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Política

Oscar Bezerra quer a reativação do Conselho dos Imigrantes em Mato Grosso

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

O deputado estadual Oscar Bezerra (PV) utilizou o Plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso na quarta-feira (11), para solicitar a reativação do “Conselho dos Imigrantes”, e com isso articular um projeto de qualificação das pessoas que estão chegando da Venezuela  e inseri-las no mercado de trabalho local.

O parlamentar viajou até a capital Boa Vista (RR)  na semana passada para ver de perto as condições dos imigrantes que cruzaram a fronteira fugindo do regime imposto por Nicolás Maduro, presidente do país. Oscar pretende se juntar com representantes do setor da indústria  e comércio e criar iniciativas que garanta condições dignas aos refugiados.

“A ideia é reativar o Conselho dos Imigrantes, que foi criado para ajudar os haitianos com qualificação e emprego, quando se refugiassem em Mato Grosso. O objetivo é ajudar da mesma forma as 120 famílias de venezuelanos que agora residem na capital”, explica Oscar.

“Nós temos exemplos nos semáforos, nas esquinas de pessoas com crianças no colo pedindo, e o que nós podemos fazer é ajudar a qualificar esses cidadãos para que possam ser inseridos no mercado de trabalho”, finaliza Oscar.

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Cultura

Excesso de chuva causa prejuízo de 50% na produção de hortaliças em MT, dizem produtores

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A chuva em excesso já causou prejuízo de 50% na produção de hortaliças em fevereiro, segundo produtores. Com a falta do produto, os horticultores precisam comprar de outros produtores para atender a demanda.

O horticultor Gilberto dos Santos Silva, que tem uma plantação de hortaliças em Tangará da Serra, no oeste do estado, afirmou que precisou reduzir o plantio para não ter mais prejuízos.

“A gente acaba deixando de plantar, porque a produção é bem menor. Quase não choveu no mês de janeiro, mas em fevereiro está chovendo um pouco mais e está prejudicando quem está produzindo folhas”, ressaltou.

Um dos plantios prejudicados, segundo Gilberto, é o da alface. Para conseguir atender os clientes, ele compra de produtores que têm estufa e revende.

“Sai muito mais caro, porque a nossa margem, quando você pega fora, ela é praticamente zero. Fazemos mesmo só para atender os clientes”, explicou.

Também há horticultor que não tem condições de comprar produtos de terceiros e usa outras alternativas para se manter no mercado.

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“Quando já está programado essa chuva no começo do ano, se dedicamos mais no tempo das águas em legumes. Para poder ter uma saída, uma válvula de escape, porque a folha fica muito escassa, pois vem a doença, a chuva, e a gente não consegue produzir nas águas”, disse o horticultor Adeval da Conceição.

A produtora Telma Madalena da Paz cultiva hortaliças há oito anos em Barra do Bugres, a 169 km de Cuiabá, disse que está preocupada porque todo o investimento feito no plantio de alface não vai dar retorno.

Sem a renda, ela afirmou que não tem ideia de como vai pagar o fornecedor e lamentou a situação.

Com a baixa produção de folhas nas lavouras, a tendência é que o preço no mercado aumente, além de criar uma grande disputa entre os consumidores.

“Chega um momento que você chega na feira, se o nosso cliente não chegar bem cedo, ele não vai conseguir comprar o alface”, disse Gilberto.

A esperança, segundo os produtores, é que a chuva diminua nos próximos meses.

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