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Planalto reestrutura comunicação após avaliar que área foi ineficiente e amplificou crises do governo

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BRASÍLIA – Embora o presidente Jair Bolsonaro conteste os resultados das pesquisas que mostram a queda na aprovação de seu governo , o Palácio do Planalto deflagrou uma reestruturação da comunicação para melhorar a imagem do Executivo. A avaliação interna é que a área foi ineficiente e amplificou crises nos cem primeiros dias de governo. O presidente também tem sido aconselhado por militares a melhorar seu relacionamento com a imprensa.

Ex-sócio da empresa de verificação de audiência Controle da Concorrência, ele é visto como mais hábil para a função. Barbosa era tido como engessado e sem interlocução com o setor. Ambos gozam da confiança de Carlos Bolsonaro, filho do presidente que, segundo interlocutores, é quem na prática dá as cartas na comunicação do Planalto.

Ao assumir, o novo secretário tomou como principal missão levar às ruas a campanha publicitária da reforma da Previdência. A estratégia da propaganda sobre a importância das novas regras, principal plataforma do governo, está em fase embrionária. As peças de TV, rádio e demais veículos sequer foram aprovadas.

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Mesmo antes de ser efetivado no cargo, Wajngarten já circulava no Planalto e fazia reuniões com assessores e agências de comunicação prestadoras de serviço ao governo. Ele se encontrou com o vice-presidente Hamilton Mourão, cujas declarações — geralmente, opostas às de Bolsonaro — costumam causar desconforto no núcleo duro do governo.

Mudanças na rede

A reestruturação incluirá a reformulação dos canais digitais do governo, responsável pelos sites do Executivo e por cuidar dos perfis institucionais do Planalto nas redes sociais. Um dos cotados para comandar a ação é Glen Valente, diretor comercial e de marketing do SBT por cinco anos, até 2017. É dessa época que ele conhece Wajngarten. Formado em Administração, Valente passou pela American Express e por bancos de Brasil e México.

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Congresso aprova crédito extra de R$ 248,9 bilhões para o governo

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Por Fernanda Calgaro, Gustavo Garcia e Fernanda Vivas, G1 e TV Globo — Brasília

Congresso Nacional aprovou nesta terça-feira (11) um projeto que autoriza crédito extra de R$ 248,9 bilhões para o governo federal. A proposta define que os recursos serão obtidos por meio da emissão de títulos do Tesouro Nacional.

Por ter sido aprovado em uma sessão conjunta, formada por deputados e senadores, o texto seguirá para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Na votação da Câmara, o texto foi aprovado por 450 votos a zero. Na votação do Senado, o texto passou por 61 votos a zero.

De acordo com o texto, o dinheiro será destinado ao pagamento de benefícios previdenciários, do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e de outros programas do governo.

O texto define que o governo poderá contrair dívidas para pagar despesas correntes, como salários e benefícios sociais, sem descumprir a chamada “regra de ouro“.

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O mecanismo, previsto na Constituição, proíbe o Poder Executivo de se endividar com a emissão de títulos para custear despesas do dia a dia. A única exceção, pela “regra de ouro”, é se houver autorização do Congresso. Caso contrário, o presidente da República pode ser enquadrado no crime de responsabilidade fiscal.

Acordo

Antes de ser aprovada no plenário, a proposta passou pela Comissão Mista de Orçamento, onde foi costurado um acordo entre representantes do governo e de vários partidos.

Governistas precisaram ceder a algumas demandas de diferentes partidos, incluindo os de oposição, para viabilizar a votação.

Líder do governo no Congresso, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) afirmou que o Poder Executivo se comprometeu a:

  • liberar para a educação R$ 1 bilhão dos recursos atualmente contingenciados;
  • destinar R$ 1 bilhão ao programa habitacional Minha Casa, Minha Vida;
  • destinar R$ 550 milhões para as obras de transposição do Rio São Francisco;
  • liberar R$ 330 milhões para bolsas de estudo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
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Suspensão de benefícios

No último sábado (8), Bolsonaro disse que teria de suspender, a partir de 25 de junho, o pagamento de benefícios a idosos e pessoas com deficiência caso o Congresso não aprovasse o projeto.

Acrescentou que, se a proposta não fosse aprovada, outros programas poderiam ficar sem recursos nos próximos meses. E citou o Bolsa Família, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e o Plano Safra.

“Acredito na costumeira responsabilidade e patriotismo dos deputados e senadores na aprovação urgente da matéria”, afirmou Bolsonaro na semana passada.

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