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Polícia Civil aplica R$ 2,2 milhões na estruturação de delegacias

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O recurso financeiro foi direcionado a suprir demandas da Instituição, como reformas e ampliações de delegacias, compra de equipamentos de informática e tecnologia da informação (computadores, drones, câmera digital, câmeras de monitoramento, switch), armamento e material bélico (colete balístico, uniforme, armas e munições), etilômetros, mobiliários (cadeiras, longarinas), mobília infantil para as Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher no interior do Estado e aparelhos de ar condicionado.Um aporte financeiro de R$ 2,2 milhões foi disponibilizado à Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, por meio de emendas parlamentares, para estruturação das unidades policiais.

O dinheiro é oriundo de sete emendas de iniciativa dos deputados estaduais: Wancley Carvalho, Sebastião Rezende, Romoaldo Júnior, Saturnino Masson, Gilmar Fabris, Pedro Satélite e Wagner Ramos, que foram aprovadas em plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso entre os anos de 2017 e  2018.

“As emendas destinadas pelos deputados são importantíssimas e demonstram grande reconhecimento aos trabalhos desenvolvidos pela Polícia Judiciária Civil, além de credibilidade e confiança na execução dos valores das emendas. Temos plena convicção que nossas unidades estão melhores equipadas para atender o publico, bem como, para o desempenho das atividades profissionais dos nossos servidores”, pontuou o delegado geral da Polícia Civil, Fernando Vasco Spinelli Pigozzi.

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O deputado Wancley Carvalho apresentou quatro emendas, totalizando mais de R$ 1,6 milhão de recurso aplicados na compra de equipamentos e armamentos. “Sou policial civil  e represento o Estado como deputado. Sei das dificuldades na área da segurança pública e como conhecedor da estrutura organizacional da Polícia Civil,  priorizei parte das minhas emendas para contribuir com investimento e avanço da Instituição”, destacou.

“Junto com a equipe técnica da Secretaria de Segurança Pública (SESP), os servidores dessa Diretoria vem nos auxiliando para que pudéssemos tirar do papel todo esse recurso e colocar na ponta para os nossos policiais, oportunizando melhores condições para exercerem suas atividades e atribuições. Estou muito orgulhoso em contribuir diretamente com a minha Instituição”, disse Wancley.

O deputado parabenizou as diretorias que passaram ao longo de seu mandato, em especial, a atual gestão, via a equipe Diretoria de Execução Estratégica, coordenada pelo delegado Mario Dermeval Aravechia de Resende.

Os outros seis parlamentares que destinaram orçamento foram: Romoaldo Junior com R$ 140 mil, Wagner Ramos, com R$ 125 mil; Saturnino Masson, com R$ 125 mil, Pedro Satélite, com R$ 100 mil; Gilmar Fabris, com R$ 50 mil, e Sebastião Rezende com mais de R$ 47 mil.

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O processo para recebimento dos valores provenientes de emendas parlamentares iniciou em novembro de 2017. Na ocasião, a equipe do Setor de Aquisição da Diretoria de Execução Estratégica (DEE) montou um portfólio, especificando as principais necessidades da Polícia Civil. Esse material foi apresentado aos deputados estaduais, que ficaram sensibilizados com as necessidades de reestruturação das delegacias de policia.Para o deputado Romoaldo Junior, um dos motivos que o levou a destinar  recurso para Polícia Civil foi o profissionalismo do trabalho desenvolvido pela Diretoria, para  dar condições e melhorar as delegacias no interior.

“O governo tem investido muito pouco, cortando a cada ano repasses para Segurança Pública. Penso que cada parlamentar deveria cuidar da sua região, disponibilizando emendas para ajudar as unidades policiais. Percebo nos delegados e equipes a vontade de trabalhar com a comunidade no combate  à criminalidade”, disse Romoaldo Junior.

“Tivemos 100% de sucesso nas aquisições. Isso tudo ajudou a reduzir algumas demandas da Polícia Civil, em mobiliário, reforma e equipamentos, dotando as delegacias de meios para o desempenho da atividade fim”, finalizou do diretor.O diretor de Execução Estratégica (DEE), Mario Resende, comentou a importância dessas verbas diante do cenário de crise econômica do Estado e pouca dotação orçamentária.

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Polícia

Enfermeira é presa em flagrante por roubar kits para teste de covid da Santa Casa

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Com a profissional foram encontrados equipamentos de propriedade do hospital e testes da covid-19

Uma enfermeira de 44 anos foi presa em flagrante pela Polícia Civil na madrugada deste domingo (11.04) pelo crime de peculato cometido contra uma unidade hospitalar pública, na Capital. Com a profissional foram encontrados diversos kits utilizados para testagem da covid e também materiais de acesso venoso e nasal de uso estritamente médico-hospitalar.

A equipe plantonista da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) recebeu uma denúncia e seguiu na noite de sábado até o Hospital Estadual Santa Casa para checar as informações sobre uma servidora da unidade que estaria furtando testes de covid.

Na presença de uma recepcionista e de outras pessoas que estavam no local, os investigadores revistaram a bolsa da profissional e encontraram dentro de uma sacola plástica preta, diversos instrumentos e medicamentos utilizados para o teste de covid, sendo: 25 cotonetes em um envelope plástico lacrado; um frasco de reagente; 25 frascos para pipetagem; dois equipos macro gotas; dois equipos dupla via; quatro cateteres nasais tipo óculos de oxigênio e vários cateteres intravenosos de marcas diversas.

Os investigadores foram informados de que nenhum servidor do hospital tem autorização para retirar medicamentos ou instrumentos hospitalares da unidade.

A profissional foi encaminhada para a DHPP e alegou desconhecimento sobre a maioria dos objetos encontrados em sua bolsa, somente reconhecendo os cateteres nasais, que disse ter o costume de “manter em sua bolsa” para atender emergência de estabilização. Porém, em depoimento, ela respondeu que eram seus e que os utilizava em plantões particulares.

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Um profissional de enfermagem ouvido na delegacia confirmou que todos os materiais encontrados com a enfermeira são de propriedade do hospital e que os códigos que constam são de controle interno da farmácia da unidade, como forma de saber como está sendo utilizado. Ele informou ainda que a profissional detida tinha a função da triagem dos pacientes, o que não abrangia a realização de testes covid, que é realizada por enfermeiros próprios da unidade hospitalar. Ele destacou que servidor do hospital não tem autorização para sair com medicamentos ou instrumentos de trabalho.

A diretora do hospital compareceu à DHPP e também atestou a propriedade do material encontrado como sendo da unidade e frisou que os equipamentos de acesso venoso e nasal são de aquisição e uso estritamente médico hospitalar.

Outras informações coletadas pelos investigadores foram obtidas em conversa de aplicativo de mensagem do celular da enfermeira, que foi acessado pelos policiais com o consentimento formal dela e de seu advogado. Em um trecho de conversa entre ela e um médico para acertar o valor de uma visita, a enfermeira pergunta se será necessário levar os materiais ou o paciente já tem, pois caso tenha que levar, o valor cobrado será maior. “..vai ter que cobrar R$ 300,00 pois o material é muito caro e não consegue achar”, diz trecho do diálogo, conforme consta no auto da prisão em flagrante.

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Na mesma conversa, a enfermeira avisa ao médico que se ele precisar de qualquer material, “é só ele avisar que ela consegue também, pois quem não tem conhecimento hospitalar, pra comprar é complicado.”

Flagrante por peculato 

O delegado Caio Fernando Albuquerque, que atendeu o flagrante, explica que, mesmo sendo contratada da Santa Casa, por exercer suas funções em unidade pública hospitalar, ela é equiparada a servidora pública, conforme previsto no Artigo 327 do Código Penal.

“Deparamos com a situação de uma servidora pública, por equiparação, que, mesmo vendo, diariamente, toda a terrível situação a que passamos, agindo na contramão, objetivando interesses próprios, e valendo-se das facilidades que seu emprego proporciona, apropriou-se de testes para constatação da covid, e mais, apropriou-se de equipamentos de uso exclusivo médico hospitalar, estes já deveras escassos por conta do incontrolável aumento da pandemia”, pontuou Caio Albuquerque.

Com os elementos coletados, o delegado autuou a enfermeira em flagrante pelo crime de peculato (artigo 312 do CP) e encaminhou representação ao Poder Judiciário pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

O auto de flagrante será remetido à 2ª Delegacia de Polícia de Cuiabá, que dará sequência à investigação.

A enfermeira foi encaminhada para audiência de custódia da Justiça.

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