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Opinião

Poderia a imprensa cobrir eleições abrindo mão de pesquisas eleitorais?

Publicado

Hugo Souza

Não chegou a ser um terremoto, mas as declarações de uma das mais importantes figuras do jornalismo americano (se não por nada, por causa do cargo que ocupa), dadas num famoso programa de crítica de mídia da CNN, parecem ter causado certa trepidação na imprensa dos EUA. Ou pelo menos pode ser o início de uma chacoalhada na mídia no sentido de mudar a qualidade da cobertura eleitoral, da cobertura política, e, portanto, a qualidade da relação da imprensa com a Democracia.

No último 6 de janeiro, no programa Reliable Sources, Sally Buzbee, editora-executiva da Associated Press – maior agência de notícias dos EUA – exortou a imprensa dos EUA a gastar menos tempo, “ou talvez perder tempo nenhum”, com pesquisas de intenção de voto sobre a corrida à Casa Branca do ano que vem, aquela na qual Donald Trump tentará a reeleição – conforme nos lembrou, há pouco, o deputado Eduardo Bolsonaro, que saiu da Casa Branca usando um boné “Trump 2020”.

Nos EUA como no mundo, a cobertura das eleições majoritárias pela mídia é altamente balizada por aquilo que nos EUA atende pelo nome de “horse race”, a corrida eleitoral, os números dos institutos de pesquisa que dizem, informam, indicam quem larga na frente, quem pode disputar cabeça a cabeça, quem não chance, etc, em detrimento, pelo menos aparentemente, daquilo que o crítico de mídia e professor da Universidade de Nova Iorque Jay Rosen chama de “agenda dos cidadãos”, ou seja, o que as pessoas esperam que os candidatos discutam, sobre o quê elas querem que eles falem.

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A própria Sally Buzbee, no programa da CNN, disse que não tinha lá muitas esperanças de que as empresas da mídia dos EUA, Associated Press incluída, prestassem atenção nas suas palavras. Mas não foi exatamente o caso. O chamamento de Sally, que assumiu o cargo na AP na virada do ano, a que se deixe as pesquisas eleitorais em segundo plano, ou em plano nenhum, ecoou em alguns dos mais importantes órgãos da imprensa americana, como The Washington Post e The Atlantic.

No Washington Post, a colunista de mídia Margareth Sullivan apoiou a editora-executiva da AP e evocou precisamente a “agenda dos cidadãos” de Jay Rosen, reproduzindo algo que o professor escreveu em seu blog no dia 7 de novembro do ano passado:

“Prever o vencedor? Isso é sucesso? Mesmo que os jornalistas pudessem fazer isso (e eles não podem), não seria muito de um serviço público, seria? Uma coisa muito estranha sobre a cobertura da horse race é que ela não responde a nenhuma necessidade identificável do eleitor. Devo então votar no candidato com a melhor estratégia para obter meu voto?”.

É a crítica mais comum ao uso e abuso de pesquisas eleitorais: ela faz o processo democrático do sufrágio universal parecer um torneio esportivo e “incentiva” o eleitor a cerrar fileiras com o líder.

No Post, Margareth Sullivan lembra que, no início de 2016 (ano em que Trump foi eleito presidente dos EUA), quando trabalhava no New York Times, fez uma pesquisa nos textos de jornalismo político publicados pelo jornal um período de duas semanas, e verificou que três de cada quatro deles era sobre a “horse race”. E conclui, a colunista: “Isso está acontecendo novamente agora”, lembrando que, no mesmo domingo em que Sally Buzbee dizia o que disse na CNN, o Times publicava um artigo de destaque intitulado “Tensão partidária: pode uma mulher derrotar Trump?”, referindo-se à senadora democrata Elizabeth Warren, que se lançou pré-candidata à Casa Branca.

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Mas houve também quem criticasse a insurgência contra o foco em pesquisas eleitorais. No conceituado site Politico, Jack Shafer, escreveu que “informar as pessoas sobre quem está ganhando e quem está perdendo na corrida eleitoral de 2010 não é algo trivial; é algo de crucial importância para o trabalho da mídia”.

Sobre o número de matérias com foco em pesquisas, Shafer ponderou: “O ‘horseranismo’ pode ser assustador se o grosso da cobertura da campanha produz nada além de quem está no topo ou quem está abaixo nas pesquisas. Mas isso nunca foi o caso. Em jornais americanos abundam matérias detalhadas sobre as questões e as posições dos candidatos”.

Ele lembra que no final da campanha de 2008, a então ombudsman do Washington Post, Deborah Howell, fez um levantamento da cobertura política daquele ano e encontrou 1.295 matérias de “horse race” e “apenas” 594 histórias sobre ideias, por assim dizer. Mas Shafer chega a conclusão diferente da de Margareth Sullivan: “Esta proporção parece defensável, tendo em vista que a posição dos candidatos na corrida eleitoral pode mudar diariamente. As matérias sobre as questões e as posições dos candidatos não precisam desse tipo de revisão constante, especialmente se forem bem feitas”.

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Opinião

Morte é utopia

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Em Brasília/DF, Brasil, o Templo da Boa Vontade (TBV), a Pirâmide das Almas Benditas, dos Espíritos Luminosos, é um avanço nessa direção. Um dos maiores diferenciais está em sua universalidade. Há milhares de anos, as pirâmides, digamos assim, com seu simbolismo de existência perene, eram privilégio destinado a poucos. Já a mensagem do TBV, com o Ecumenismo Total, abriga a Humanidade da Terra e do Céu da Terra. O culto à morte, característica do passado distante, deu lugar à dinâmica da vida em plenitude.

No Templo da Paz, a vitalidade espiritual e humana é alimentada pelo poder misericordioso do “Grande Arquiteto do Universo”, no dizer dos irmãos maçônicos. Numa de suas paredes, coloquei esta diretriz, inspirada em Jesus (Evangelho, segundo João, 4:23 e 24): “Neste Templo até as pedras clamarão que Deus é Espírito e como tal deve ser adorado: em Espírito e Verdade”.

O Ecumenismo dos Corações, no TBV, iluminado pelo entendimento da Vida Imortal, não é utopia, mas prática diária. As criaturas são realmente respeitadas. Ele jamais exclui, contudo agrega a sabedoria originada nas mais diversas linhas de pensamento.

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Quem compartilhava dessa iniciativa de união era o nosso saudoso amigo dr. Nestor João Masotti (1937-2014), ex-presidente da Federação Espírita Brasileira (FEB). Na ocasião em que era secretário-geral do Conselho Espírita Internacional, destacou: “Um dos pontos que precisamos procurar é o entendimento entre todas as religiões. Naturalmente, não podemos pretender que todos pensem de forma absolutamente igual, mas podemos perfeitamente buscar uma forma para que possamos conviver fraternalmente. E, nesse caso, o trabalho da LBV passa a ser muito significativo, porque está ajudando os homens a se encontrarem para convivermos fraternalmente, mesmo com pontos de vista doutrinários, espiritualistas e religiosos diferentes”.

 

A morte não existe

Como também pensava o dr. Masotti, esmeremos no desenvolvimento desta consciência: “A morte não existe!” É o grande brado do Templo da Boa Vontade, conforme escrevi, no fim da década de 1980, na página “Quanto à abrangência do TBV”. Trata-se de esclarecimento indispensável na prevenção do suicídio, que, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), leva ao óbito uma pessoa a cada 40 segundos no planeta. É um problema global de saúde pública que deve ser enfrentado pela sociedade. Alziro Zarur (1914-1979), sempre lembrado fundador da Legião da Boa Vontade, alertava que “o suicídio não resolve as angústias de ninguém”. Joguemos fora qualquer tabu e trabalhemos corretamente para impedi-lo. Que não falte, a partir das crianças, a devida instrução espiritual, moral, material, e o socorro urgente àqueles que já tenham manifestado tendências suicidas. O Amor Fraterno é capaz de impedir numerosas tragédias!

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Por JOSÉ DE PAÍVA NETTO

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