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Agricultura

Participação do agronegócio nas exportações brasileiras cresce 1,5% em março

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No mês de março, as exportações do agronegócio somaram US$ 8,64 bilhões, valor 5,3% inferior aos US$ 9,12 bilhões exportados em março de 2018. A queda do valor exportado ocorreu em função, principalmente, da queda dos preços internacionais dos produtos exportados pelo Brasil. O índice de preço dos produtos exportados pelo agronegócio teve redução de 6,4%, porcentagem que foi em parte compensada pela elevação de 1,2% no volume das exportações.

A participação dos produtos do agronegócio nas exportações brasileiras, teve elevação de 1,5 ponto percentual, chegando a 47,6% de participação. O aumento da participação ocorreu apesar da queda de 5,3% nas vendas externas dos produtos do agronegócio, pois as exportações dos demais produtos apresentaram queda superior, de 14,2%.

As importações de produtos do agronegócio também tiveram redução no mês, passando de US$ 1,29 bilhão em março de 2018 para US$ 1,14 bilhão em março de 2019 (-11,9%).

Os cinco principais segmentos exportadores do agronegócio brasileiro foram: complexo soja (US$ 3,98 bilhões; 46,0% do valor exportado); carnes (US$ 1,23 bilhão; 14,3% do valor exportado); produtos florestais (US$ 1,10 bilhão; 12,7% do valor exportado); café (US$ 467,39 milhões; 5,4% do valor exportado); complexo sucroalcooleiro (US$ 392,70 milhões; 4,5% do valor exportado).

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A participação desses cinco principais segmentos foi de 83% do valor total exportado pelo agronegócio brasileiro em março. No mesmo mês do ano anterior, as exportações desses setores tiveram participação de 84,2% do valor total exportado em produtos do agronegócio. Ou seja, houve desconcentração nas exportações do setor.

O valor das exportações dos vinte demais setores do agronegócio foi de US$ 1,47 bilhão, cifra 2,3% superior àquela de março de 2018, que foi de US$ 1,44 bilhão.

O principal segmento exportador do agronegócio em março foi o complexo soja, que aumentou sua participação para 46% do valor total das exportações, com vendas externas de US$ 3,98 bilhões. O volume exportado de soja em grão foi recorde para os meses de março, atingindo 9,1 milhões de toneladas (+3%). Porém, a queda do preço internacional da commoditie em 6,8% fez com que o valor exportado caísse 3,9%, chegando a US$ 3,30 bilhões.

As exportações de carnes caíram de US$ 1,35 bilhão em março de 2018 para US$ 1,23 bilhão em março de 2019 (-8,5%). Todos os tipos de carnes apresentaram queda no valor exportado: carne de frango (US$ 557,96 milhões; -3,9%); carne bovina (US$ 529,45 milhões; -10,5%); carne suína (US$ 105,70 milhões; -8,9%); e carne de peru (US$ 4,98 milhões; -72,2%).

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O setor cafeeiro foi o único dentre os cinco principais segmentos do agronegócio brasileiro que apresentou crescimento das exportações em março de 2019. As exportações do produto subiram para US$ 467,39 milhões (+12,3%), fruto do expressivo incremento de 38,9% no volume exportado. O preço médio de exportação, porém, teve queda de 19,1%.

 

Mais informações à imprensa:Coordenação-geral de Comunicação Social
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Fonte: MAPA GOV
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Agricultura

Brasil recorre à OMC contra barreira da Indonésia ao frango brasileiro

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O Brasil vai acionar a Indonésia na Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, na Suíça, para contestar as barreiras criadas pelo país para dificultar a importação de carne de frango. Ontem (13), o governo brasileiro circulou em Genebra um pedido de painel contra a Indonésia. O pedido será examinado no Órgão de Solução de Controvérsias (DSB), em reunião prevista para o próximo dia 24 de junho.

A divergência com a Indonésia tem cinco anos. Em 2017, o país ganhou uma disputa contra aquele país na OMC, e os juízes deram prazo até junho do ano passado para os indonésios eliminarem as barreiras contra o frango brasileiro. Até hoje, porém, o país asiático não autorizou as exportações brasileiras. A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) visitou a Indonésia no mês passado, e a exportação de carnes foi um dos temas da conversa. Na ocasião, a ministra pediu uma reposta ao governo indonésio sobre a missão técnica daquele país que visitou frigoríficos no Brasil em  abril de 2018.

O DSB terá de examinar se os indonésios implementaram as determinações da OMC, além de tentar descobrir se o país continua violando o Acordo SPS (sobre barreiras sanitárias e fitossanitárias), ao atrasar, sem justificativa, o reconhecimento sanitário dos exportadores brasileiros. Pelas regras da OMC, os países não podem retardar indefinidamente a concessão das autorizações sanitárias. O órgão não identificou motivos para a demora na conclusão dos procedimentos.

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Na viagem, Tereza Cristina disse ao  ministro da Agricultura da Indonésia, Amran Sulaiman, que o Brasil tem condições de suprir a demanda por proteína animal dos indonésios, principalmente de carne bovina, sendo um fornecedor alternativo e com preços mais baratos em relação à carne da Austrália, de onde vem a maior parte da carne consumida no país. A Indonésia tem 264 milhões de habitantes e pode representar um importante mercado para as exportações brasileiras.

Mais informações à imprensa:
Coordenação-geral de Comunicação Social
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Fonte: MAPA GOV
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