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Painel sobre Batman na CCXP tem farpas para Trump e Bolsonaro

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O clima da CCXP não costuma ser abertamente político – de certa forma o universo geek é um modo de fugir do cada vez mais complicado mundo real. Mas as turbulências da política nacional e internacional acabaram dando as caras em um dos principais painéis desta quinta-feira (5) – uma roda de debate sobre Batman, personagen da DC Comics que se torna octogenário em 2019.

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Reprodução/ Instagram @dccomics

Batman Day

Enquanto Neal Adams, um dos mais importantes desenhistas da história do Batman , falava sobre como o Coringa é um “lunático, do tipo de gente que promove tiroteios em escolas, terroristas…”, foi interrompido pelo argentino Eduardo Risso: “e também presidente, né?”. A plateia explodiu em riso.

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Adams não se fez de rogado e emendou no assunto: “Eu queria pedir desculpas por esse psicopata que está na Casa Branca. Toda vez que eu entro no avião para outro país eu peço desculpas por Trump. O Trump foi eleito porque as pessoas não foram votar. Quando chegar a hora vocês precisam ir votar — bradou, animando o público, que aplaudiu em pé a declaração.

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Na sequência Rafael Grampá , desenhista brasileiro que trabalhou com Frank Miller na ainda inédita terceira parte da graphic novel “The Dark Knight”, retrucou em português: “E eu tenho que pedir desculpas pelo Bolsonaro”, levando a plateia ao delírio.

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Não foi o primeiro momento em que a política entrou na pauta. Mais cedo Grampá comentou sobre a apropriação de um desenho seu da história com Miller pelos manifestantes pró-democracia de Hong Kong.

“A DC postou a imagem errada nas redes sociais, sem as informações necessárias, e deletaram por isso. Mas as pessoas em Hong Kong começaram a pensar que a imagem foi retirada do ar a pedido do governo chinês”, contou. “As pessoas começaram a pichar as paredes com uma frase da HQ, ‘o futuro é jovem’. Eu e o Frank Miller trouxemos elementos do mundo real para a história, e ver o mundo real se apropriar dela é incrível. Eu apoio todo mundo que lutar pela sua liberdade”. 

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Nem tudo foi política no painel, porém. O grupo de autores concordou entre si que uma das características mais interessantes de trabalhar com um personagem como Batman é a sua maleabilidade. “Ele reflete o tempo que vivemos, evolui à medida que evoluímos”, diz Quitely. “O Batman não é um super-herói, ele é apenas um humano. Vocês são o Batman, eu sou o Batman, quando ajudamos o próximo”, resume Adams.

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Monja Coen diz que o autoconhecimento pode ser antídoto para pandemia

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O programa Impressões, da TV Brasil, convidou a Monja Coen, fundadora da Comunidade Zen Budista Zendo Brasil, para falar sobre as aflições típicas dos tempos de pandemia e apontar caminhos para se buscar o equilíbrio neste momento.

Mestra dos ensinamentos de Buda e autora de diversos livros, ela recomenda a meditação, que começa pela respiração consciente. Coen admite: “Quando comecei a meditar era muito difícil. Colocava um reloginho à minha frente e cinco minutos pareciam uma eternidade. Era um horror”. Durante a entrevista, a monja ensina algumas técnicas que podem ajudar os iniciantes na prática, que garante trazer alívio para incômodos emocionais comuns neste período, como ansiedade, medo e raiva.

“Você perceber o que está acontecendo com você é a única maneira de você ter algum controle. E não é controlar as emoções. É percebê-las e deixar que passem. Quando a gente fala de budismo, a gente fala de autoconhecimento e autoconhecimento é libertação”, afirma a religiosa.

Este não é um momento para acerto de contas emocionais, nem para remoer os rancores, segundo a monja, mas de considerar tudo o que foi vivido como uma bagagem extra para encarar o presente com plenitude.

“O que passou serviu como uma experiência para o que estamos passando agora, e o que vai chegar, ainda não chegou. Estar presente no momento e ver com plenitude o agora é a única maneira de atravessarmos (esta fase). Só tem uma maneira: atravessar com presença pura. Nós dizemos, no budismo, que presença pura é sabedoria”, ensina Coen.

A missionária zen-budista declara respeito a outras religiões e reconhece que, qualquer que seja o caminho escolhido, exige determinação.

“A mente é incessante e luminosa. Ela não para. Tem inúmeros estímulos. Você pode perceber esses estímulos todos e escolher o que você quer estimular. Como você escolhe que programa você assiste, que livro você lê, como você escolhe seus amigos e como você conversa com essas pessoas e quais são os assuntos. Através das nossas escolhas, nós vamos encontrando estados mentais. E podemos encontrar estados mentais de tranquilidade que a gente chama de estado Buda, de sabedoria e compaixão, onde há tranquilidade, assertividade e ternura”, afirma.

A monja explica que o estado mental tem relação com a imunidade. Manter aceso o olhar curioso da criança, de ver o mundo de uma forma inédita e se apaixonar pelos pequenos detalhes, pode ser um hábito poderoso. “A imunidade depende do nosso estado de tranquilidade. Não só, mas muito. Quando o coração fica quentinho, quando é gostoso. A gente tem que encontrar alguma coisa na vida que sinta prazer em ver”, acrescenta.

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Quanto aos questionamentos com os quais muitas pessoas se deparam na atual situação, a monja é assertiva: “Pare de se lastimar e falar ‘queria poder abraçar’. Tem que ser bom agora. Onde você está é o melhor lugar do mundo, porque sua vida está aqui. Aprecie a sua vida. Aprecie as pessoas perto de você”.

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