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PF deve convocar 1.200 aprovados em concurso

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O ministro da Justiça, Sergio Moro, afirmou que a Polícia Federal deve convocar 1.200 aprovados no concurso de 2018 para minimizar o déficit de funcionários da instituição. Em fala durante a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, na Câmara dos Deputados, em Brasília, o ministro informou que o presidente Jair Bolsonaro deu aval para convocar 600 aprovados ainda este ano e o restante, em 2020.

“Já há concordância do presidente da República que nós aproveitemos esse mesmo concurso para chamar 600 este ano e mais 600 no início do próximo ano. Embora exista problema fiscal, é possível focalizar alguns recursos nessas políticas importantes”, afirmou o ministro, na última quarta-feira (8).

A presidente do Sindicato dos Delegados da Polícia Federal do Estado de São Paulo (SINDPF SP) e diretora regional da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Tania Prado, acredita que a convocação é o primeiro passo para amenizar a falta de profissionais na PF. “O efetivo da Polícia Federal está muito reduzido, haja vista o déficit que se acumulou ao longo dos anos em que a instituição não foi tratada com a devida prioridade”, afirma.

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Sobre o investimento com as contratações, a delegada lembra que o retorno para a sociedade é três vezes maior que o investimento inicial. “É importante destacar que cada real investido na PF gera um retorno de 3 reais à sociedade”, argumenta.

Concurso

O concurso para a PF foi aberto no ano passado para 500 vagas. Deste total, 180 eram para agentes, 150 para delegados, 80 para escrivães, 60 para peritos e 30 para papiloscopista. A distribuição dessas 600 vagas iniciais anunciadas pelo ministro, no entanto, não foi informada pelo governo.

Conforme reportagem veiculada na Folha Dirigida, publicação especializada em concursos, a convocação dos 1.200 aprovados já teria sido assinada pelo ministro Sergio Moro e estaria no Ministério da Economia para análise de orçamento.

Déficit

Com 4.310 cargos vagos, a Polícia Federal tem hoje o menor efetivo desde 2008, segundo dados da instituição.
Esses cargos abrangem 675 delegados, 127 peritos criminais, 2.414 agentes de polícia, 965 escrivães e 129 papiloscopistas.

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Inep investiga faculdades particulares suspeitas de fraudar o Enade no Mato Grosso

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Maria Aparecida Enes Andrade, empresária, diretora e sócia de três faculdades em Cuiabá, foi alvo de reportagem do Fantástico, da Rede Globo, no último domingo (16). Uma denúncia de um estudante de Administração ao Inep acusa a Faculdade de Cuiabá (Fauc), Faculdade Cândido Rondon e a Faculdade Desembargador Sávio Brandão (Fausb) de fraude em processo de realização do Enade, exame que avalia o desempenho dos alunos de ensino superior.

A reportagem do Fantástico aponta que, em 2015, três faculdades tiveram notas um ou dois no Enade, em uma escala que vai até cinco. Em 2018 o Ministério da Educação aplicou novo teste, sendo que a repetição das notas baixas ocasionaria sanções às instituições, que vão desde a diminuição do número de vagas até o fechamento.

A maior parte dessa nota, 55% dela, sai de uma prova feita por estudantes veteranos que já tenham cumprido 80% do curso. A direção dessas faculdades deu um jeito de garantir que só os bons alunos fizessem o Enade: apressou a formatura dos alunos mais fracos, que poderiam abaixar a nota média.

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Um estudante de administração fez uma denúncia anônima na página do Inep, responsável pelo Enade. Segundo a denúncia, a faculdade ameaçou reprovar alunos que se negassem a participar da fraude. A gravação indica também que as faculdades interromperam as aulas da graduação para dar curso preparatório para o Enade.

Em gravações de reuniões da diretora com professores, obtidas pelo Fantástico, ela cobra resultados positivos na avaliação nacional. “Vocês têm que parar tudo e só intensificar Enade”, diz em um trecho. “”Do jeito que nós estamos, a gente nunca vai sair de protocolo de risco”, acrescenta em outro.

“Nós vamos ter que colocar goela abaixo. Porque senão o meu Enade vai ser zero”, diz Maria Aparecia Enes Andrade.

Há outras duas avaliações que compõem a nota de uma faculdade. Uma delas é o “Questionário do Estudante”, preenchido pelos alunos, com informações sobre a instituição. Ele pode ser preenchido de qualquer lugar com acesso à internet. Mas os professores obrigavam os alunos a fazerem isso nos computadores da faculdade, para controlar as respostas dadas.

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“Antes de o aluno enviar tem que ter um auditor olhando as respostas e chancelando para o aluno ir embora”, afirma a diretora Maria Aparecida nas reuniões gravadas. “Essa coisa de liberdade não existe. Ela é entre aspas.”

Por telefone, estudantes confirmaram a fraude. “Indiretamente, houve uma indução”, diz um deles.

De acordo com o presidente do Inep, Alexandre Lopes, já foi iniciado um processo de investigação. “Já enviamos questionário à instituição de ensino, já recebemos, estamos fazendo agora a apuração interna e assim que concluirmos encaminharemos ao Ministério da Educação”, afirma.

Por meio de seus advogados, Maria Aparecida negou as irregularidades. A reportagem completa pode ser conferida AQUI.

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