conecte-se conosco


Polícia

Operação LOX: Suspeitos enganavam vítimas com preços atrativos de veículos de luxo

Publicado

Assessoria | PJC-MT

Oito pessoas foram presas durante deflagração da operação LOX, na manhã desta quarta-feira (31) em quatro cidades mato-grossenses em ação conjunta da Polícia Judiciária Civil, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), e o Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção da Secretaria de Segurança Pública do Espírito Santo (NUROC-ES).

As diligências, objetivando o cumprimento dos 12 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão preventiva, são realizadas com apoio de outras unidades da Polícia Civil, como a Gerência de Operações Especiais (GOE), a Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE) e a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (DEMA).

De acordo com o delegado titular da GCCO, Diogo Santana, os presos vão responder criminalmente por estelionato e organização criminosa e serão apresentados ao Juízo de Vitória no Espírito Santo.

O delegado destaca ainda a relevância dos mandados de busca para a continuidade das investigações e conseguente identificação de todo a organização criminosa. “Além das prisões, também foram realizadas apreensões de material que subsidiará os trabalhos investigativos em andamento, como anotações, extratos bancários, comprovantes de depósitos e telefones celulares”.

Leia mais:  Policial comemora 70 anos e diz que não pensa em se aposentar

A operação

Batizada de LOX, a operação faz referência a um anagrama construído com as letras do site de comércio virtual, utilizado pelos criminosos.

As investigações apontaram que os suspeitos simulavam a comercialização de veículos de luxo, usavam comprovantes de depósitos falsificados, ludibriando as vítimas que eram atraídas por preços muito abaixo do mercado. Os criminosos negociavam os veículos que, de fato, não pertenciam a eles. Uma das vítimas chegou a depositar R$ 185 mil, em contas bancárias indicada pelos suspeitos.

Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Pontes e Lacerda e Alta Floresta.

Saiba mais: Organização criminosa de golpes pela internet é alvo de operação das Polícias do ES e MT

Comentários Facebook
publicidade

Polícia

Enfermeira é presa em flagrante por roubar kits para teste de covid da Santa Casa

Publicado

Com a profissional foram encontrados equipamentos de propriedade do hospital e testes da covid-19

Uma enfermeira de 44 anos foi presa em flagrante pela Polícia Civil na madrugada deste domingo (11.04) pelo crime de peculato cometido contra uma unidade hospitalar pública, na Capital. Com a profissional foram encontrados diversos kits utilizados para testagem da covid e também materiais de acesso venoso e nasal de uso estritamente médico-hospitalar.

A equipe plantonista da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) recebeu uma denúncia e seguiu na noite de sábado até o Hospital Estadual Santa Casa para checar as informações sobre uma servidora da unidade que estaria furtando testes de covid.

Na presença de uma recepcionista e de outras pessoas que estavam no local, os investigadores revistaram a bolsa da profissional e encontraram dentro de uma sacola plástica preta, diversos instrumentos e medicamentos utilizados para o teste de covid, sendo: 25 cotonetes em um envelope plástico lacrado; um frasco de reagente; 25 frascos para pipetagem; dois equipos macro gotas; dois equipos dupla via; quatro cateteres nasais tipo óculos de oxigênio e vários cateteres intravenosos de marcas diversas.

Os investigadores foram informados de que nenhum servidor do hospital tem autorização para retirar medicamentos ou instrumentos hospitalares da unidade.

A profissional foi encaminhada para a DHPP e alegou desconhecimento sobre a maioria dos objetos encontrados em sua bolsa, somente reconhecendo os cateteres nasais, que disse ter o costume de “manter em sua bolsa” para atender emergência de estabilização. Porém, em depoimento, ela respondeu que eram seus e que os utilizava em plantões particulares.

Leia mais:  Etapa Guaporé do Fetran reúne 18 espetáculos sobre trânsito

Um profissional de enfermagem ouvido na delegacia confirmou que todos os materiais encontrados com a enfermeira são de propriedade do hospital e que os códigos que constam são de controle interno da farmácia da unidade, como forma de saber como está sendo utilizado. Ele informou ainda que a profissional detida tinha a função da triagem dos pacientes, o que não abrangia a realização de testes covid, que é realizada por enfermeiros próprios da unidade hospitalar. Ele destacou que servidor do hospital não tem autorização para sair com medicamentos ou instrumentos de trabalho.

A diretora do hospital compareceu à DHPP e também atestou a propriedade do material encontrado como sendo da unidade e frisou que os equipamentos de acesso venoso e nasal são de aquisição e uso estritamente médico hospitalar.

Outras informações coletadas pelos investigadores foram obtidas em conversa de aplicativo de mensagem do celular da enfermeira, que foi acessado pelos policiais com o consentimento formal dela e de seu advogado. Em um trecho de conversa entre ela e um médico para acertar o valor de uma visita, a enfermeira pergunta se será necessário levar os materiais ou o paciente já tem, pois caso tenha que levar, o valor cobrado será maior. “..vai ter que cobrar R$ 300,00 pois o material é muito caro e não consegue achar”, diz trecho do diálogo, conforme consta no auto da prisão em flagrante.

Leia mais:  PRF apreende 18 motocicletas em ‘Operação Racha’ na BR 163 em Rondonópolis/MT

Na mesma conversa, a enfermeira avisa ao médico que se ele precisar de qualquer material, “é só ele avisar que ela consegue também, pois quem não tem conhecimento hospitalar, pra comprar é complicado.”

Flagrante por peculato 

O delegado Caio Fernando Albuquerque, que atendeu o flagrante, explica que, mesmo sendo contratada da Santa Casa, por exercer suas funções em unidade pública hospitalar, ela é equiparada a servidora pública, conforme previsto no Artigo 327 do Código Penal.

“Deparamos com a situação de uma servidora pública, por equiparação, que, mesmo vendo, diariamente, toda a terrível situação a que passamos, agindo na contramão, objetivando interesses próprios, e valendo-se das facilidades que seu emprego proporciona, apropriou-se de testes para constatação da covid, e mais, apropriou-se de equipamentos de uso exclusivo médico hospitalar, estes já deveras escassos por conta do incontrolável aumento da pandemia”, pontuou Caio Albuquerque.

Com os elementos coletados, o delegado autuou a enfermeira em flagrante pelo crime de peculato (artigo 312 do CP) e encaminhou representação ao Poder Judiciário pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

O auto de flagrante será remetido à 2ª Delegacia de Polícia de Cuiabá, que dará sequência à investigação.

A enfermeira foi encaminhada para audiência de custódia da Justiça.

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

Mato Grosso

Entretenimento

Esportes

Mais Lidas da Semana