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Polícia

Patrulha visa fortalecer rede de proteção a mulheres em Várzea Grande

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Nara Assis / Sesp-MT

De janeiro até 15 de outubro de 2018 foram registrados seis homicídios contra vítimas femininas em Várzea Grande, de acordo com a Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal (CEAC) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT). Com o objetivo de reduzir esse número, a Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar Contra Mulheres de Várzea Grande e Nossa Senhora do Livramento oficializou a implantação da Patrulha Maria da Penha de Várzea Grande, na manhã desta terça-feira (30.10).

O projeto foi idealizado pelo Ministério Público Estadual (MPE) e conta com a parceria dos Poderes Executivos de Várzea Grande e Nossa Senhora do Livramento, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), por meio da Polícia Militar (PM-MT) e Polícia Judiciária Civil (PJC-MT), entre outros.

O objetivo é combater casos de violência doméstica e familiar e evitar feminicídios, que são homicídios motivados pela condição de ser mulher. As vítimas que possuem medidas protetivas de urgência receberão visitas frequentes de guardas municipais e da PM-MT para acompanhamento e confirmação se os autores estão cumprindo a medida imposta pela Justiça. Posteriormente, um relatório do trabalho será enviado ao Poder Judiciário.

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A Patrulha Maria da Penha de Cuiabá também já está em funcionamento no bairro Dom Aquino, e já tem previsão de expansão para outro bairro que será definido em breve. O comandante da Regional II, coronel PM Marcos Roberto Sovinski, ressaltou a importância deste projeto para a proteção das mulheres vítimas. “A expectativa é que com o atendimento mais individualizado das equipes que foram capacitadas, nós consigamos reduzir os indicadores de crimes cometidos contra a mulher, mais especificamente aqueles relacionados à violência doméstica e familiar”.

O secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp-MT, Coronel PM Jonildo Assis, que participou do evento de lançamento em Várzea Grande, frisou que a cooperação entre os órgãos que compõem a rede de proteção é fundamental para que as medidas sejam eficazes. “Esse projeto, por meio de uma grande rede de proteção à mulher, trará reflexos positivos na redução dos índices criminais, pois Várzea Grande é a segunda maior cidade do estado de Mato Grosso e merece um trabalho como esse. A Secretaria de Segurança Pública é parceira, tanto que criamos nossa Câmara Temática de Defesa da Mulher, instância essencial para a instalação da Patrulha em Cuiabá e que visa expandir para todo o estado”.

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Rodas de conversa com os agressores

Também foi lançado o “Serviço de Reflexão para Homens”, que visa atender autores do fato em cumprimento de medidas protetivas previstas pela Lei n. 11.340/06, deferidas pelo Poder Judiciário. Eles participarão periodicamente de rodas de conversa e palestras no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS – Várzea Grande) ou Centro de Referência de Assistência Social (CRAS – Nossa Senhora Livramento) como forma de conscientização e responsabilização pelo ato. Na quarta-feira (31), às 9h, será a vez do lançamento em Nossa Senhora do Livramento, a 42 km de Cuiabá.

Também fazem parte da iniciativa o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Defensoria Pública, Guarda Municipal, Secretaria de Assistência Social, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/VG), Associação Brasileira das Mulheres de Carreira Jurídica de Mato Grosso (ABMCJMT), Liga das Irmãs Ofendidas em seu Sentimento (Lírios) e Conselho Municipal de Direitos da Mulher de Várzea Grande.
 

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Delegados de Mato Grosso ganham o maior salário do Brasil

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Um levantamento realizado pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) mostrou que os delegados de Mato Grosso são os que ganham o maior salário da categoria no país. O salário mensal de um delegado da Polícia Civil no estado é de R$ 24,5 mil.

Enquanto o salário dos delegados de Mato Grosso é o maior do país, o vencimento de escrivães e investigadores – as outras carreiras da Polícia Civil-, está bem longe do primeiro lugar.

Para os escrivães, profissionais responsáveis pelo registro de ocorrências e pela documentação das investigações, o salário é de R$ 5,5 mil, o 11º no ranking brasileiro.

Já para os investigadores, policiais que coletam provas sobre os crimes, localizam e interrogam suspeitos e mantém a segurança dos locais de investigação, o vencimento inicial é de R$ 5,5 mil, o 9º maior na comparação com o mesmo cargo em outros estados.

Dados da Polícia Civil mostram que no quarto trimestre de 2020 havia 400 cargos para delegados, porém, 158 estavam vagos. Já para escrivão de polícia, são 1,2 mil vagas, mas só 2.056 ocupados. E para investigador são 4 mil vagas, com 1.944 cargos vagos.

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Por ser uma carreira típica de Estado, ou seja, que não podem ser substituída por profissional contratado, os cargos da Polícia Civil só podem ser ocupados através de concurso público. No entanto, para conseguir benefícios com o governo federal durante a crise, o Estado se comprometeu a não criar novos gastos até 2022, o que incluem os concursos.

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