seguiu na noite de sábado até o Hospital Estadual Santa Casa para checar as informações sobre uma servidora da unidade que estaria furtando testes de covid.

Na presença de uma recepcionista e de outras pessoas que estavam no local, os investigadores revistaram a bolsa da profissional e encontraram dentro de uma sacola plástica preta, diversos instrumentos e medicamentos utilizados para o teste de covid, sendo: 25 cotonetes em um envelope plástico lacrado; um frasco de reagente; 25 frascos para pipetagem; dois equipos macro gotas; dois equipos dupla via; quatro cateteres nasais tipo óculos de oxigênio e vários cateteres intravenosos de marcas diversas.

Os investigadores foram informados de que nenhum servidor do hospital tem autorização para retirar medicamentos ou instrumentos hospitalares da unidade.

A profissional foi encaminhada para a DHPP e alegou desconhecimento sobre a maioria dos objetos encontrados em sua bolsa, somente reconhecendo os cateteres nasais, que disse ter o costume de “manter em sua bolsa” para atender emergência de estabilização. Porém, em depoimento, ela respondeu que eram seus e que os utilizava em plantões particulares.

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Um profissional de enfermagem ouvido na delegacia confirmou que todos os materiais encontrados com a enfermeira são de propriedade do hospital e que os códigos que constam são de controle interno da farmácia da unidade, como forma de saber como está sendo utilizado. Ele informou ainda que a profissional detida tinha a função da triagem dos pacientes, o que não abrangia a realização de testes covid, que é realizada por enfermeiros próprios da unidade hospitalar. Ele destacou que servidor do hospital não tem autorização para sair com medicamentos ou instrumentos de trabalho.

A diretora do hospital compareceu à DHPP e também atestou a propriedade do material encontrado como sendo da unidade e frisou que os equipamentos de acesso venoso e nasal são de aquisição e uso estritamente médico hospitalar.

Outras informações coletadas pelos investigadores foram obtidas em conversa de aplicativo de mensagem do celular da enfermeira, que foi acessado pelos policiais com o consentimento formal dela e de seu advogado. Em um trecho de conversa entre ela e um médico para acertar o valor de uma visita, a enfermeira pergunta se será necessário levar os materiais ou o paciente já tem, pois caso tenha que levar, o valor cobrado será maior. “..vai ter que cobrar R$ 300,00 pois o material é muito caro e não consegue achar”, diz trecho do diálogo, conforme consta no auto da prisão em flagrante.

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Na mesma conversa, a enfermeira avisa ao médico que se ele precisar de qualquer material, “é só ele avisar que ela consegue também, pois quem não tem conhecimento hospitalar, pra comprar é complicado.”

Flagrante por peculato 

O delegado Caio Fernando Albuquerque, que atendeu o flagrante, explica que, mesmo sendo contratada da Santa Casa, por exercer suas funções em unidade pública hospitalar, ela é equiparada a servidora pública, conforme previsto no Artigo 327 do Código Penal.

“Deparamos com a situação de uma servidora pública, por equiparação, que, mesmo vendo, diariamente, toda a terrível situação a que passamos, agindo na contramão, objetivando interesses próprios, e valendo-se das facilidades que seu emprego proporciona, apropriou-se de testes para constatação da covid, e mais, apropriou-se de equipamentos de uso exclusivo médico hospitalar, estes já deveras escassos por conta do incontrolável aumento da pandemia”, pontuou Caio Albuquerque.

Com os elementos coletados, o delegado autuou a enfermeira em flagrante pelo crime de peculato (artigo 312 do CP) e encaminhou representação ao Poder Judiciário pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

O auto de flagrante será remetido à 2ª Delegacia de Polícia de Cuiabá, que dará sequência à investigação.

A enfermeira foi encaminhada para audiência de custódia da Justiça.

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