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“Pensei que eu fosse burro, mas ganharam de mim”, diz Tevez sobre final em Madri

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A final da Copa Libertadores entre River Plate e Boca Juniors será neste domingo, no Santiago Bernabéu, em Madri. Mas tem jogador que ainda não se conformou com a ideia de jogar a decisão do principal campeonato sul-americano na Espanha, como o atacante Xeneize Carlos Tevez.

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Guillermo Schelotto e Carlos Tevez no dia do adiamento da segundo jogo da final da Libertadores ainda no Monumental de Núñez
Divulgação

Guillermo Schelotto e Carlos Tevez no dia do adiamento da segundo jogo da final da Libertadores ainda no Monumental de Núñez

Após o treino desta quinta-feira, Tevez brincou ao ser questionado pelo diário Olé sobre a mudança e disse que os dirigentes da Conmebol conseguiram superar sua burrice. “Eu pensei que eu fosse burro, mas ganharam de mim com isso (mudança para Madri”, disse o experiente atacante.

O jogador de 34 anos ainda afirmou que os dirigentes da entidade que comanda o futebol sul-americano são “três loucos atrás de uma mesa, não entendem nada”. Já de acordo com o jornal Marca , O camisa 32 acredita que os jogadores foram os mais prejudicados pela final ser disputada na capital espanhola.

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“Não estou de acordo que se jogue o Bernabéu. Os jogadores é que saem perdendo. Tiraram o nosso sonho. Tiraram o sonho dos jogadores do Boca para o jogo de volta no campo do River. E creio que os jogadores do River também sentem o mesmo”, afirmou.

A imprensa argentina, por meio do jornal Clarín , noticiou também que o camisa 32 foi um dos principais jogadores que articularam para que o Boca Juniors não entrasse em campo no dia 24 de novembro, dia da confusão no Monumental de Núñez.

Ele teria atravessado a posição do presidente do clube Daniel Angelici e liderou a resistência contra a pressão da Conmebol.

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A decisão entre River Plate e Boca Juniors foi transferida para o Santiago Bernabéu, em Madri, após o adiamento do segundo jogo por conta do apedrejamento do ônibus do clube xeneize. O duelo será neste domingo, às 17h30, horário de Brasília. Tevez tentará seu segundo título da Libertadores, o primeiro foi em 2003.

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Aos 44 anos, Anderson Silva luta pelo espetáculo – e que mal há nisso?

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Anderson Silva agachado
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Anderson Silva, lutador brasileiro do UFC

Onde você estava aos 44 anos? Onde estará? Com essa idade recém-completada, Anderson Silva mostrou à imprensa presente no seu treino dessa quarta-feira (17), no Rio de Janeiro, que ainda tem ‘lenha para queimar’. E nós, da Ag. Fight, pudemos acompanhar de perto um treino leve do ex-campeão dos pesos-médios (84 kg).

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Com o característico bom humor, Anderson Silva já chegou à Escola de Boxe Cesário Bezerra fazendo brincadeiras com os parceiros de treino.

Após se aquecer no tatame, ‘Spider’ recebeu instruções e testou algumas posições com o mestre de jiu-jitsu Ricardo de la Riva. Depois disso, foi se experimentar contra os colegas.

Ao som de música instrumental que remetia a trilhas sonoras de filmes épicos, Anderson mostrou que continua afiado no jiu-jitsu.

Apesar de a arte suave não ser a sua especialidade, durante o ‘rola’ ele foi claramente superior aos parceiros, apesar de não deixar as brincadeiras de lado. “Tem uma parada aqui”, falou, apontando para o rosto do colega. Desprevenido, o companheiro de treino abaixou a guarda
e deixou o pescoço à mostra para o ‘Spider’ encaixar um ‘mata-leão’.

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A provocação aos oponentes, aliás, foi uma constante durante o trabalho. Muito criticado por parte dos fãs e da imprensa por fazer uso exagerado desse artifício em algumas de suas lutas, no treino dessa quarta, Anderson não poupou seus parceiros de suas brincadeiras – mesmo diante de um grande número de jornalistas atentos a cada movimento do lutador.

“Vem tranquilo”, provocou o atleta do UFC, em referência a um ‘meme’ que recentemente viralizou nos aplicativos de mensagem e nas redes sociais.

Após o ‘rola’ do jiu-jitsu, o ‘Spider’ descansou um pouco, antes de mostrar a sua maior especialidade: o chute. A idade não parece ter afetado a potência e a precisão do golpe do campeão do Ultimate de 2006 a 2013, mas o passar dos anos fez com que ele adaptasse o seu
treinamento.

“O que eu faço é me expor menos. Tem coisas que a gente não tem mais como fazer. Antigamente, eu fazia esse treino e a gente saía no soco ali, um cortava o outro, machucava o braço, e no outro dia eu estava zerado. Hoje em dia, tenho que ter um pouco mais de cuidado e toda a equipe tem essa consciência”, relatou Anderson após o treino.

Agendado para voltar ao octógono no próximo dia 11 de maio, no Rio de Janeiro, contra o pouco conhecido Jared Cannonier, o ex-campeão dos médios parece ter consciência de que o final da carreira está próximo, mesmo persistindo no discurso pouco plausível de que pode disputar o cinturão nas “três ou quatro lutas” que ainda restam em seu contrato.

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“Eu acho que todo lutador que está no UFC pensa no título. Já tive toda essa experiência (…), então nada disso é novo. Tudo o que vier agora a gente absorve como conhecimento. Então, o objetivo é estar bem, ir lá fazer o que eu amo”, concluiu.

O que muitas vezes não fica suficientemente claro aos fãs – e até aos jornalistas, que insistem em cobrar do Spider os resultados dos velhos tempos – é que é justamente o clima de brincadeira, bom humor e show que dá sentido à carreira de Anderson hoje em dia.

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Aos 44 anos, sem os mesmos reflexos de antes e ultrapassado por muita gente mais nova e no auge, não haveria qualquer razão para que o ex-campeão entrasse no octógono se não fosse a sua vocação para o espetáculo.

E quem for ao UFC 237, no Rio de Janeiro, terá a chance de assistir à luta que, muito provavelmente, será o fechar das cortinas do ‘Spider’ Anderson Silva no Brasil.

Fonte: IG Esportes
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