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Polícia Civil cumpre mandados contra integrantes de facção envolvida com tráfico de drogas em Juína

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Assessoria | PJC-MT

Quatro integrantes de uma facção criminosa envolvida com tráfico de drogas e outros crimes foram alvo de operação deflagrada, na tarde de sábado (20.10), pela Polícia Judiciária Civil de Juína (735 km ao Médio-Norte). A ação resultou no cumprimento de 6 ordens judiciais (2 mandados de busca e apreensão e 4 de prisão), além da apreensão de drogas e apetrechos relacionado ao tráfico.

Lucas Ferreira do Prado, 23, o “Brilhante”, Marco Antonio Rodrigues, 29, conhecido como “Markola”, Edson Gomes de Oliveira, 36, e Eric Ruan Bueno Ferreira, 19, tiveram mandados de prisão decretados com base em investigações da Delegacia de Juína coordenadas pelo delegado Marco Bortolotto Remuzzi.

De acordo com o delegado, as prisões são resultado de trabalho investigativo que identificou os suspeitos como integrantes de uma organização criminosa fortemente atuante com o tráfico de drogas em Juína. “Os suspeitos eram monitorados há algum tempo, ficando claro o envolvimento com uma facção criminosa com ramificação em Juína, visando principalmente o comércio de entorpecentes no município”, disse o delegado.

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Os acusados responderam pelos crimes de tráfico de entorpecentes e organização criminosa. Em menos de 30 dias, 10 pessoas envolvidas com tráfico de drogas tiveram mandados de prisão cumpridos no município, todos representados pela Polícia Civil.

Esdon Gomes de Oliveira e Eric Ruan Bueno tiveram as ordens de prisão cumpridas no Centro de Detenção Provisória de Juína. Eles estavam presos por participação em outros crimes e tiveram as prisões preventivas decretadas pela Justiça por integrarem a organização criminosa. Eric foi preso recentemente trazendo 10 quilos de entorpecentes para Juína.

Alvo de mandados de busca e apreensão e de prisão, Lucas Ferreira do Prado foi localizado pela equipe da Polícia Civil, em bar no bairro Módulo 5. Ao ser abordado pelos policiais, o suspeito apresentou identidade falsa, com nome de outra pessoa, porém em checagem do documento foi constatada a falsificação. O acusado foi conduzido a Delegacia de Juína, onde além de ter o mandado de prisão cumprido foi autuado em flagrante por falsidade ideológica.

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O suspeito, Marco Antonio Rodrigues, foi abordado pela equipe de investigadores em via pública, e com ele os policiais apreenderam duas porções pequenas de maconha e R$ 40 em dinheiro. Em cumprimento de buscas na residência do suspeito, foi encontrado em seu quarto uma porção média de maconha enrolada em um saco plástico e um frasco com mais uma porção da droga.

Questionado, Marco Antonio confessou que havia outros apetrechos relacionados ao tráfico de drogas, na casa de sua mãe, no bairro Palmiteira. Em diligências no local, os policiais apreenderam uma balança digital, uma bandeja e uma faca com resquícios de pasta base de cocaína. O suspeito e o material apreendido foram encaminhados para delegacia.

Lei Seca

Além da operação de combate ao tráfico, a Polícia Civil de Juína realiza periodicamente blitz da operação lei seca, visando diminuir as incidências de crimes de embriaguez ao volante no município.

 

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Enfermeira é presa em flagrante por roubar kits para teste de covid da Santa Casa

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Com a profissional foram encontrados equipamentos de propriedade do hospital e testes da covid-19

Uma enfermeira de 44 anos foi presa em flagrante pela Polícia Civil na madrugada deste domingo (11.04) pelo crime de peculato cometido contra uma unidade hospitalar pública, na Capital. Com a profissional foram encontrados diversos kits utilizados para testagem da covid e também materiais de acesso venoso e nasal de uso estritamente médico-hospitalar.

A equipe plantonista da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) recebeu uma denúncia e seguiu na noite de sábado até o Hospital Estadual Santa Casa para checar as informações sobre uma servidora da unidade que estaria furtando testes de covid.

Na presença de uma recepcionista e de outras pessoas que estavam no local, os investigadores revistaram a bolsa da profissional e encontraram dentro de uma sacola plástica preta, diversos instrumentos e medicamentos utilizados para o teste de covid, sendo: 25 cotonetes em um envelope plástico lacrado; um frasco de reagente; 25 frascos para pipetagem; dois equipos macro gotas; dois equipos dupla via; quatro cateteres nasais tipo óculos de oxigênio e vários cateteres intravenosos de marcas diversas.

Os investigadores foram informados de que nenhum servidor do hospital tem autorização para retirar medicamentos ou instrumentos hospitalares da unidade.

A profissional foi encaminhada para a DHPP e alegou desconhecimento sobre a maioria dos objetos encontrados em sua bolsa, somente reconhecendo os cateteres nasais, que disse ter o costume de “manter em sua bolsa” para atender emergência de estabilização. Porém, em depoimento, ela respondeu que eram seus e que os utilizava em plantões particulares.

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Um profissional de enfermagem ouvido na delegacia confirmou que todos os materiais encontrados com a enfermeira são de propriedade do hospital e que os códigos que constam são de controle interno da farmácia da unidade, como forma de saber como está sendo utilizado. Ele informou ainda que a profissional detida tinha a função da triagem dos pacientes, o que não abrangia a realização de testes covid, que é realizada por enfermeiros próprios da unidade hospitalar. Ele destacou que servidor do hospital não tem autorização para sair com medicamentos ou instrumentos de trabalho.

A diretora do hospital compareceu à DHPP e também atestou a propriedade do material encontrado como sendo da unidade e frisou que os equipamentos de acesso venoso e nasal são de aquisição e uso estritamente médico hospitalar.

Outras informações coletadas pelos investigadores foram obtidas em conversa de aplicativo de mensagem do celular da enfermeira, que foi acessado pelos policiais com o consentimento formal dela e de seu advogado. Em um trecho de conversa entre ela e um médico para acertar o valor de uma visita, a enfermeira pergunta se será necessário levar os materiais ou o paciente já tem, pois caso tenha que levar, o valor cobrado será maior. “..vai ter que cobrar R$ 300,00 pois o material é muito caro e não consegue achar”, diz trecho do diálogo, conforme consta no auto da prisão em flagrante.

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Na mesma conversa, a enfermeira avisa ao médico que se ele precisar de qualquer material, “é só ele avisar que ela consegue também, pois quem não tem conhecimento hospitalar, pra comprar é complicado.”

Flagrante por peculato 

O delegado Caio Fernando Albuquerque, que atendeu o flagrante, explica que, mesmo sendo contratada da Santa Casa, por exercer suas funções em unidade pública hospitalar, ela é equiparada a servidora pública, conforme previsto no Artigo 327 do Código Penal.

“Deparamos com a situação de uma servidora pública, por equiparação, que, mesmo vendo, diariamente, toda a terrível situação a que passamos, agindo na contramão, objetivando interesses próprios, e valendo-se das facilidades que seu emprego proporciona, apropriou-se de testes para constatação da covid, e mais, apropriou-se de equipamentos de uso exclusivo médico hospitalar, estes já deveras escassos por conta do incontrolável aumento da pandemia”, pontuou Caio Albuquerque.

Com os elementos coletados, o delegado autuou a enfermeira em flagrante pelo crime de peculato (artigo 312 do CP) e encaminhou representação ao Poder Judiciário pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

O auto de flagrante será remetido à 2ª Delegacia de Polícia de Cuiabá, que dará sequência à investigação.

A enfermeira foi encaminhada para audiência de custódia da Justiça.

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