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Palmeiras empata com São Paulo e clássico termina em 1 a 1

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Lance

O começo do Choque-Rei deste sábado deu a impressão de que o Palmeiras poderia perder a invencibilidade no Brasileirão . Mas o Verdão contou com a sorte – e a qualidade do time – para empatar em 1 a 1 com o São Paulo, no Morumbi, com gols de Pablo e Dudu.

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Luis Moura/WPP/Agência O Globo

O clássico aconteceu neste sábado (13) no Morumbi e acabou empatado

Com o resultado, o Palmeiras chega a 26 pontos e vê o Santos diminuir a diferença entre o primeiro e o segundo colocado para três pontos. Com 15 pontos, o Tricolor é, agora, o oitavo colocado no Brasileiro. Na próxima rodada, o Verdão encara o Ceará no Castelão. Já o São Paulo recebe a Chapecoense, em casa.

Tricolor começa melhor

O São Paulo começou a partida mostrando que queria vencer. E, com Pablo, Pato, Hernanes e Tchê Tchê inspirados e comandando o setor ofensivo, o Tricolor logo chegou ao gol que abriu o placar. Aos 9 minutos, após troca de passes entre Hudson e Hernanes pela direita, o Profeta cruzou rasteiro, Pablo se adiantou sobre Antônio Carlos e tocou para o fundo do gol de Weverton. 

Com problemas na saída de bola, o Palmeiras pouco conseguiu criar. Enquanto isso, o São Paulo seguia comandando o jogo, mas já sem aparecer tanto no ataque. Nos 20 minutos iniciais, o Tricolor chegou a ter quase 65% de posse de bola.

Pablo preocupa

A partir da segunda metade do primeiro tempo, o Palmeiras conseguiu equilibrar a partida e chegou uma vez com perigo com Gustavo Scarpa, obrigando o goleiro Tiago Volpi a fazer grande defesa. Mas foi só. 

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Ainda antes do intervalo, uma cena preocupou o torcedor são-paulino. Aos 40 minutos, após uma disputa pelo alto com Thiago Santos, Pablo caiu de mau jeito sobre a própria perna e ficou sentindo muitas dores. Foi atendido e acabou voltando para o jogo, mas foi substituído no intervalo.

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Goleiros brilham

A segunda etapa começou com jogo aberto e boas oportunidades para os dois times. Mas ninguém conseguiu marcar graças a ótimas intervenções dos goleiros. O primeiro a brilhar foi Volpi. Logo no primeiro minuto, Deyverson pegou uma sobra de bola e, quase na pequena área, acabou finalizando em cima do goleiro tricolor, que saiu muito bem e defendeu o chute com o peito.

Depois, foi a vez de Weverton aparecer. O palmeirense fez duas grandes defesas num mesmo lance. Primeiro, defendeu um chute de Raniel. No rebote, Reinaldo finalizou de fora da área e o goleiro espalmou para escanteio. Aos 14, nova boa intervenção do palmeirense. Pato recebeu pela esquerda e chutou colocado. Weverton espalmou novamente para a linha de fundo.

Azar de Volpi, sorte de Dudu

Com a partida mais equilibrada, o São Paulo recuou e deixou o Palmeiras com a bola, tentando se aproveitar dos contra-ataques. Mas quem se aproveitou do momento foi o Verdão. Aos 25 minutos, Dudu recebeu na direita, na linha da grande área e finalizou. A bola desviou em Reinaldo, encobriu Volpi e pegou na trave. Na volta, pegou nas costas do goleiro e entrou no gol. 1 a 1 no placar e o líder Palmeiras mantém a invencibilidade do Brasileiro, enquanto o São Paulo segue com problemas nos clássicos.

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FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 1 x 1 PALMEIRAS

Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 13 de julho de 2019, às 19h
​Árbitro: Bruno Arleu de Araujo (RJ) – Nota LANCE!: 6,0 – Não atrapalhou o andamento da partida.
Assistentes: Michael Correia (RJ) e Thiago Henrique Neto Correa Farinha (RJ)
Árbitro de vídeo : Rodrigo Carvalhaes de Miranda (RJ)
Gramado: Bom
Público/Renda: 38.267/R$ 1.177.165,00
Cartão amarelo: Arboleda e Hudson (SAO), Moisés e Antônio Carlos (PAL)
Cartão vermelho: –

GOLS: Pablo, 9’/1ºT (1-0); Dudu, 25’/2ºT (1-1)

SÃO PAULO: Tiago Volpi; Hudson, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Luan, Tchê Tchê e Hernanes (Igor Gomes, 30’/2ºT); Antony, Pato (Toró, 26’/2ºT) e Pablo (Raniel, Intervalo). Técnico : Cuca.

PALMEIRAS : Weverton; Marcos Rocha, Antônio Carlos, Edu Dracena e Diogo Barbosa; Thiago Santos e Moisés; Dudu (Willian, 37’/2º), Gustavo Scarpa (Raphael Veiga, 18’/2ºT) e Zé Rafael (Carlos Eduardo, Intervalo); Deyverson. Técnico : Luiz Felipe Scolari.

Fonte: IG Esportes
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Por que a camisa número 24 é “proibida” no futebol brasileiro?

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Jovem goleiro Brenno é o camisa número 24 do Grêmio

Você sabia que, dos 20 clubes que estão disputando a Série A do Campeonato Brasileiro, apenas um deles possui jogador usando a camisa número 24? É o Grêmio. E quem utiliza é o jovem goleiro Brenno Fraga .

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O número 24 é praticamente proibido para os jogadores do futebol brasileiro. E também na sociedade brasileira num âmbito geral. A explicação mais provável e mais plausível para isso é folclórica, cultural e com referência bastante antiga, de mais de 100 anos.

No popular ” Jogo do Bicho “, bolsa ilegal de apostas criada no Rio de Janeiro em 1892 por João Baptista Viana Drummond, a quadra estipulada ao animal veado é a 24ª, contendo os números 93, 94, 95 e 96. Ou seja, o 24, no ambiente machista do futebol, é relacionado a homossexualidade.

Conversamos com o goleiro Brenno sobre o número de sua camisa. “Não foi uma escolha minha de ter esse número, mas também não chegaram em mim e falaram para eu usar. Não vejo problema nenhum, não tenho esse pensamento. O importante é ir para os jogos e ajudar a equipe”, disse o jovem de 20 anos ao iG Esporte .

“Foi o meu número de estreia (no Campeonato Gaúcho deste ano). Estreei em um Gre-Nal, então vai ficar marcado na minha vida como uma coisa boa. Por isso não vejo problema nenhum, é super tranquilo, não tem mistério”, continuou Brenno.

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Jovem goleiro Brenno é o camisa número 24 do Grêmio

O goleiro gremista disse ainda que nunca foi alvo de piadas ou brincadeiras preconceituosas por conta do seu número. “Nunca. Pelo menos diretamente para mim, não. Nem jogador e nem torcedor, de ninguém”, finalizou.

Obrigação pelo número 24

Entretanto, nos torneios sul-americanos, como Copa Libertadores e Copa Sul-Americana, a Conmebol obriga os clubes a terem um jogador com a camisa 24, já que a inscrição tem que ser sequencial, de 1 a 30. Essa é a única exceção à regra.

Diante dessa obrigação, os times do Brasil costumam colocar o terceiro goleiro com essa camisa, como no caso do Internacional, que teve o arqueiro Daniel com a camisa 24 na Libertadores. Seu número, porém, é o 42.

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Já no Flamengo, o zagueiro espanhol Pablo Marí é o 24 na Libertadores, sendo que ele usa o 4 no Brasileirão, enquanto o Palmeiras teve o atacante Carlos Eduardo com essa numeração na competição – no Campeonato Brasileiro ele é o número 37.

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CONMEBOL/DIVULGAÇÃO

Pablo Marí é o 24 do Flamengo na Libertadores, mas no Brasileirão usa a camisa 4

Heterossexismo explícito

Na opinião de Gustavo Andrada Bandeira , doutor em educação pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e autor do livro “Uma História do Torcer no Presente: Elitização, Racismo e Heterossexismo no Currículo de Masculinidade dos Torcedores de Futebol”, os jogadores buscam se afastar de tudo que questiona a sua masculinidade afim de evitar qualquer desgaste com torcedores.

“Os times representam torcidas. O jogador é o representante do torcedor, ou do sócio, se a gente for pensar no clube. Ele dentro do campo tem que desempenhar o que o torcedor espera. E o que o torcedor espera não é só jogo de futebol, não é só qualidade técnica, gol, passe, drible… ele também quer uma representação de outros valores”, disse em contato com o iG Esporte .

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“Independentemente de estado ou país, a sexualidade é um conteúdo muito importante para esses torcedores. O atleta não pode apenas jogar bem, tem que jogar bem e representar uma masculinidade aceitável que, obviamente, é uma masculinidade não homossexual”, continuou Bandeira.

Para ele, qualquer referência mostra o limite e a fraqueza dessa masculinidade. “Imagina, um número nas costas. É realmente uma falta de confiança e uma masculinidade que tem ser provada o tempo todo, o tempo todo sob vigilância, sob controle e que qualquer coisa é perigosa”, disse.

“Se o jogador puder evitar problemas, e aí eu entendo o lado do jogador, esse é um a menos. Já que os torcedores acham importante que você não use o número que faça esse tipo de referência, então não usa. E isso chama bastante atenção”, completou Gustavo Andrada Bandeira.

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Tabu dentro do futebol

Homofobia no futebol arrow-options
Reprodução

Homofobia no futebol

Ainda de acordo com Gustavo Andrada Bandeira, a presença de jogadores homossexuais no futebol não é novidade. “E sim, todos estão dentro do armário, escondidos e performatizando como se homossexuais não fossem. O torcedor prefere não ser representado por um homossexual “, avaliou.

O doutor em educação pela UFRGS considera que tudo que puder ser usado como piada ou deboche será utilizado na provocação e, no contexto a masculinidade, é algo que se torna alvo dessas piadas e dessas brincadeiras. Até por isso, é melhor, conceitualmente para o torcedor, que ele não tenha um jogador que coloque em risco sua masculinidade.

“O ambiente do futebol para os jogadores profissionais é de mercado de trabalho, e um mercado extremamente competitivo e pouquíssimas vagas. Estamos acostumados a ver os jogadores famosos, mas a ampla maioria é de atletas que não conseguem jogar o ano todo e que até precisam trabalhar em outra coisa para compor salário”, lembrou.

“Se um jogador assumir a sua homossexualidade, talvez até pudesse jogar. Mas ele teria que ser muito melhor do que os outros. Caso contrário, em qualquer erro de passe, ele não erraria o passe por erro técnico, mas sim por ser homossexual. Então seria muito perigoso assumir e ele fecharia portas para um mercado restrito”, disse Bandeira.

Apesar desse tabu que ainda existe no futebol brasileiro em relação à homofobia, Gustavo Bandeira aposta em dias melhores no futuro. 

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“A homofobia não é novidade no futebol brasileiro, é uma coisa antiga. O que é novidade é a gente perguntar se ela deveria estar aí, se não deveria ser feito outra coisa, se não está errado essa homofobia. Isso é novidade e nos faz permitir ser otimista”, disse.

“Os clubes estão abraçando as causas, fazem campanhas contra o preconceito, pelo dia de visibilidade, de lutas de sexualidades não normativas. Dá para ter uma pequena esperança de que dias melhores nesse conteúdo aparecerão no futebol brasileiro”, finalizou o especialista.

Fonte: IG Esportes
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