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Pandemia mudará a experiência de ir às compras em shopping centers

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Sinalizações no chão para indicar o sentido correto para a movimentação dos clientes e evitar aglomerações. Bancos ocupados por manequins para impedir que as pessoas sentem. Banheiros também sinalizados, para garantir o respeito ao limite máximo de usuários por vez. Medidas que devem fazem parte do novo normal em shopping centers.

De acordo com a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), 158 estabelecimentos já estão reabertos para o público em todo o país. Eles representam quase 30% do total. Até o momento, ao menos oito estados editaram novas regras que permitem o funcionamento dos centros comerciais respeitando protocolos de segurança. Nos municípios paulistas que entraram na segunda fase do plano estadual, os shoppings podem abrir as portas partir da próxima semana, desde que haja o consentimento da prefeitura da cidade onde a unidade está instalada.

No shopping Jardim Pamplona, que fica na zona oeste da capital, todas as adaptações já foram planejadas. “Vamos realizar nebulização do ambiente, controle de acesso, medição de temperatura dos clientes e horário de funcionamento reduzido”, explica Marina Dias, diretora de Operações Imobiliárias da Property Division, empresa que administra o shopping.

O secretário de Saúde da Prefeitura de São Paulo, Edson Aparecido, afirmou à CNN que deve levar, cerca de duas semanas para que atividades comerciais possam retomar o funcionamento na capital paulista. “Vamos discutir o protocolo com os setores, aprovar na vigilância sanitária, assinar, publicar no Diário Oficial. Esse processo deve levar pelo menos 15 dias “, disse Aparecido

O Alphashopping, que fica em Barueri, na Grande São Paulo, também já adotou todas as novas medidas de segurança. Dentre elas, a instalação de totens com álcool em gel, acionados por pedais, para que o cliente não precise encostar as mãos.

Por enquanto, Barueri não faz parte do grupo das cidades autorizadas a flexibilizar a quarentena a partir de segunda-feira (1º), mas a superintendente do shopping, Adriana Saad, espera essa permissão venha nas próximas duas semanas. “A expectativa dos lojistas é grande, no primeiro momento todos devem começar com a equipe reduzida. Queremos reabrir e mostrar ao consumidor que é seguro frequentar o shopping”, diz.

Em todo o Brasil, mesmo após a autorização do Estado e das prefeituras, a orientação da associação brasileira de shopping centers e para que a reaberturas dos centros comerciais aconteçam de forma gradual.

Veja abaixo as duas fases do protocolo de reabertura dos shoppings propostas pela Abrasce:

FASE 1: Abertura parcial dos shoppings center

1. Não promova evento de reabertura do shopping. O momento é de restabelecer a confiança do consumidor, não buscar fluxo intenso.

2. Funcionamento em horário reduzido. Adequação do horário de abertura e fechamento para retomada gradual das atividades.

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3. Lojas funcionam, com exceção dos cinemas, entretenimento e atividades para crianças. Quaisquer atividades que possam gerar concentração e consequente aglomeração de pessoas em mesmo espaço e horário devem ser suspensas.

4. Mantenha suspensos os eventos. Não promova atividades que possam atrair grande número de público.

5. Atenção especial para restaurantes e praças de alimentação. Importante observar a separação e distanciamento das mesas, tanto das praças de alimentação, quanto dentro dos próprios restaurantes, reduzindo o número de cadeiras. Restaurantes também devem disponibilizar álcool gel para uso dos clientes.

6. Funcionários do shopping e lojistas devem utilizar máscaras. Disponibilize máscaras para os funcionários dos shoppings e instrua e incentive que os lojistas façam o mesmo com seus colaboradores.

7. Funcionários do shopping que estejam no grupo de risco devem permanecer em home office. Mantenha colaboradores que estão no grupo de risco atuando com trabalho remoto e oriente que seus lojistas façam o mesmo, caso os tenham em seu quadro de funcionários.

8. Aferição de temperatura. Utilize termômetros manuais para aferir temperatura dos funcionários e clientes que ingressarem no Shopping. Quem estiver com temperatura acima de 37,2° e/ou mostrar sintomas de gripe/resfriado será orientado a buscar ajuda médica.

9. Uso de máscaras pelos consumidores e frequentadores. Recomende e estimule a importância do uso de máscaras por meio de uma comunicação cuidadosa e educacional.

10. Oriente os consumidores sobre a importância da desinfecção das mãos por álcool gel e a lavagem com água e sabão. Propague a relevância e efetividade desse cuidado, orientando que seja feito com frequência. Disponibilize dispensers de álcool gel para uso dos clientes em diferentes áreas do empreendimento.

11. Aumente a frequência de desinfecção das áreas públicas. Reforce a frequência da higienização das áreas comuns e das superfícies de grande contato, como interior e painel de elevadores, corrimãos de escadas e escadas rolantes, balcões de informação, sanitários, áreas de descarte de lixo etc.

12. Mantenha todos os canais de comunicação da empresa abertos e com rápido atendimento. Utilize uma comunicação eficiente para informar os horários de abertura e tirar dúvidas dos consumidores sobre as medidas de proteção adotadas pelos shoppings. As redes sociais funcionam bem neste caso.

13. Avalie os recursos e possibilidades para atrair seu cliente e garantir atendimento de forma segura. Utilize os canais on-line do shopping para continuar atendendo clientes que ainda estão em regiões com acesso restrito ao shopping e incentive as compras por drive-thru.

14. Faça campanhas de marketing ressaltando a segurança que o shopping irá oferecer ao consumidor. Procure destacar medidas de cuidado e higiene que o shopping está fazendo, buscando gerar essa confiança no consumidor. Evite campanhas com apelo emocional, que possam gerar aglomeração em um único dia e horário.

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15. Mantenha uma comunicação clara e eficiente com seus funcionários, lojistas e clientes. Promova um canal de comunicação frequente e assertivo com orientações de saúde e bem-estar e envolva os lojistas nessas comunicações.

16. Tenha atenção com a comunicação sobre a reabertura. O momento é delicado e a mensagem de empatia e cuidado ao cliente deve ser priorizada.

17. Evite a operação de valet nessa fase. Nesse momento, preserve seu cliente, colaboradores e prestadores, evitando contato direto entre as pessoas.

18. Tenha cuidado com objetos que dificultem higienização do local. Evite qualquer decoração ou adornos que possam prejudicar a limpeza.

19. Faça a troca dos filtros do ar-condicionado. Os padrões da vigilância sanitária sobre ar-condicionado são rigorosos; siga protocolos de manutenção e use pastilhas bactericidas nas bandejas.

20. Realize controle de acesso de clientes estabelecendo o distanciamento entre pessoas. Promova o distanciamento entre as pessoas, evite formação de filas e, se necessário, faça demarcações e sinalizações no piso.

21. Isole áreas do shopping para dimensionar fluxo de pessoas. Reduza áreas do estacionamento, ajuste entradas e saídas para melhor coordenar o fluxo, sem impactar a segurança do empreendimento.

22. Cuidados na administração. Mantenha a limpeza e desinfecção de escritórios da administração e procure realizar reuniões por videoconferência.

23. Valorize e divulgue campanhas de saúde pública. Utilize os espaços físicos, os canais de comunicação do Shopping e as redes sociais para propagar informações e campanhas públicas de saúde e higiene.

FASE 2: Abertura completa dos shoppings center

1. O shopping funciona de forma normal e com horário restabelecido.

2. Voltam as operações de entretenimento, ações e serviços regulares dos empreendimentos

3. Recomende, estimule e propague a importância da utilização de máscaras.

4. Propague a importância e efetividade da desinfecção das mãos por álcool gel e a lavagem com água e sabão.

5. Mantenha a frequência de desinfecção das áreas públicas, como interior e painel de elevadores, corrimãos de escadas e escadas rolantes, balcões de informação, sanitários, áreas de descarte de lixo etc.

6. Mantenha a disponibilização de dispensers de álcool gel para uso dos clientes.

7. Restaurantes e praças de alimentação: monitore a abertura e o funcionamento de restaurantes, tanto das praças de alimentação, quanto dentro dos próprios restaurantes, que também devem disponibilizar álcool gel para uso dos clientes.

8. As atividades promocionais, bem como eventos, devem ser monitoradas e desenvolvidas com cautela e gradualmente.

9. Reuniões continuam a ser conduzidas, preferencialmente, por videoconferência.

10. Mantenha a troca dos filtros de ar conforme exige a legislação. Use pastilhas bactericidas nas bandejas.

11. Mantenha a limpeza e desinfecção de escritórios da administração.

 

Karla Chaves e Bruno Laforé, da CNN, em São Paulo

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Prefeitos pedem cassação de deputado por mentir sobre Covid em MT

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A Associação Mato-grossense dos Municípios, protocolou nesta segunda-feira (13), em nome de todos os prefeitos, uma representação contra o deputado estadual, Silvio Antônio Fávero (PSL). Em discurso, na tribuna da Assembleia Legislativa, no último dia 29 de junho, o parlamentar afirmou que cada prefeito de Mato Grosso, recebe o valor de R$ 19 mil por cada morte atestada pela Covid-19.

A representação é fruto do repúdio e indignação ao pronunciamento do deputado, que ainda afirmou: ‘os prefeitos estavam deixando as pessoas morrerem, bem como, “manipulando a causa morte” para poder receber os recursos do Governo Federal’. O presidente da AMM, Neurilan Fraga, informou que foi encaminhado ao presidente da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, um documento solicitando a instauração de processo disciplinar, por quebra de decôro parlamentar, mediante  o comportamento inadequado com os gestores municipais. A representação segue para o Corregedor da Comissão de Ética Parlamentar. “O deputado foi longe demais, ao dizer inverdades, imputando falso crime à imagem dos prefeitos, induzindo a população a acreditar que os gestores estão tirando proveito da situação, deixando pessoas morrerem para depois receber o repasse financeiro da União. Isto é um absurdo”, disse Fraga.

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Na tribuna, o parlamentar disse ainda: “que ninguém morre mais de nada, ninguém morre de câncer e que não existe mais doença no Brasil. A única é a Covid”. As declarações do deputado sobre recebimento e recursos por cada morte, foram desmentidas pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria de Estado de saúde. “É inconcebível que um deputado, sob o manto da “inviolabilidade dos seus atos, possa utilizar a tribuna com manifestações inverídicas, para difamar e caluniar os prefeitos de  Mato Grosso, não contribuindo em nada com a crise que estão vivenciando com a pandemia” destacou o presidente da AMM.

“Esta não é a atitude esperada pelo prefeitos, de um deputado, que poderia utilizar não só a tribuna, mas o próprio mandato para, pleitear recursos tanto do Governo Federal como do Estadual, para auxiliar a população, principalmente agora, que estamos com quase 100% dos leitos das UTIS ocupadas. Ao invés de proferir inverdades, ele poderia se mobilizar com a bancada federal para trazer para Mato Grosso, mais equipamentos para a saúde e  hospitais de campanha, que foram desarmados nos  outros Estados”, argumentou.

Na opinião do presidente da AMM, da mesma forma, que um deputado possui “imunidade material” para exercer o seu mandato livre de pressões externas, contudo existe um limite para proferir suas opiniões, palavras e votos, pela exigência do “decoro parlamentar”, conforme prevê o Código de Ética da Casa Legislativa.

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Portanto, as manifestações parlamentares não podem ultrapassar as barreiras da razoabilidade, e ao fazer tal afirmação, além de ser falsa, e maldosa não levou em conta a atual realidade vivenciada pelos prefeitos que estão neste exato momento na linha de “frente ao combate ao Coronavírus”, concluiu o presidente da AMM

Diante de todo o exposto, nos termos do artigo 48 do Código de Ética, foi solicitado a Casa Legislativa para que sejam tomadas providências para apurar a quebra de Decoro Parlamentar e a competente instauração do Processo Disciplinar, ante o abuso das prerrogativas do deputado estadual, Silvio Fávero, uma vez que as condutas cometidas são incompatíveis com o decoro parlamentar.

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